Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS17 de julho de 2026
Bolsonaro pede autorização para receber Mileii na prisão domiciliarMPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do RioSeleção feminina perde e fica com o vice no Mundial de Vôlei SentadoVôlei: Brasil perde para EUA e volta a se complicar na Liga das NaçõesVitória manda Botafogo para lanterna na volta do Brasileiro FemininoEncantou mas não levou: França de 2026 reivindica lugar na memóriaGuterres manifesta preocupação com escalada militar no IrãCaixa Loterias transfere sorteios de sábado para domingoNobel da economia diz que impacto da IA no emprego é superestimadoBrasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz DuriganCongresso de futebol nos Estados Unidos debate Copa Feminina de 2027São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUAApex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportaçõesMilton Nascimento é internado com pneumoniaEleições: TSE assina acordo com big techs para combater desinformaçãoComeçam a vigorar hoje regras que exigem alertas em anúncios de betsTerremoto de magnitude 7,4 atinge Puerto Madero, no MéxicoCongresso entra em recesso com projetos pendentes para o 2º semestreAtividade econômica cresceu 0,1% em maioMoraes marca para 28 de julho depoimento de Flávio Bolsonaro à PFBolsonaro pede autorização para receber Mileii na prisão domiciliarMPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do RioSeleção feminina perde e fica com o vice no Mundial de Vôlei SentadoVôlei: Brasil perde para EUA e volta a se complicar na Liga das NaçõesVitória manda Botafogo para lanterna na volta do Brasileiro FemininoEncantou mas não levou: França de 2026 reivindica lugar na memóriaGuterres manifesta preocupação com escalada militar no IrãCaixa Loterias transfere sorteios de sábado para domingoNobel da economia diz que impacto da IA no emprego é superestimadoBrasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz DuriganCongresso de futebol nos Estados Unidos debate Copa Feminina de 2027São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUAApex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportaçõesMilton Nascimento é internado com pneumoniaEleições: TSE assina acordo com big techs para combater desinformaçãoComeçam a vigorar hoje regras que exigem alertas em anúncios de betsTerremoto de magnitude 7,4 atinge Puerto Madero, no MéxicoCongresso entra em recesso com projetos pendentes para o 2º semestreAtividade econômica cresceu 0,1% em maioMoraes marca para 28 de julho depoimento de Flávio Bolsonaro à PF
Justiça

Cármen Lúcia vota por derrubar flexibilização da Lei da Ficha Limpa

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (22) por derrubar a flexibilização da Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado, para limitar o prazo de inelegibilidade de políticos condenados.  Para a ministra, as alterações “estabelecem cenário de patente retrocesso” e devem ser consideradas inconstitucionais por violarem princípios essenciais da República, como os da probidade administrativa e moralidade pública.  Notícias relacion

Fonte: Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil22 de maio de 2026 às 14:451 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Cármen Lúcia vota por derrubar flexibilização da Lei da Ficha Limpa
Foto: Agência Brasil
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (22) por derrubar a flexibilização da Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado, para limitar o prazo de inelegibilidade de políticos condenados. 

Para a ministra, as alterações “estabelecem cenário de patente retrocesso” e devem ser consideradas inconstitucionais por violarem princípios essenciais da República, como os da probidade administrativa e moralidade pública. 

“O Supremo Tribunal atua no sentido de afastar por antijurídicos quaisquer comportamentos e atos que impeçam, dificultem ou embacem a probidade administrativa e a moralidade pública inerente ao regime republicano.”

Em outro trecho, ela afirmou que “não pode participar da vida política-eleitoral quem descumpre as normas constitucionais e legais”.

Julgamento

O Supremo começou a julgar nesta sexta-feira (22) uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) que questiona as modificações promovidas na Lei da Ficha Limpa.

O julgamento ocorre em plenário virtual. Os demais ministros têm até o dia 29 de maio para votar. 

Única a votar até o momento, Cármen Lúcia é relatora da ADI aberta pelo partido Rede Sustentabilidade no mesmo dia em que a nova legislação foi sancionada, em 30 de setembro do ano passado. 

O processo ficou parado por quatro meses no gabinete da ministra antes de ir à votação no plenário. O resultado é aguardado com ansiedade pela classe política, pois deve surtir efeito já nas eleições de outubro deste ano. 

A decisão do Supremo pode frustrar candidaturas como as do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, do ex-deputado federal Eduardo Cunha e do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. 

Novas regras

As novas regras para a Lei da Ficha Limpa foram aprovadas no sentido de restringir o alcance temporal da inelegibilidade para políticos condenados por mais de um juiz. 

Antes, o prazo inicial de oito anos de inelegibilidade contava a partir do fim do cumprimento da pena e sem limite máximo de tempo para a perda dos direitos políticos.

Por exemplo, se um político fosse condenado a dez anos de prisão, na prática permanecia 18 anos sem poder se candidatar. 

Agora, o prazo de inelegibilidade passa a contar do momento da condenação, excluindo o tempo de pena do cálculo.

A nova lei também limita a 12 anos o prazo máximo que políticos poderão ficar sem disputar eleição no caso de condenações múltiplas. 

Ou seja, se uma primeira condenação ocasionar o afastamento por oito anos e uma segunda condenação ocorrer no último ano do prazo, o novo afastamento valerá somente até que se completem 12 anos da primeira condenação, não havendo a abertura de uma nova contagem de oito anos após a segunda condenação. 

Cármen Lúcia votou por derrubar todas essas alterações:

“Nesse sentido, as alterações específicas às als. b, c, e, k e l do inc. I do art. 1º da Lei Complementar n. 64/1990 que modificaram o termo inicial da contagem de prazo de inelegibilidade são incompatíveis com o modelo constitucional democrático e republicano.” 

Matéria ampliada às 12h09

Mais em Justiça