Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS18 de julho de 2026
Anac alerta para risco de trote com óleo de avião após morte de pilotoHenry Borel: Justiça nega recurso de Jairinho para anular julgamentoMoraes suspende visitas a Bolsonaro na prisão domiciliarPGR defende manutenção da prisão domiciliar concedida a BolsonaroDólar sobe para R$ 5,11, e bolsa fica estável, apesar de tensão globalBolsonaro pede autorização para receber Mileii na prisão domiciliarMPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do RioVôlei: Brasil perde para EUA e volta a se complicar na Liga das NaçõesSeleção feminina perde e fica com o vice no Mundial de Vôlei SentadoVitória manda Botafogo para lanterna na volta do Brasileiro FemininoEncantou mas não levou: França de 2026 reivindica lugar na memóriaGuterres manifesta preocupação com escalada militar no IrãCaixa Loterias transfere sorteios de sábado para domingoNobel da economia diz que impacto da IA no emprego é superestimadoBrasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz DuriganCongresso de futebol nos Estados Unidos debate Copa Feminina de 2027São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUAApex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportaçõesMilton Nascimento é internado com pneumoniaEleições: TSE assina acordo com big techs para combater desinformaçãoAnac alerta para risco de trote com óleo de avião após morte de pilotoHenry Borel: Justiça nega recurso de Jairinho para anular julgamentoMoraes suspende visitas a Bolsonaro na prisão domiciliarPGR defende manutenção da prisão domiciliar concedida a BolsonaroDólar sobe para R$ 5,11, e bolsa fica estável, apesar de tensão globalBolsonaro pede autorização para receber Mileii na prisão domiciliarMPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do RioVôlei: Brasil perde para EUA e volta a se complicar na Liga das NaçõesSeleção feminina perde e fica com o vice no Mundial de Vôlei SentadoVitória manda Botafogo para lanterna na volta do Brasileiro FemininoEncantou mas não levou: França de 2026 reivindica lugar na memóriaGuterres manifesta preocupação com escalada militar no IrãCaixa Loterias transfere sorteios de sábado para domingoNobel da economia diz que impacto da IA no emprego é superestimadoBrasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz DuriganCongresso de futebol nos Estados Unidos debate Copa Feminina de 2027São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUAApex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportaçõesMilton Nascimento é internado com pneumoniaEleições: TSE assina acordo com big techs para combater desinformação
Internacional

Itamaraty alerta para risco de EUA usar força militar no Brasil

Em pelo menos duas respostas a requerimentos de informações de deputados federais, o Itamaraty alertou para o risco de ações militares dos Estados Unidos no Brasil  após a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.  “Há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro", alerta o documento mais recente, enviado em 1º de julho e assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em

Fonte: Luiz Cláudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil07 de julho de 2026 às 00:156 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Itamaraty alerta para risco de EUA usar força militar no Brasil
Foto: Agência Brasil
Em pelo menos duas respostas a requerimentos de informações de deputados federais, o Itamaraty alertou para o risco de ações militares dos Estados Unidos no Brasil  após a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. 

“Há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro", alerta o documento mais recente, enviado em 1º de julho e assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em resposta a requerimento de informação do deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES).

No texto enviado ao Congresso, o chanceler afirma que a classificação pode gerar impactos relevantes para a economia e para a soberania nacional. Segundo ele, autoridades estadunidenses poderiam aplicar medidas administrativas e judiciais de caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas e organizações brasileiras.

Em maio, os EUA classificaram as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas. Na semana passada, o Departamento de Tesouro daquele país sancionou duas pessoas e três empresas brasileiras acusando-as de supostos vínculos com o PCC.  

Ainda na resposta ao deputado Evair Vieira, o ministro reforçou que “a classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional", reitera o ministro.

Mauro Vieira destacou em sua resposta que não houve comunicação formal dos Estados Unidos ao Brasil sobre a intenção de designar facções criminosas brasileiras como terroristas. Ele considera ainda que essa classificação não apresenta benefícios para a segurança dos países.

“Militarizar agenda”

Além da última resposta, o ministro já havia chamado atenção para o risco de uso de força militar pelos EUA em território brasileiro em um documento datado de 29 de maio deste ano, direcionado ao deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), que também apresentou um requerimento de informação ao Itamaraty sobre o tema.

“No plano estratégico e econômico, tal reclassificação tenderia a militarizar a agenda regional de combate ao crime organizado, elevar custos de compliance das empresas e do sistema financeiro nacional e penalizar atividades lícitas”, afirmou. 

“Confusão”

O chanceler destacou que dada a amplitude dos termos aplicados na legislação de contraterrorismo dos EUA, podem haver sérias implicações para cidadãos brasileiros nas searas financeira, migratória e penal, para além do potencial uso da força militar. “Trata-se, portanto, de medida que tem impactos relevantes sobre a soberania do Brasil”.

O ministro avalia que, além de não gerar benefícios concretos, a classificação das facções como terroristas pode prejudicar a cooperação entre forças policiais dos dois países, “ao introduzir confusão entre dois fenômenos claramente diferentes à luz da legislação brasileira: o crime organizado e o terrorismo”.

Mais em Internacional