Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS20 de setembro de 2026
Wilson Grassi defende imposto único e mais rigor contra facçõesSamara Martins propõe dobrar salário mínimo e instituir escala 4x3Mais de 625 mil pessoas fazem a Prova Nacional Docente neste domingoZema propõe saída do Brics e redução de supersalários e de impostosPara associações, normas ainda deixam pontos em aberto sobre cannabisEquipe do São Paulo é a primeira finalista do Brasileirão FemininoTransexuais e travestis fazem ato no RJ em defesa da democraciaPodoroska e Quevedo decidem SP Open 2026 neste domingoCaderno de Música lembra 120 anos de nascimento de Dmitri ShostakovichPetrobras aprova adesão à subvenção ao óleo dieselMorre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no BrasilConheça Chongqing: metrópole-chave da transformação econômica chinesaChina busca conexão e cooperação entre povos por meio dos grandes riosBrasil bate Suíça e avança na Copa DavisFMI: IA pode impulsionar crescimento, mas aumentar tensões econômicasBrasil é eliminado pela Espanha nas quartas da Copa Feminina sub-20Rádio MEC transmite domingo o concerto da Orquestra Filarmônica de MGNova espécie de felino é identificada em florestas da BolíviaFlávia Saraiva é ouro nas assimétricas da Copa do Mundo de ginásticaInep muda locais de exame da PND em União da Vitória (PR)Wilson Grassi defende imposto único e mais rigor contra facçõesSamara Martins propõe dobrar salário mínimo e instituir escala 4x3Mais de 625 mil pessoas fazem a Prova Nacional Docente neste domingoZema propõe saída do Brics e redução de supersalários e de impostosPara associações, normas ainda deixam pontos em aberto sobre cannabisEquipe do São Paulo é a primeira finalista do Brasileirão FemininoTransexuais e travestis fazem ato no RJ em defesa da democraciaPodoroska e Quevedo decidem SP Open 2026 neste domingoCaderno de Música lembra 120 anos de nascimento de Dmitri ShostakovichPetrobras aprova adesão à subvenção ao óleo dieselMorre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no BrasilConheça Chongqing: metrópole-chave da transformação econômica chinesaChina busca conexão e cooperação entre povos por meio dos grandes riosBrasil bate Suíça e avança na Copa DavisFMI: IA pode impulsionar crescimento, mas aumentar tensões econômicasBrasil é eliminado pela Espanha nas quartas da Copa Feminina sub-20Rádio MEC transmite domingo o concerto da Orquestra Filarmônica de MGNova espécie de felino é identificada em florestas da BolíviaFlávia Saraiva é ouro nas assimétricas da Copa do Mundo de ginásticaInep muda locais de exame da PND em União da Vitória (PR)
Internacional

Brasil rebaixa relação com Argentina após novos insultos de Milei

O governo do Brasil decidiu rebaixar o nível das relações bilaterais com a Argentina após as sucessivas agressões do presidente Javier Milei contra o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e contra o Supremo Tribunal Federal (STF). O Ministério das Relações Exteriores decidiu que o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, não deve regressar à Argentina enquanto as agressões do Milei continuarem. Os insultos foram considerados um desrespeito inaceitável em relações bilatera

Fonte: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil05 de agosto de 2026 às 15:586 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Brasil rebaixa relação com Argentina após novos insultos de Milei
Foto: Agência Brasil
O governo do Brasil decidiu rebaixar o nível das relações bilaterais com a Argentina após as sucessivas agressões do presidente Javier Milei contra o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

O Ministério das Relações Exteriores decidiu que o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, não deve regressar à Argentina enquanto as agressões do Milei continuarem. Os insultos foram considerados um desrespeito inaceitável em relações bilaterais.

O Brasil agora será representado no país vizinho por um Encarregado de Negócios, cargo mais baixo que expressa esse rebaixamento diplomático.  

Em 26 de julho, o embaixador brasileiro Bitelli foi convocado a voltar a Brasília após Milei xingar o presidente Lula em convenção partidária do Partido Liberal (PL), que indicou o senador Flávio Bolsonaro a disputar a Presidência da República.  

Na ocasião, Milei chamou Lula de “presidiário” e atacou o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do julgamento que condenou o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

“Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”, rebateu o Itamaraty, em nota.

Nos dias seguintes à convenção do PL, as agressões de Milei contra Lula continuaram com insultos como “ladrão” e “lixo socialista”. Milei também continuou insultando o STF em manifestações públicas.

Essas reiteradas agressões motivam o Brasil a decidir não enviar de volta à Argentina o embaixador Julio Bitelli. A decisão deve ser mantida enquanto os insultos continuarem.

Argentina

Por meio de nota divulgada nas redes sociais, o governo da Argentina lamentou a decisão “unilateral” do governo brasileiro, argumentando que ela foi adotada por questões “puramente ideológicas”.

“Nunca respondemos a uma diferença política com uma medida institucional. Esse critério é o que a Argentina sustenta hoje”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Argentina.

O governo brasileiro tem defendido que mantém relações diplomáticas com governos de todos os perfis ideológicos, tendo sido as ofensas o motivo do rebaixamento das relações diplomáticas.

Repercussão

A decisão brasileira teve repercussão nos jornais do país vizinho. O Clarín, um dos mais tradicionais da Argentina, classificou a decisão como “dura sanção diplomática”.

O jornal Infobae disse que a relação entre os dois países está em uma “crise sem precedentes”, destacando que a medida preocupa o empresariado da Argentina.  

O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina, sendo destino de 12,6% das exportações de bens do país, à frente da China com 9,9% e Estados Unidos, com 9,8%, no acumulado de janeiro a junho deste ano, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina (Indec)

Em 2025, a Argentina figurou como o terceiro principal destino das exportações brasileiras, que representaram US$ 18,1 bilhões em bens vendidos, o que soma 5,2% do total exportado pelo Brasil. Os dados são da Comex Stat, o banco de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Mais em Internacional