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Meio Ambiente

Funasa começa a monitorar qualidade da água do Rio Doce

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vai monitorar, a partir deste sábado (9), a qualidade da água do Rio Doce em 173 pontos, que abrangem 32 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. A instituição pública, vinculada ao Ministério da Saúde, assumirá o trabalho que era feito pela Fundação Renova, criada em 2016 para gerir o processo reparatório da Samarco, Vale e BHP pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, em 2015.  Notícias relacionadas: Ações de saúde receberam

Fonte: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil07 de maio de 2026 às 18:327 visualizações
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Funasa começa a monitorar qualidade da água do Rio Doce
Foto: Agência Brasil
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vai monitorar, a partir deste sábado (9), a qualidade da água do Rio Doce em 173 pontos, que abrangem 32 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.

A instituição pública, vinculada ao Ministério da Saúde, assumirá o trabalho que era feito pela Fundação Renova, criada em 2016 para gerir o processo reparatório da Samarco, Vale e BHP pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, em 2015. 

Na época, foram despejados cerca de 40 milhões de metros cúbicos de resíduos tóxicos e lama no Rio Doce e 19 pessoas morreram.

A Fundação Renova foi extinta oficialmente em outubro de 2024, depois de um novo acordo entre o governo federal e as mineradoras, mas manteve até agora a responsabilidade pelas atividades de monitoramento do Rio Doce.

A campanha Funasa Presente no Rio Doce marca essa mudança e foi viabilizada por meio de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado em abril pela Funasa e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

“A iniciativa busca garantir a continuidade do monitoramento ao longo da Bacia do Rio Doce e ampliar a produção de dados sobre a qualidade da água, contribuindo para a proteção da saúde das populações afetadas”, explicou Alexandre Motta, presidente da Funasa.

Equipes da Funasa já fizeram o reconhecimento em toda a bacia, entre os municípios de Governador Valadares, em Minas Gerais, e São Mateus,no Espírito Santo. Houve coletas e reconhecimento técnico, com o objetivo de mapear pontos de análise e estruturar a atuação futura.

De acordo com o coordenador-geral de Ações Estruturantes em Saneamento e Saúde Ambiental da Funasa, Artur de Souza Moret, a operação será feita com 15 profissionais e três unidades móveis para Controle da Qualidade da Água para Consumo Humano (UMCQA), organizadas em duas rotas em Minas Gerais e uma no Espírito Santo.

“As unidades móveis funcionarão como bases de análise, apoiadas por equipes de campo responsáveis pela coleta das amostras nos municípios. Esse modelo permitirá processamento ágil dos dados e cobertura simultânea de diferentes áreas da bacia”, disse Moret.

Nas UMCQA, o material coletado passará pela “análise sentinela”, para identificar rapidamente possíveis riscos à saúde pública. As análises complementares serão feitas em laboratórios fixos da Funasa.

Serão analisados parâmetros essenciais para consumo humano, como cloro, cloro residual, pH, turbidez e presença de microrganismos indicadores de contaminação, como coliformes totais e Escherichia coli.

As atividades de coleta da primeira campanha começam no sábado e continuam até o dia 16 de maio. Depois, serão mantidas mensalmente. 

A expectativa é que os primeiros resultados das análises sejam consolidados já nas primeiras semanas de operação.

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