Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS15 de julho de 2026
Educação financeira pode ser incluída no currículo escolarBrasil bate bicampeã olímpica França na Liga das Nações de vôleiCrédito do FGTS para Santas Casas é prorrogado até 2030Justiça articula ações contra crime organizado em combustíveisBombeiros combatem vazamento de gás no Distrito Industrial de ManausSenado aprova penas maiores em crimes contra professores e médicosSindicato pede ao TSE ingresso em ação da EBC contra remoção do acervoNúmero de mortos em terremotos na Venezuela passa de 4,8 milMandante da morte de Marielle, Domingos Brazão perde cargo no TCE-RJCom outra virada incrível, Argentina despacha Inglaterra e vai à finalRodoviários do Rio não chegam a acordo com patrõesCacique Raoni tem alta hospitalarBolsonaro não sabia que carta seria publicada por Flávio, diz defesaCâmara reconhece hip hop como manifestação da cultura nacionalFazenda vai endurecer restrições para sites de bets, diz ministroCâmara aprova créditos extras para defesa civil e meio ambienteDurigan pede a Alcolumbre cautela em promulgar PEC de agente de saúdeCâmara aprova uso de indumentárias tradicionais em fotos de documentosDívidas rurais serão reguladas por medida provisóriaProjeção oficial de inflação sobe para 5,1%, com estouro da metaEducação financeira pode ser incluída no currículo escolarBrasil bate bicampeã olímpica França na Liga das Nações de vôleiCrédito do FGTS para Santas Casas é prorrogado até 2030Justiça articula ações contra crime organizado em combustíveisBombeiros combatem vazamento de gás no Distrito Industrial de ManausSenado aprova penas maiores em crimes contra professores e médicosSindicato pede ao TSE ingresso em ação da EBC contra remoção do acervoNúmero de mortos em terremotos na Venezuela passa de 4,8 milMandante da morte de Marielle, Domingos Brazão perde cargo no TCE-RJCom outra virada incrível, Argentina despacha Inglaterra e vai à finalRodoviários do Rio não chegam a acordo com patrõesCacique Raoni tem alta hospitalarBolsonaro não sabia que carta seria publicada por Flávio, diz defesaCâmara reconhece hip hop como manifestação da cultura nacionalFazenda vai endurecer restrições para sites de bets, diz ministroCâmara aprova créditos extras para defesa civil e meio ambienteDurigan pede a Alcolumbre cautela em promulgar PEC de agente de saúdeCâmara aprova uso de indumentárias tradicionais em fotos de documentosDívidas rurais serão reguladas por medida provisóriaProjeção oficial de inflação sobe para 5,1%, com estouro da meta
Saúde

Negacionismo fez brasileiros "perderem" 3,4 anos de vida na pandemia

A expectativa de vida da população brasileira caiu 3,4 anos durante a pandemia de covid-19, após aumento de 27,6% na mortalidade. É o que mostra a análise nacional do Estudo Carga Global de Doenças, maior pesquisa mundial sobre o impacto das doenças e fatores de risco nas populações de mais de 200 países.  O documento está publicado na edição de maio da revista The Lancet Regional Health – Americas. Notícias relacionadas: Lei define 12 de março Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. S

Fonte: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil16 de maio de 2026 às 11:505 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Negacionismo fez brasileiros "perderem" 3,4 anos de vida na pandemia
Foto: Agência Brasil
A expectativa de vida da população brasileira caiu 3,4 anos durante a pandemia de covid-19, após aumento de 27,6% na mortalidade. É o que mostra a análise nacional do Estudo Carga Global de Doenças, maior pesquisa mundial sobre o impacto das doenças e fatores de risco nas populações de mais de 200 países. 

O documento está publicado na edição de maio da revista The Lancet Regional Health – Americas.

Para os pesquisadores que participaram do levantamento, esse retrocesso é resultado da postura negacionista do governo federal da época, sob comando do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"As autoridades enfraqueceram as orientações científicas – rejeitando o distanciamento social, disseminando desinformação, promovendo medicamentos sem eficácia comprovada, atrasando a aquisição de vacinas, sob a justificativa de isso protegeria o país de um colapso econômico."

Apesar de a queda na expectativa de vida ter ocorrido em todo o país, há diferença significativa entre os números por unidades da Federação. 

Os três estados com a maior redução ficam na região Norte:

  1. Rondônia: 6,01 anos;
  2. Amazonas: 5,84 anos;
  3. Roraima: 5,67 anos. 

Na outra ponta, com a menor redução, estão três estados da região Nordeste:

  1. Maranhão: 1,86 anos;
  2. Alagoas: 2,01;
  3. Rio Grande do Norte: 2,11 anos. 

De acordo com o estudo, isso se deve ao fato de os governadores da região terem adotado com mais firmeza as medidas de contenção recomendadas por cientistas e autoridades sanitárias. 

"Na ausência de coordenação nacional, os governos estaduais do Nordeste formaram um consórcio com um comitê científico independente que implementou estratégias.”

O documento cita, por exemplo, o distanciamento social, o fechamento de escolas e comércios, a obrigatoriedade do uso de máscaras, políticas de proteção aos trabalhadores e sistemas de dados em tempo real. 

Os pesquisadores também defendem que o "impacto da pandemia sobre a carga de doenças e a expectativa de vida poderia ter sido mitigado em todo o país", se o governo federal à época tivesse adotado essa mesma abordagem. 

Uma demonstração disso é que o desempenho do Brasil no período foi pior do que o de outros países do Mercosul, como Argentina e Uruguai, e do Brics, como China e Índia.

"Um país com histórico bem-sucedido de cobertura vacinal como o Brasil ficou atrás na vacinação contra a COVID-19 devido à falta de organização, à demora na aquisição de vacinas e ao foco em medicamentos para ‘tratamento precoce’ sem evidências científicas de benefício."

Avanços

Apesar do retrocesso vivido durante a pandemia, o Brasil teve ganhos em saúde em uma análise maior de tempo.

De 1990 a 2023, a expectativa de vida subiu 7,18 anos e a mortalidade padronizada por idade, um indicador que nivela os efeitos do envelhecimento, caiu 34,5%. 

Da mesma forma, o índice que mede os anos saudáveis perdidos por morte ou doença reduziu 29,5%. 

Diversos fatores são apontados como responsáveis por essa evolução, como melhorias na qualidade de vida, incluindo avanço do saneamento básico e crescimento econômico.

A implementação do Sistema Único de Saúde, a criação do Programa de Saúde da Família e a ampliação da vacinação fazem parte da análise. 

Com isso, as taxas de quase todas as principais causas de morte no Brasil tiveram redução nas últimas décadas, ao considerar a mortalidade padronizada por idade.

As exceções foram doença de Alzheimer e outras demências, com aumento de 1%, e doença crônica renal, que cresceu 9,6% de 1990 a 2023. 

Em 2023, a maior causa de morte no Brasil foi a doença isquêmica do coração, seguida de AVC, e pelas infecções do trato respiratório inferior. 

Mas a principal causa de mortes prematuras foi a violência interpessoal. O estudo estima que o Brasil tenha perdido 1.351 anos de vida, a cada cem mil habitantes, por causa de mortes do tipo.

Mais em Saúde