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Internacional

EUA lançam novos ataques contra Irã; forças iranianas fecham Ormuz

Os Estados Unidos iniciaram uma nova rodada de ataques contra múltiplos alvos no Irã durante a noite, informou o Exército norte-americano nesta quarta-feira, horas depois de o presidente Donald Trump prometer novos ataques caso não houvesse um acordo de paz. O alto comando militar conjunto do Irã anunciou na quinta-feira (horário local) o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios incluindo petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tentar passar

Fonte: Bo Erickson e Enas Alashray * - repórteres da Reuters10 de junho de 2026 às 22:203 visualizações
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EUA lançam novos ataques contra Irã; forças iranianas fecham Ormuz
Foto: Agência Brasil
Os Estados Unidos iniciaram uma nova rodada de ataques contra múltiplos alvos no Irã durante a noite, informou o Exército norte-americano nesta quarta-feira, horas depois de o presidente Donald Trump prometer novos ataques caso não houvesse um acordo de paz. O alto comando militar conjunto do Irã anunciou na quinta-feira (horário local) o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios incluindo petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tentar passar será alvejada.

"Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã", disse o Comando Central das Forças Armadas em uma publicação na rede social X, acrescentando que os ataques começaram às 0h45 em Teerã.

Os ataques são o mais recente desdobramento em uma escalada de investidas que ameaçam reacender uma guerra em grande escala, interrompida no início de abril, quando os dois lados concordaram com um frágil cessar-fogo.

Uma explosão foi ouvida na cidade portuária de Sirik, e as defesas aéreas foram ativadas na zona oeste de Teerã, informou a agência de notícias iraniana Mehr.

Trump havia dito mais cedo a jornalistas nesta quarta-feira na Casa Branca: "Vamos atacá-los, atacá-los com muita força."

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse posteriormente durante uma visita ao Comando Central na Flórida que os ataques "devem promover nossos interesses militares e também fortalecer nossa posição diplomática".

"Vamos atacá-los com força nesta noite, e esperamos que o Irã tome uma boa decisão", disse. "Se precisarmos negociar com bombas, negociaremos com bombas."

Os Estados Unidos e o Irã trocaram tiros diversas vezes desde a vigência do cessar-fogo provisório, mesmo com as tentativas frustradas dos negociadores de pôr fim à guerra que já dura três meses. Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, embora não haja sinais de avanços significativos, além de ameaçar retomar os bombardeios.

Na terça-feira, as Forças Armadas dos EUA atacaram sistemas de defesa aérea e radares ao redor do Estreito de Ormuz, após um helicóptero de ataque norte-americano ser abatido próximo à estratégica via navegável na segunda-feira. O Irã respondeu com mísseis e drones a bases dos EUA na Jordânia, Kuweit e Bahrein. Uma autoridade norte-americana afirmou que não houve danos significativos.

O Irã acusou os EUA de atacar reservatórios que abasteciam 10 aldeias com água potável e de violar o direito internacional.

"Isto não é dano colateral -- é um crime de guerra premeditado e uma violação flagrante dos direitos humanos", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghei.

O Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Trump, que já ameaçou destruir a infraestrutura civil do Irã, não disse se os próximos ataques teriam como alvo usinas de energia e pontes.

Em resposta, o chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, alertou que "a guerra não se limitará à região".

Apesar da linguagem beligerante de ambos os lados, houve sinais de continuidade dos esforços diplomáticos.

Uma delegação do Catar, que tem atuado como mediadora entre os Estados Unidos e o Irã, desembarcou em Teerã nesta quarta-feira para discutir os últimos acontecimentos, informou a mídia iraniana.

* Reportagem de Menna Alaa El Din, Ahmed Tolba e Yomna Ehab

* É proibida a reprodução deste conteúdo

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