Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS31 de outubro de 2026
Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-RioTerceira edição do CNU pode ter até 3 mil vagasAneel mantém bandeira tarifária verde em novembroJustiça manda Meta excluir posts sobre demissão por voto políticoCaseiro explorado e usado como laranja no DF receberá pensão mensalSUS detecta quase 10 mil testes positivos para HPV de alto riscoPesca na foz do Rio Doce volta a ser liberada depois de dez anosPaíses consideram insuficientes ações contra crise da biodiversidadeAneel prevê três leilões de transmissão de energia em 2027MPF e PF apuram denúncias de ataques contra indígenasPolícia de SP investiga venda de dados de mortos a funeráriasFinados: 2 milhões de passageiros devem passar por aeroportos do paísGoverno alerta para golpe envolvendo o Auxílio ReconstruçãoCom muita disputa, Aneel leiloou oito lotes de transmissão de energiaBrasil abre mercado em Bangladesh e Colômbia para pecuáriaMotorista infarta, e engavetamento de 20 veículos deixa feridos no RioOposição em Israel depende dos árabes para tirar Netanyahu do poderPrazo para inscrever projetos na Lei Rouanet termina neste sábadoEmpresário é condenado a 17 anos por morte de motorista de aplicativoDólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-RioTerceira edição do CNU pode ter até 3 mil vagasAneel mantém bandeira tarifária verde em novembroJustiça manda Meta excluir posts sobre demissão por voto políticoCaseiro explorado e usado como laranja no DF receberá pensão mensalSUS detecta quase 10 mil testes positivos para HPV de alto riscoPesca na foz do Rio Doce volta a ser liberada depois de dez anosPaíses consideram insuficientes ações contra crise da biodiversidadeAneel prevê três leilões de transmissão de energia em 2027MPF e PF apuram denúncias de ataques contra indígenasPolícia de SP investiga venda de dados de mortos a funeráriasFinados: 2 milhões de passageiros devem passar por aeroportos do paísGoverno alerta para golpe envolvendo o Auxílio ReconstruçãoCom muita disputa, Aneel leiloou oito lotes de transmissão de energiaBrasil abre mercado em Bangladesh e Colômbia para pecuáriaMotorista infarta, e engavetamento de 20 veículos deixa feridos no RioOposição em Israel depende dos árabes para tirar Netanyahu do poderPrazo para inscrever projetos na Lei Rouanet termina neste sábadoEmpresário é condenado a 17 anos por morte de motorista de aplicativo
Internacional

Equipes do Nepal procuram centenas de pessoas presas em túneis

Equipes de resgate do Nepal, com a ajuda de especialistas chineses e indianos, intensificaram os esforços nesta segunda-feira (31) para chegar a centenas de pessoas que se acredita estarem presas dentro de túneis bloqueados de projetos hidrelétricos. A enchente na região do Himalaia, na semana passada, deixou um rastro de destruição nas cidades e vilarejos dos vales do país, bem como do outro lado da fronteira, na China. A enxurrada sem precedentes de gelo, rochas, lama e detritos na fronteira e

Fonte: Gopal Sharma, Saurabh Sharma e Ethan Wang - Repórteres da Reuters*31 de agosto de 2026 às 12:3012 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Equipes do Nepal procuram centenas de pessoas presas em túneis
Foto: Agência Brasil
Equipes de resgate do Nepal, com a ajuda de especialistas chineses e indianos, intensificaram os esforços nesta segunda-feira (31) para chegar a centenas de pessoas que se acredita estarem presas dentro de túneis bloqueados de projetos hidrelétricos. A enchente na região do Himalaia, na semana passada, deixou um rastro de destruição nas cidades e vilarejos dos vales do país, bem como do outro lado da fronteira, na China.

A enxurrada sem precedentes de gelo, rochas, lama e detritos na fronteira entre o Nepal e o Tibete na quarta-feira (26) — atribuída ao colapso de uma geleira — matou mais de 900 pessoas, e quase 5 mil ainda estão desaparecidas.

Centenas de corpos, muitos deles não identificados, foram enterrados em valas rasas, pois começaram a se decompor devido ao clima úmido nas planícies do país. Eles foram arrastados montanha abaixo pela torrente.

Autoridades nepalesas afirmaram que o foco está em resgatar os 933 trabalhadores que se acredita estarem presos em 11 projetos hidrelétricos, incluindo muitos que trabalhavam em cerca de meia dúzia de túneis, nos dois distritos mais atingidos: Rasuwa e Nuwakot.

Fotos e vídeos compartilhados pelas equipes de resgate mostravam máquinas de terraplenagem escavando e removendo lama e rochas sob a luz de holofotes na escuridão da noite. Soldados usavam lanternas em um grande buraco que haviam cavado para procurar um espaço que lhes permitisse entrar em um dos túneis.

O Exército nepalês informou que as equipes de busca e resgate estavam utilizando explosões controladas, escavadeiras e holofotes para remover a água e a lama e alcançar as pessoas presas. Os socorristas recuperaram três corpos após entrarem em dois túneis, enquanto outras seções permaneciam soterradas na lama e ainda estavam sendo vasculhadas.

“Uma grande quantidade de escombros se acumulou, o que está representando enorme desafio para abrirmos os túneis”, disse o porta-voz do Exército do Nepal, Raja Ram Basnet, à Reuters. “Nosso foco principal é abrir os túneis.”

Projetos hidrelétricos

Autoridades nepalesas informaram, nesta segunda-feira, que 903 pessoas morreram e 4.247 estavam desaparecidas, incluindo as 933 em projetos hidrelétricos. Do lado chinês, as autoridades informaram que 16 pessoas morreram no condado de Gyirong e 546 estavam desaparecidas.

A Cruz Vermelha estimou que mais de 90 mil pessoas provavelmente foram afetadas pelo desastre, que a China atribuiu aos efeitos das mudanças climáticas.

Desde a virada do século, tem havido um boom de projetos hidrelétricos no Nepal, à medida que o país montanhoso busca aproveitar seus recursos hídricos do Himalaia para lidar com a escassez crônica de energia no mercado interno e explorar as perspectivas de venda de eletricidade à vizinha Índia, ao sul.

Os projetos hidrelétricos nas montanhas do Nepal precisam de túneis para conduzir a água por meio do terreno íngreme, permitindo que se aproveite a acentuada queda de altitude entre os rios do Himalaia e as usinas para gerar eletricidade.

O primeiro-ministro Balendra Shah disse que a enchente foi um “desastre natural sem precedentes e devastador” e que ainda era difícil compilar uma avaliação completa dos danos.

Pequim informou que 261 cidadãos estrangeiros de 23 países estavam desaparecidos Ro Tibete, próximo a um importante ponto de passagem de fronteira com o Nepal.

Embora o Nepal tenha afirmado que não precisa de ajuda estrangeira para as operações gerais de resgate e busca, o país tem contado com seus gigantescos vizinhos, Índia e China, por sua expertise em resgate em túneis.

As operações de resgate foram suspensas várias vezes devido ao mau tempo e às preocupações de que um lago formado na fronteira entre o Nepal e a China pelo desastre pudesse provocar novas inundações depois que começou a transbordar para os rios do Nepal.

A televisão estatal chinesa CCTV informou que as geleiras ao redor de uma cratera de impacto, formada perto do local do colapso da geleira na semana passada, no lado nepalês, continuavam correndo risco de desabamento.

* (Reportagem adicional de Sahana Bajracharya, Navesh Chitrakar, Ethan Wang, Qiaoyi Li, Liz Lee, Shilpa Jamkhandikar e Hritam Mukherjee)

* É proibida a reprodução deste conteúdo.

Mais em Internacional