Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS30 de agosto de 2026
Neste domingo, Rádio Nacional transmite clássico Flamengo x BotafogoBrasil participa de pesquisa inédita que busca a cura da hepatite BBrasileirão Feminino: Flamengo vence Ferroviára nas quartas por 1 a 0Vacinação é ampliada em comunidades indígenas da AmazôniaPodcast Crianças Sabidas volta para discutir as Eleições Gerais 2026TV Brasil exibe final do Brasileirão Feminino Sub-17 neste domingoDaniel Cargnin é ouro no Grand Slam de Lausanne de judôPresidente da Venezuela confirma acordo petrolífero com Estados UnidosMega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 30 milhões neste domingoMinistério da Saúde reforça chamamento para vacina contra o sarampoIsaquias Queiroz é campeão mundial no C1 500m na PolôniaParapan-Pacífico de natação: Brasil estreia com medalhas e recordeCalila das Mercês lança livro e celebra literatura feita no interiorMestres da cultura popular evocam tradição e encanto a novos públicosConfira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (29 e 30)Minas Brasília e Itabirito disputam semifinal do Brasileirão FemininoMuseu do Pontal superou enchentes e ensinou valor da arte popularQuedas e queimaduras são maior causa de internação de criançasMuseu do Pontal festeja 50 anos de arte popular e cinco da nova sedePrograma de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feiraNeste domingo, Rádio Nacional transmite clássico Flamengo x BotafogoBrasil participa de pesquisa inédita que busca a cura da hepatite BBrasileirão Feminino: Flamengo vence Ferroviára nas quartas por 1 a 0Vacinação é ampliada em comunidades indígenas da AmazôniaPodcast Crianças Sabidas volta para discutir as Eleições Gerais 2026TV Brasil exibe final do Brasileirão Feminino Sub-17 neste domingoDaniel Cargnin é ouro no Grand Slam de Lausanne de judôPresidente da Venezuela confirma acordo petrolífero com Estados UnidosMega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 30 milhões neste domingoMinistério da Saúde reforça chamamento para vacina contra o sarampoIsaquias Queiroz é campeão mundial no C1 500m na PolôniaParapan-Pacífico de natação: Brasil estreia com medalhas e recordeCalila das Mercês lança livro e celebra literatura feita no interiorMestres da cultura popular evocam tradição e encanto a novos públicosConfira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (29 e 30)Minas Brasília e Itabirito disputam semifinal do Brasileirão FemininoMuseu do Pontal superou enchentes e ensinou valor da arte popularQuedas e queimaduras são maior causa de internação de criançasMuseu do Pontal festeja 50 anos de arte popular e cinco da nova sedePrograma de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira
Direitos Humanos

Mulheres lésbicas e bissexuais fazem caminhada em SP contra violência

Diversas organizações e coletivos realizaram na tarde deste sábado (6), em São Paulo, a 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, como forma de fortalecer reivindicações específicas, embasadas em violências concretas e simbólicas que não atingem da mesma maneira o restante da comunidade LBGTQIA+. Fizeram parte da articulação a Coletiva da Visibilidade Lésbica SP, a Rede LésBi Brasil, o Lésbicas na Parada SP, a Rede Nacional Candaces, de Lésbicas e Mulheres Bissexuais Negras Feministas, a

Fonte: Letycia Treitero Kawada07 de junho de 2026 às 01:567 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Mulheres lésbicas e bissexuais fazem caminhada em SP contra violência
Foto: Agência Brasil
Diversas organizações e coletivos realizaram na tarde deste sábado (6), em São Paulo, a 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, como forma de fortalecer reivindicações específicas, embasadas em violências concretas e simbólicas que não atingem da mesma maneira o restante da comunidade LBGTQIA+.

Fizeram parte da articulação a Coletiva da Visibilidade Lésbica SP, a Rede LésBi Brasil, o Lésbicas na Parada SP, a Rede Nacional Candaces, de Lésbicas e Mulheres Bissexuais Negras Feministas, a Associação Brasileira de Lésbicas (ABL), entre outros grupos.

Este ano, o protesto, que sempre reitera o peso da lesbofobia e da bifobia contra as brasileiras e busca se descolar ao máximo de grandes financiadores, teve como um dos motes o aniversário de dez anos do assassinato da jovem negra Luana Barbosa dos Reis. Lésbica, negra e periférica, ela teve uma morte precoce, aos 34 anos, como mais uma vítima da letalidade policial. 

Conforme familiares seus e movimentos da causa denunciaram e seguem denunciando, Reis foi abordada em Ribeirão Preto (SP), por dois policiais militares e espancada até a morte após recusar uma revista feita pelos agentes, já que eram do gênero masculino, um direito previsto em lei e que devia ter sido assegurado.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania criou, este ano, uma premiação com seu nome, para reconhecer iniciativas voltadas a mulheres homossexuais e de enfrentamento ao lesbocídio e à lesbofobia.

O caso ocorreu em 13 de abril de 2016 e, segundo sua irmã, Roseli dos Reis, presente no ato, os agentes não responderam até agora pelo crime. 

"Quero justiça, precisamos da justiça. Mas, ao mesmo tempo, a gente só queria viver nosso luto, queria chorar, dedicar a ela uma homenagem, um jantar, uma comemoração a tudo que a gente viveu com ela. Mas não tem isso, porque a gente ainda está na luta por justiça. Dez anos se passaram. Não são dez dias, dez meses. São dez anos sem resposta", lamentou, em discurso, no carro de som, quando também agradeceu à imprensa independente pela repercussão do episódio.

Na concentração em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), lideranças também afirmaram que a ultradireita brasileira representa o agravamento das perseguições contra essa parcela das mulheres, por destoarem do que impõe a sociedade heteronormativa, de princípios como a heterossexualidade e o patriarcado. 

A lista de agressões praticadas contra mulheres bissexuais e lésbicas é extensa. De acordo com a edição mais recente do LesboCenso, o ódio, a segregação e a aversão contra elas se materializam como atos de discriminação em espaços públicos, invisibilidade de seus relacionamentos, violência verbal, isolamento e assédio sexual.

Também há perpetração da objetificação de lésbicas e bissexuais e até mesmo o estupro corretivo.

A fotógrafa e modelo Helena Silva, de 26 anos, considera-se pansexual, alguém que, por definição, se relaciona com outras pessoas sem se importar com sua identidade de gênero ou sexo biológico, isto é, sem adotá-los como critério principal.

Como outras pessoas que não se encaixam na heterossexualidade, nem na homossexualidade, ela vivencia certo grau de invisibilidade, como é o caso dos bissexuais, que, historicamente, como outros grupos minorizados, se apropriou de uma alegoria para resumir os estereótipos aos quais são reduzidos.

Os bissexuais usam a figura do unicórnio para falar do desdém com que sua suposta indecisão na preferência por relacionamentos com homens ou mulheres é posta.

Negra e moradora da periferia da zona norte da capital, Silva nasceu em uma família evangélica e, embora conviva com uma mãe respeitosa, não pode falar em casa sem reservas sobre suas experiências românticas e sexuais, como a que mantém atualmente com a tatuadora e videomaker Thais Souza, de 31 anos. 

Para obter informações sobre saúde ginecológica e sexual, por exemplo, algo que deveria ser tratado com naturalidade junto a pais, mães e na escola, teve de recorrer a amigos que não a julgavam e não viam as questões como tabu.

O descaso, em consultórios médicos, com pacientes bissexuais e lésbicas é um problema bastante comum, sendo esse tipo de desinformação e má conduta determinantes, muitas vezes, para que o nível de qualidade dos atendimentos seja baixo.

"Ela vem desse pensamento de família tradicional, de homem e mulher constituindo uma família. Não vou julgar essa forma dela, porque veio da criação dela. Mas também não muda o fato de que eu tenho minha preferência, sim, nem o de que sou filha dela", diz Silva sobre a mãe.

Vinda de Campinas para São Paulo, há cinco anos, Souza frisa que jamais deixou que ninguém se sentisse no direito de limitar como ela se punha no mundo, seja em termos de expressão de sua personalidade, seja quanto à sua sexualidade. Ela relata que seus parentes só se tranquilizaram quanto aos rumos de sua fase adulta, sobretudo na esfera profissional, quando ela se firmou em uma carreira e demonstrou estabilidade.

"Foi muito complicado, principalmente no início, quando eu não tinha tanto apoio da família como tinha de alguns amigos, não todos. Como já tinha muito concreto isso comigo, sempre bati muito no peito e dizia, se for para eu mudar alguma coisa, em algum momento, nunca vai ser por ninguém. Então, acabou que foi mais confortável, teoricamente, para eu aguentar minhas questões lá. Em São Paulo, como me sinto mais livre nesse sentido, foi um pouco mais fácil", explica.

"Hoje minha família super me respeita, é superorgulhosa em relação a mim, acho que pela pessoa que me tornei. Eles tinham essa visão de que as pessoas desse meio, LGBT, eram pessoas perdidas pelo mundo. Depois que perceberam que não era esse caminho, viram que eu ia conquistar as coisas independentemente da minha sexualidade, acabou mudando a visão de partes da minha família. Aí, facilitou um pouco mais ter esse acolhimento", compartilha Souza, atribuindo o receio de seus familiares a um "preconceito enraizado" e não tanto a crenças religiosas, tendo em vista que nem todos são cristãos

Mais em Direitos Humanos