Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS25 de julho de 2026
Dólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semanaReceita prevê arrecadar R$ 17,2 bilhões com IR sobre dividendosColetânea reúne poetas invisibilizadas ao longo de quatro séculosJustiça condena traficantes que mataram cantora Aline BorelAlison dos Santos fatura 1º ouro nos 400m no Troféu Brasil com recordeSubsídio de R$ 0,35 ao diesel não será retomado, diz ministroPresidente defende investimento nas Forças ArmadasTarifa de 37,5% dos EUA atinge US$ 6,6 bi em exportações do BrasilJustiça decreta prisão de casal suspeito de roubar e vender remédiosBolsonaro recorre para anular proibição de visita na prisão domiciliarAcordo com Arábia Saudita expõe contradição dos EUA na questão nuclearMinistro do STJ é incluído em investigação sobre venda de sentençasTarifa de 37,5% atingirá quase 4 mil produtos brasileiros, estima CNICom precatórios, previsão de déficit primário soma R$ 52 bilhõesQuartas da Copa do Brasil Feminina terá clássico carioca Fla x FluGoverno desbloqueia R$ 5,7 bi do Orçamento de 2026Redução do desmatamento contrasta com argumentos dos EUA para tarifaçoLinhas de trem que retornaram para CPTM funcionam normalmente em SPConsulta pública sobre educação bilíngue de surdos acaba sábadoSanciona lei que proíbe produção e comercialização de fois grasDólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semanaReceita prevê arrecadar R$ 17,2 bilhões com IR sobre dividendosColetânea reúne poetas invisibilizadas ao longo de quatro séculosJustiça condena traficantes que mataram cantora Aline BorelAlison dos Santos fatura 1º ouro nos 400m no Troféu Brasil com recordeSubsídio de R$ 0,35 ao diesel não será retomado, diz ministroPresidente defende investimento nas Forças ArmadasTarifa de 37,5% dos EUA atinge US$ 6,6 bi em exportações do BrasilJustiça decreta prisão de casal suspeito de roubar e vender remédiosBolsonaro recorre para anular proibição de visita na prisão domiciliarAcordo com Arábia Saudita expõe contradição dos EUA na questão nuclearMinistro do STJ é incluído em investigação sobre venda de sentençasTarifa de 37,5% atingirá quase 4 mil produtos brasileiros, estima CNICom precatórios, previsão de déficit primário soma R$ 52 bilhõesQuartas da Copa do Brasil Feminina terá clássico carioca Fla x FluGoverno desbloqueia R$ 5,7 bi do Orçamento de 2026Redução do desmatamento contrasta com argumentos dos EUA para tarifaçoLinhas de trem que retornaram para CPTM funcionam normalmente em SPConsulta pública sobre educação bilíngue de surdos acaba sábadoSanciona lei que proíbe produção e comercialização de fois gras
Política

Lula pede mobilização a centrais sindicais para fim da escala 6x1

No dia seguinte ao envio ao Congresso Nacional do projeto de lei de redução de jornada para no máximo 40 horas semanais (e fim da escala 6x1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio do Planalto, 68 reivindicações de representantes das centrais sindicais que participaram, nesta quarta (15) em Brasília, da “marcha da classe trabalhadora” na Esplanada dos Ministérios.    Na ocasião, o presidente, ao se dirigir aos dirigentes sindicais, disse que é necessária mobilização e pressã

Fonte: Luiz Cláudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil15 de abril de 2026 às 23:242 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Lula pede mobilização a centrais sindicais para fim da escala 6x1
Foto: Agência Brasil
No dia seguinte ao envio ao Congresso Nacional do projeto de lei de redução de jornada para no máximo 40 horas semanais (e fim da escala 6x1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio do Planalto, 68 reivindicações de representantes das centrais sindicais que participaram, nesta quarta (15) em Brasília, da “marcha da classe trabalhadora” na Esplanada dos Ministérios.   

Na ocasião, o presidente, ao se dirigir aos dirigentes sindicais, disse que é necessária mobilização e pressão dos trabalhadores para aprovação da redução de jornada enviada ao Congresso.

“Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar pelos trabalhadores que vocês representam”, afirmou.  Lula falou que o período é desafiador “Não tem tempo fácil. É sempre muito sacrifício. E cada vez que a gente manda uma coisa para aprovar no Congresso, é preciso saber que vocês têm que ajudar”, justificou. 

Burnout

Lula, no evento, homenageou o ativista e ex-balconista Rick Azevedo, que criou o movimento Vida Além do Trabalho, e que acabou dando origem ao projeto de redução de jornada. O presidente chegou a sugerir que, se a lei for aprovada, tenha o nome do ativista.

Ao presidente, Azevedo recordou que teve burnout e depressão com o excesso de trabalho e pouco descanso. “Em 13 de setembro de 2023, eu falei: ‘chega’... Então eu postei um vídeo no TikTok revoltado e denunciando esse modelo de trabalho de seis dias consecutivos para apenas um dia de folga. E o vídeo viralizou”, recordou.

Críticas a retrocessos

Lula aproveitou o encontro com as centrais para criticar as aprovações das reformas Trabalhista (2017) e da Previdência (2019) e também outras, que ele considera retrocessos para a classe trabalhadora. 

Para o presidente, a luta dos trabalhadores é mais dura para as centrais sindicais neste momento. Ele ainda alertou que há grupos no Brasil de oposição que defendem reforma semelhante à que foi realizada na Argentina (que incluiu a possibilidade de aumento da jornada para 12 horas diárias de trabalho).

Momento de transformação

Os representantes das centrais sindicais celebraram a decisão do governo de enviar o projeto que acabaria com a escala 6x1. Um deles foi o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, que citou a possibilidade de haver mais mercado de trabalho com a redução de jornada. “Essa medida gera 4 milhões de empregos”, disse. 

Para o presidente da CTB, o Brasil tem uma capacidade de se recolocar com uma nova indústria voltada para uma sustentabilidade socioambiental e também pelos processos de desregulamentação. Ele citou o risco altíssimo da pejotização, termo usado para quando um profissional é contratado como pessoa jurídica, mas atuando com funções próprias que deveriam ser regidas pela CLT.

Outro representante que tratou dos temas da necessidade de manutenção dos direitos e da  redução de jornada foi o presidente da Força Sindical, Miguel Torres. Ele celebrou que a marcha mobilizou mais de 20 mil trabalhadores. Torres disse que o projeto já está maduro para entrar em vigor.

“É mais tempo para a família, para a saúde para o lazer, para estudar e para a pessoa”.

Transformações

O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, explicou que a pauta de 68 reivindicações apresentada ao presidente refere-se aos próximos cinco anos. Para Ganz, as categorias devem ter capacidade de olhar o mundo do trabalho em profunda transformação, com mudanças tecnológicas, que impactam o mundo do trabalho como um todo. 

“Mulheres e jovens serão os mais impactados pela inteligência artificial e pela inovação tecnológica, segundo os últimos estudos da OIT. Nós temos a mudança climática e a emergência ambiental com impacto sobre o mundo do trabalho”, afirmou. 

O presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, citou a necessidade de proteger trabalhadores por aplicativo e entregadores. “É fundamental se preocupar com a vida, com a saúde e com a juventude, que significa o futuro do nosso país”, afirmou. 

Também no evento, a presidenta da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, afirmou que a pauta da classe trabalhadora deve incluir o combate ao feminicídio. “Nós precisamos fazer esse combate conscientizando a população pela educação”.

Mais em Política