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Cultura

Mostra celebra o Ano Cultural Brasil-China no Museu Histórico Nacional

Em comemoração ao Ano Cultural Brasil-China, será aberta neste sábado (27), no Museu Histórico Nacional (MHN), no centro do Rio de Janeiro, a exposição Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga, que percorre milhares de anos da civilização chinesa a partir de uma de suas expressões mais fundamentais, a comida. Com 121 objetos do Museu Nacional da China, em Pequim, a mostra ocupa as galerias temporárias do museu até 11 de outubro. A entrada é gratuita. Notícias relacionadas: M

Fonte: Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil27 de junho de 2026 às 12:012 visualizações
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Mostra celebra o Ano Cultural Brasil-China no Museu Histórico Nacional
Foto: Agência Brasil
Em comemoração ao Ano Cultural Brasil-China, será aberta neste sábado (27), no Museu Histórico Nacional (MHN), no centro do Rio de Janeiro, a exposição Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga, que percorre milhares de anos da civilização chinesa a partir de uma de suas expressões mais fundamentais, a comida.

Com 121 objetos do Museu Nacional da China, em Pequim, a mostra ocupa as galerias temporárias do museu até 11 de outubro. A entrada é gratuita.

A mostra cobre um período da pré-história agrícola ao ano de 1911, quando se encerra a dinastia Qing e, com ela, a China imperial. 

Segundo os organizadores, o recorte é a China antiga, anterior à República, até as transformações do século 20.

Cinco núcleos temáticos organizam o percurso, cada um iluminando uma camada distinta da relação entre os chineses e sua cultura alimentar: Uma alimentação variada como base da nutrição, Alimentos cozidos e bebidas quentes, Reverenciar o Céu e cumprir os ritos, Deleitar os olhos, apaziguar o espírito e Beleza compartilhada em harmonia.

De acordo com os organizadores, a exposição parte da comida e da bebida para recontar a história de uma civilização. Cada peça do acervo é um fragmento de como os chineses pensavam o mundo, organizavam o poder, cultivavam o prazer e negociavam com o sagrado. 

Para a curadoria, a alimentação é o domínio da vida humana onde mais dimensões da cultura se encontram ao mesmo tempo.

Os 121 objetos abrangem um período de aproximadamente 10 mil anos. A diversidade de materiais chama a atenção pela cerâmica, bronze, porcelana, ouro, prata, jade, pedras preciosas, laca e madeira.

Rio de Janeiro (RJ), 26/06/2026 – Exposição Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga, mostra reúne objetos originários do Museu Nacional da China, é apresentada no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Exposição chama a atenção pela cerâmica, bronze, porcelana, ouro, prata, jade, pedras preciosas, laca e madeira - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Para o diretor do MHN, Cícero de Almeida, a segurança alimentar é uma questão política. 

“As várias dinastias chinesas se preocuparam com a segurança alimentar para evitar rebeliões sociais. A alimentação tem importância vital sob o ponto de vista material, espiritual, de organização social”, explica Almeida.

O diretor acrescenta que o compartilhamento das refeições tem um ritual de importância como o servir à mesa, a delicadeza com que os recipientes recebem os alimentos. 

“A exposição tem esse percurso de compreender pelos objetos como esses aspectos marcam os chineses”, observa Almeida.

O consultor de conteúdo e tradutor da mostra, Giancarlo Hannud, destaca que a peça mais antiga tem 12 mil anos, um triturador e moedor de trigo.

Rio de Janeiro (RJ), 26/06/2026 – Exposição Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga, mostra reúne objetos originários do Museu Nacional da China, é apresentada no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Mostra reúne objetos originários do Museu Nacional da China - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

“Essa é uma exposição sobre a alteridade, sobre perceber que o mundo é imenso e existem centenas de formas de habitar o mundo. A gente fala muito da cultura ocidental eurocêntrica, mas existe todo um outro lado do mundo que não funciona desse jeito”, explica Hannud.

Segundo a curadoria, a China está entre os berços da agricultura do milheto e do arroz, sendo também uma das primeiras regiões a domesticar animais como o cachorro, o porco e a galinha. 

Por volta de 4 mil anos atrás, chegaram ao território chinês, vindas da Ásia Ocidental, espécies como o carneiro, o gado bovino e o cavalo, assim como o cultivo do trigo. 

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