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Cultura

Exposição no CCBB Rio celebra trajetória do artista Vik Muniz

Após estrear em 2025 no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, e no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, a maior retrospectiva sobre a produção do artista plástico Vik Muniz será aberta no próximo dia 20, com acréscimos, alguns inéditos, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ). A exposição Vik Muniz – A Olho Nu poderá ser vista até o dia 7 de setembro, de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h. A entrada é gratuita, com retirada dos ingressos na bilheteria do equ

Fonte: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil18 de maio de 2026 às 10:0212 visualizações
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Exposição no CCBB Rio celebra trajetória do artista Vik Muniz
Foto: Agência Brasil
Após estrear em 2025 no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, e no Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, a maior retrospectiva sobre a produção do artista plástico Vik Muniz será aberta no próximo dia 20, com acréscimos, alguns inéditos, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ).

A exposição Vik Muniz – A Olho Nu poderá ser vista até o dia 7 de setembro, de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h. A entrada é gratuita, com retirada dos ingressos na bilheteria do equipamento ou pelo site. Em Recife e Salvador, a mostra foi vista por mais de 150 mil pessoas.

De acordo com o curador da mostra, Daniel Rangel, essa será a maior retrospectiva da obra de Vik Muniz, com quase 250 obras, entre fotografias e esculturas.

"Nunca Vik tinha feito uma exposição que reunisse ao mesmo tempo as séries de fotografias e as esculturas do começo da trajetória. Ela já esteve em Recife e Salvador, mas chega ao Rio bem ampliada, com muitas obras que não foram apresentadas nas outras cidades e muitas obras inéditas”, garantiu.

Mergulho

Trata-se, segundo Daniel Rangel, de uma exposição completa. “Mesmo quem conhece a obra de Vik pode se surpreender vendo tanta coisa reunida junto”. As obras de Vik Muniz “capturam” as pessoas através do humor, das imagens já conhecidas, do uso de materiais do dia a dia, como brinquedo, chocolate, revista, destacou o curador.

“Esse uso que ele faz recorrente desses elementos do mundo para construir as imagens torna a exposição dele algo em que as pessoas realmente mergulham no processo do artista, se identificam. São imagens que retratam, muitas vezes, o universo dessas pessoas, com elementos aos quais elas têm acesso. Elas se sentem próximas das imagens”, analisou Rangel.

Ao contrário de outros artistas, que buscam distanciamento do público, Vik procura aproximação, através não só do próprio trabalho de arte, mas também de todas as extensões que faz, como capas de discos, abertura de novelas.

“É um artista que está no mundo e consegue levar sua poética para além do lugar comum das artes visuais e colocar pessoas dentro do que é o fazer artístico, curiosas com a prática artística. Ele, realmente, quebra a fronteira entre o artista e as pessoas comuns através da prática dele e de uma arte que democratiza o espaço da arte e também o fazer artístico”.

Novidades

Uma das novidades, construída para a exposição no CCBB RJ, é o “Tropeognathusmesembrinus”, um pterossauro gigante, feito em parceria com o laboratório do Museu Nacional, utilizando polímero infundido com cinzas do equipamento, atingido por grande incêndio em setembro de 2018.

A escultura faz parte da série Museu de Cinzas, que reconstrói parte das peças que foram destruídas pelo incêndio, e ficará suspensa na Rotunda com 8,20 metros de envergadura por 2,55 metros de comprimento, podendo ser vista também por cima a partir do segundo andar.

Outras duas obras que não tinham sido apresentadas em Recife e Salvador acompanharão o pterossauro na entrada do CCBB RJ. Uma delas, cobrindo o chão da Rotunda, é um tapete redondo com dez metros de diâmetro, estampado com a imagem da famosa obra do artista “Medusa Marinara”, de 1997, em que o mito greco-romano foi desenhado com molho de tomate. A obra original “Medusa Marinara”, impressão em jato de tinta em papel archival, com 1,70 metro de diâmetro, integra a exposição no primeiro andar.

A terceira obra instalada no andar térreo é a escultura Ferrari Berlinetta (2014/2026), da série Veículos Mnemônicos, que veio da Itália, onde foi produzida por Vik Muniz, na cidade de Turim. Com mais de quatro metros de comprimento e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que o artista tinha na infância, com todos os seus arranhões, mostrando ao público a transformação de objetos cotidianos e memórias pessoais em experiências monumentais.

São Paulo (SP), 15/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Artista Vik Muniz. Foto: André Telles/Divulgação
VIk Muniz criou obras especialmente para a exposição no CCBB Rio de Janeiro - André Telles/Divulgação

Prospecção

Estarão expostas 43 diferentes séries de fotografias e esculturas, que retratam mais de 40 anos de trajetória do artista. Cinco trabalhos foram criados especialmente para a mostra no Rio de Janeiro. Há também outros trabalhos restaurados, recriados em novas versões e novas edições.

A mostra no Rio terá seis novas séries, em relação às cidades anteriores: Principia (1997–2002) – interativa –, Verso (2008/2012), Veículos Mnemônicos (2014/2026), Museu de Cinzas (2019/2026), Colônias (2014-2016) e Os Arquivos de Weimar (2004). 

Daniel Rangel concluiu que Vik Muniz está muito empolgado com a exposição e aproveitando para revisitar alguns projetos que tinha pensado e que agora está conseguindo produzir. Para Vik, a retrospectiva está funcionando também como uma prospectiva, “incentivando a fazer novas obras”, informou o curador.

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