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Meio Ambiente

Fundo Amazônia premiará iniciativas de povos tradicionais

O Prêmio Fundo Amazônia-Conhecer e Reconhecer vai selecionar iniciativas lideradas por povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais que protejam os territórios e a floresta na Amazônia Legal. O prêmio é uma parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Cada iniciativa premiada receberá R$ 50 mil. A previsão é selecionar 50, sendo 15 conduzidas por organizações indígenas, 15 por organizações qu

Fonte: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil08 de abril de 2026 às 20:323 visualizações
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Fundo Amazônia premiará iniciativas de povos tradicionais
Foto: Agência Brasil
O Prêmio Fundo Amazônia-Conhecer e Reconhecer vai selecionar iniciativas lideradas por povos indígenas, quilombolas e demais comunidades tradicionais que protejam os territórios e a floresta na Amazônia Legal. O prêmio é uma parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Cada iniciativa premiada receberá R$ 50 mil. A previsão é selecionar 50, sendo 15 conduzidas por organizações indígenas, 15 por organizações quilombolas e 20 por organizações de outros segmentos tradicionais. No total, o investimento é de R$ 2,5 milhões.
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, vê o prêmio como uma nova etapa na atuação do Fundo Amazônia.

“Desde 2023, o fundo ampliou sua presença nos territórios e passa agora a apoiar diretamente iniciativas de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que já desempenham papel central na proteção da floresta”, disse a diretora.

“O prêmio reconhece e fortalece esses que são os principais guardiões da Amazônia.”

A diretora da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT), Claudia Regina Sala de Pinho, diz que o prêmio valoriza a diversidade dos povos da Amazônia.

“Ao reconhecer esses sujeitos, evidencia modos de vida fundamentados no bem-estar coletivo, na relação equilibrada com a natureza e no desenvolvimento de tecnologias ancestrais, historicamente construídas e essenciais para a proteção do bioma amazônico”, disse Claudia.

“Mais do que um reconhecimento simbólico, a iniciativa fortalece a visibilidade e reafirma o papel estratégico desses povos como verdadeiros guardiões da sociobiodiversidade e detentores de direitos”, completou.

O coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Toya Manchineri, destacou o papel dos povos tradicionais na proteção da biodiversidade.

“Temos inúmeras iniciativas de monitoramento, preservação, restauração, manejo e planos de vida em nossas terras indígenas, que garantem não só a vida dos povos originários, mas de toda a humanidade que precisa da Amazônia em pé como regulador climático e garantia do futuro”, disse Toya.

Inscrições

As inscrições estão abertas até o dia 6 de julho de 2026 e deverão ser realizadas por meio de edital público, com orientações disponíveis nos canais oficiais do Fundo Amazônia.

Para concorrer ao prêmio, são aceitos diferentes formatos de atuação, desde que sejam experiências já realizadas, com resultados concretos no território. As iniciativas devem apresentar uma base territorial identificável, que permita compreender a contribuição para a proteção dos territórios e da floresta.

Nesse sentido, serão consideradas iniciativas de vigilância e monitoramento territorial e ambiental, restauração ecológica e preservação da biodiversidade, organização social, formação e práticas culturais voltadas à gestão territorial, adaptação climática e segurança alimentar, manejo integrado do fogo e prevenção de incêndios florestais, elaboração e implementação de instrumentos de gestão territorial e ambiental, além de ações relacionadas à regularização fundiária.

O processo de seleção terá duas etapas. A primeira será feita pelo BNDES, que verificará as informações, a anuência coletiva e a regularidade das propostas. Na sequência, as iniciativas passarão por uma etapa de análise qualitativa, liderada por três comissões de seleção  – uma para cada categoria (indígena, quilombola e demais povos e comunidades tradicionais).

Participam dessas comissões a Coiab, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), a Rede de Povos e Comunidades Tradicionais (Rede PCTs), além de representantes do governo federal (Ministério dos Povos Indígenas, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Ministério da Igualdade Racial) e dos estados da Amazônia Legal.

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