Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS28 de outubro de 2026
Governo federal atuará em 45 casos de violência política no 2º turnoONU aprova resolução contra embargo dos EUA a CubaConselho Nacional de Direitos Humanos pede suspensão do Smart SampaPF indicia Vorcaro e mais 14 investigados no caso MasterCNI reduz previsão de crescimento do PIB para 1,6% em 2026PF investiga circunstâncias da fuga de Flávio Bolsonaro do BrasilKassio pede à PGR parecer sobre revisão da pena de BolsonaroDemocratas condenam decisão de Trump de conceder visto a FlávioPGE: desfile de carnaval sobre Lula não foi propaganda antecipadaConsumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz AbrasLista das espécies da flora ameaçadas de extinção é atualizadaEntidades alertam médicos sobre pedidos de mamografia digitalEnem: mulheres e pardos lideram inscrições; confira o painel do InepAnvisa suspende venda de linguiça defumada após detecção de bactériaGoverno libera R$ 68,6 milhões para combater incêndios e seca no NorteAnvisa suspende propaganda enganosa de suplementos alimentaresRetinopatia: doença ocular afeta um em cada três diabéticosINSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometriaRuy Castro vence prêmio principal do Jabuti pela 2ª vez consecutivaTCU aprova cálculo da alíquota de referência da CBS em 11,3%Governo federal atuará em 45 casos de violência política no 2º turnoONU aprova resolução contra embargo dos EUA a CubaConselho Nacional de Direitos Humanos pede suspensão do Smart SampaPF indicia Vorcaro e mais 14 investigados no caso MasterCNI reduz previsão de crescimento do PIB para 1,6% em 2026PF investiga circunstâncias da fuga de Flávio Bolsonaro do BrasilKassio pede à PGR parecer sobre revisão da pena de BolsonaroDemocratas condenam decisão de Trump de conceder visto a FlávioPGE: desfile de carnaval sobre Lula não foi propaganda antecipadaConsumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz AbrasLista das espécies da flora ameaçadas de extinção é atualizadaEntidades alertam médicos sobre pedidos de mamografia digitalEnem: mulheres e pardos lideram inscrições; confira o painel do InepAnvisa suspende venda de linguiça defumada após detecção de bactériaGoverno libera R$ 68,6 milhões para combater incêndios e seca no NorteAnvisa suspende propaganda enganosa de suplementos alimentaresRetinopatia: doença ocular afeta um em cada três diabéticosINSS alerta para golpes que usam informação falsa sobre biometriaRuy Castro vence prêmio principal do Jabuti pela 2ª vez consecutivaTCU aprova cálculo da alíquota de referência da CBS em 11,3%
Cultura

Literatura como resistência: tema ganha espaço n’A Feira do Livro

Pela primeira vez no Brasil, o cientista político e professor judeu, Norman G. Finkelstein, lançará o livro “A indústria do Holocausto: reflexões sobre a exploração do sofrimento judeu”, na próxima quinta-feira (4), n’A Feira do Livro, festival literário realizado na capital paulista. Com entrada gratuita, a programação se estende até 7 de junho.  O autor será entrevistado pela jornalista Patrícia Campos Mello, no Auditório Museu do Futebol, no encontro intitulado Holocausto e Palestina. Filho d

Fonte: Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil02 de junho de 2026 às 17:326 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Literatura como resistência: tema ganha espaço n’A Feira do Livro
Foto: Agência Brasil
Pela primeira vez no Brasil, o cientista político e professor judeu, Norman G. Finkelstein, lançará o livro “A indústria do Holocausto: reflexões sobre a exploração do sofrimento judeu”, na próxima quinta-feira (4), n’A Feira do Livro, festival literário realizado na capital paulista. Com entrada gratuita, a programação se estende até 7 de junho. 

O autor será entrevistado pela jornalista Patrícia Campos Mello, no Auditório Museu do Futebol, no encontro intitulado Holocausto e Palestina. Filho de sobreviventes de campos de concentração nazistas e do Gueto de Varsóvia, o autor é uma voz contundente contra o genocídio na Palestina. 

“Ele é a principal voz internacional crítica a Israel, sobretudo porque ele é um judeu antissionista, com muitos livros publicados e traduzidos no mundo, e foi perseguido também”, avaliou Cauê Seignemartin Amenio, editor e publisher da editora Autonomia Literária, pela qual Finkelstein está sendo publicado.

Na obra, o autor examina a instrumentalização política da memória do extermínio promovido pelos nazistas. Finkelstein argumenta que a memória do Holocausto foi transformada em uma representação ideológica a serviço de interesses de classe e das elites judaicas dos Estados Unidos. Essa instrumentalização do sofrimento judeu traria uma imunidade ideológica ao Estado de Israel.

“Israel está em guerra com dois países [Líbano e Irã], depois de ter dizimado os palestinos na Faixa de Gaza, e também está em permanente guerra na Cisjordânia expandindo suas colônias - que é um processo desde 1936. Agora está bombardeando o sul do Líbano, para anexar também”, lembrou Cauê.

“É o país que está mais em guerra no mundo, sendo uma ferramenta central do imperialismo norte-americano e ocidental no Oriente Médio.”

Para Cauê, o autor adquiriu ainda mais relevância no contexto internacional após rechaçar, conforme e-mails vazados, as investidas de Jeffrey Epstein.

“Ele é um teórico, estudioso, filhos de vítimas do Holocausto, tem seu lugar de fala para abordar tudo isso. E é um dos caras mais íntegros hoje em dia no mundo, porque o resto caiu ‘no bolso’ do Epstein, desde Chomsky a Trump e Clinton.”

Bibliodiversidade

Também n’A Feira do Livro, uma conversa sobre como a literatura de países pouco traduzidos está redefinindo o panorama literário global vai ocupar o Espaço Motiva Tablado Literário, nesta quarta-feira (3), às 15h40. Os convidados Graziella Beting (Carambaia), Laura di Pietro (Tabla) e Leonardo Garzaro (Rua do Sabão) comentam ainda, na mesa Literatura Além do Eixo, o que se perde quando essas histórias deixam de ser lidas.

Diretora editorial da Tabla, Laura di Pietro ressalta a importância de trazer para o Brasil diversidade de referências e culturas, especialmente diante dos conflitos internacionais mais recentes.

“A literatura é uma forma de resistência, e a diversidade da literatura [também é], porque ela alcança as pessoas”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

“Trazer essa bibliodiversidade, criar empatia, abrir os horizontes, porque a narrativa hegemônica está vindo com muita força, e de uma forma muito equivocada. É uma maneira de furar essa grande barreira das grandes mídias e dessa narrativa única. Isso é muito importante, neste momento mais do que nunca”, acrescentou.

Ela afirmou que o trabalho das editoras independentes no país é o que tem garantido essa bibliodiversidade.

“O trabalho que essas editoras fazem é muito impressionante. A qualidade literária e a coragem editorial vem muito dessas editoras. As literaturas da África e da América Latina eram super esquecidas, o Brasil tinha muito essa visão de trazer só a Europa e Estados Unidos”, lembrou Laura.

O recorte da editora Tabla atualmente abarca produções da Ásia Ocidental e Norte da África. Embora o termo mais popular seja Oriente Médio, Laura explica que já existe uma crítica por ser um termo colonial. “É um território muito pouco conhecido no Brasil, tanto a política, a história e a literatura. Tudo que a gente recebe sobre esse território vem da grande mídia, uma visão completamente distorcida, estreita e equivocada também.”

“Nesse mundo tão conturbado, violento e injusto, estamos vendo essas forças, essas potências, tentando impor uma narrativa, tentando justificar o injustificável. Então é fundamental criar critério, pensamento crítico, diversidade”, avalia. Ela acrescenta que, nos territórios trabalhados pela Tabla, existe uma diversidade étnica, linguística, religiosa e cultural muito grande, e que é pouco traduzida no Brasil.

Mais em Cultura