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Economia

Brasil cria 85,9 mil postos de trabalho em abril, aponta Caged

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 85.888 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em abril. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo é 62,3% menor em relação a março, quando o país criou 227.974 empregos. Notícias relacionadas: Brasil cria 255,3 mil postos de trabalho em fevereiro, aponta Caged. Brasil cria 1,279 milhão de postos de trabalho em 2025, aponta Cag

Fonte: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil28 de maio de 2026 às 18:385 visualizações
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Brasil cria 85,9 mil postos de trabalho em abril, aponta Caged
Foto: Agência Brasil
Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 85.888 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em abril. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 62,3% menor em relação a março, quando o país criou 227.974 empregos.

A criação de empregos caiu 63,9% em comparação a abril do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 238.216 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Acumulado

De janeiro a abril, o Caged registrou queda de 23,4% no acumulado de vagas formais:

699.762 (quatro meses de 2026)

913.827 (quatro meses de 2025)

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, três dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em abril.

Serviços: +69.601 postos

Construção civil: +23.525

Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +9.256

Dois setores demitiram mais do que contrataram em abril

Agropecuária: -8.378 postos

Comércio: -8.114

Tradicionalmente, o mês de abril é fraco para o comércio. Em relação à agricultura, as demissões devem-se ao fim da safra de soja e à desmobilização dos cultivos de maçã e de laranja.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de saúde humana e serviços sociais, com a abertura de 18.150 postos formais. A categoria de transporte, armazenagem e correio abriu 12.235 vagas.

Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento serviços especializados para construção, que abriu 8.745 empregos formais. Em segundo, vem a construção de edifícios, com 7.397 postos.

Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de álcool, com 4.522 vagas, seguida por abate e fabricação de produtos de carne (+2.333) e fabricação de automóveis, caminhonetes e utilitários (+1.849).

Regiões e estados

Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em abril.

>> Veja abaixo o desempenho de cada região:

Sudeste: 44.545 postos

Nordeste: 18.714

Centro-Oeste: 10.890

Norte: 6.651

Sul: 4.449

Na divisão por unidades da Federação, 24 registraram saldo positivo e três demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991).

Os estados que eliminaram empregos formais em abril foram Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396).

Carteira assinada

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou abril em 47.810.425, alta de 0,18% em relação a março e de 2,26% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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