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Internacional

Mísseis atingem navio de guerra dos EUA que tentava entrar em Ormuz

A Marinha do Irã impediu que navios de guerra "americano-sionistas" entrassem no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), informou a TV estatal, enquanto a agência de notícias Fars disse que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos Estados Unidos (EUA) perto de Jask, no Golfo de Omã, depois que ele ignorou os avisos iranianos. Uma autoridade de alto escalão dos EUA negou que um navio norte-americano tenha sido atingido por mísseis iranianos, segundo um repórter do site Axios. A Reuters nã

Fonte: *Tala Ramadan e Jacob Bogage - Repórteres da Reuters04 de maio de 2026 às 09:450 visualizações
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Mísseis atingem navio de guerra dos EUA que tentava entrar em Ormuz
Foto: Agência Brasil
A Marinha do Irã impediu que navios de guerra "americano-sionistas" entrassem no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), informou a TV estatal, enquanto a agência de notícias Fars disse que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos Estados Unidos (EUA) perto de Jask, no Golfo de Omã, depois que ele ignorou os avisos iranianos.

Uma autoridade de alto escalão dos EUA negou que um navio norte-americano tenha sido atingido por mísseis iranianos, segundo um repórter do site Axios. A Reuters não conseguiu verificar os relatos de forma independente.

O Irã havia alertado hoje as forças norte-americanas para não entrarem na hidrovia estratégica, depois que o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos "guiariam" os navios retidos no Golfo pela guerra contra o Irã.

Trump deu poucos detalhes sobre o plano para ajudar os navios e suas tripulações que estão confinados na hidrovia e estão ficando sem alimentos e outros suprimentos com mais de dois meses do conflito.

"Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas hidrovias restritas, para que possam continuar livremente e habilmente com seus negócios", disse Trump em publicação no seu site Truth Social no domingo.

Em resposta, o comando unificado do Irã alertou os navios comerciais e petroleiros para que se abstivessem de qualquer movimento que não fosse coordenado com os militares do Irã.

"Dissemos repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura dos navios precisa ser coordenada com as Forças Armadas", declarou Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças, em comunicado.

"Alertamos que quaisquer Forças Armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tiverem a intenção de se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz."

Desde o início da guerra, o Irã bloqueou quase todos os navios que entram e saem do Golfo, exceto os seus próprios, cortando cerca de um quinto das remessas de petróleo e gás do mundo e fazendo com que os preços subissem 50% ou mais.

O Comando Central  (Centcom) dos EUA, que por sua vez está bloqueando os portos iranianos para pressionar Teerã, disse que apoiaria o esforço de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves, além de navios de guerra e drones.

"Nosso apoio a essa missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval", afirmou o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, em comunicado.

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