Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS28 de outubro de 2026
Governo libera R$ 5,2 bilhões para reforçar assistência social e saúdeChuvas continuam favorecendo região do Matopiba no NordesteSTF nega ter ordenado buscas em endereços de Flávio BolsonaroAvião com Flávio Bolsonaro e família segue para MiamiPelo menos 30 pessoas morrem na Espanha após colisão entre dois trensPolícia faz ação contra de exploração sexual de adolescentes no RioMovimentos sociais no Rio lembram vítimas da Operação ContençãoFlávio Bolsonaro cruza fronteira argentina e segue para o EquadorMega-Sena acumula novamente e prêmio vai a R$ 320 milhõesLula e eleitores idosos se emocionam em “festa de aniversário”Coordenador de campanha se diz surpreso com fuga de FlávioIndígenas relatam violência após resultado das eleiçõesMPSP passa a usar SmartSampa para combate ao crime organizadoGoverno alerta sobre notícias falsas relacionadas a programas sociaisEBC tem quatro jornalistas entre os finalistas do prêmio +AdmiradosApós vitória nas urnas, Lula vai retomar viagens internacionais“Ato vergonhoso”, diz Lula sobre fuga de Flávio BolsonaroFachin arquiva três investigações do inquérito das Fake NewsMinistro pede prisão de PM que atropelou motociclista em SCImprensa internacional repercute fuga de Flávio Bolsonaro do BrasilGoverno libera R$ 5,2 bilhões para reforçar assistência social e saúdeChuvas continuam favorecendo região do Matopiba no NordesteSTF nega ter ordenado buscas em endereços de Flávio BolsonaroAvião com Flávio Bolsonaro e família segue para MiamiPelo menos 30 pessoas morrem na Espanha após colisão entre dois trensPolícia faz ação contra de exploração sexual de adolescentes no RioMovimentos sociais no Rio lembram vítimas da Operação ContençãoFlávio Bolsonaro cruza fronteira argentina e segue para o EquadorMega-Sena acumula novamente e prêmio vai a R$ 320 milhõesLula e eleitores idosos se emocionam em “festa de aniversário”Coordenador de campanha se diz surpreso com fuga de FlávioIndígenas relatam violência após resultado das eleiçõesMPSP passa a usar SmartSampa para combate ao crime organizadoGoverno alerta sobre notícias falsas relacionadas a programas sociaisEBC tem quatro jornalistas entre os finalistas do prêmio +AdmiradosApós vitória nas urnas, Lula vai retomar viagens internacionais“Ato vergonhoso”, diz Lula sobre fuga de Flávio BolsonaroFachin arquiva três investigações do inquérito das Fake NewsMinistro pede prisão de PM que atropelou motociclista em SCImprensa internacional repercute fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil
Cultura

“Nunca vai ser o suficiente”, diz Gagliasso de filmes sobre a ditadura

O ator Bruno Gagliasso considera que o Brasil deveria fazer mais filmes sobre a ditadura militar (1964-1985). Ele interpretou Honestino Guimarães no documentário-híbrido sobre o líder estudantil preso e assassinado em 1973,  Honestino, de Aurélio Michiles. O longa estreia em 18 cidades brasileiras nesta quinta (13).  “Nunca vai ser o suficiente. Eu acho que quem fala isso (que o Brasil produz muito sobre ditadura) não vê o nosso cinema. A gente faz de tudo. Esse período é (também) a nossa histór

Fonte: Luiz Cláudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil13 de agosto de 2026 às 21:312 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
“Nunca vai ser o suficiente”, diz Gagliasso de filmes sobre a ditadura
Foto: Agência Brasil
O ator Bruno Gagliasso considera que o Brasil deveria fazer mais filmes sobre a ditadura militar (1964-1985). Ele interpretou Honestino Guimarães no documentário-híbrido sobre o líder estudantil preso e assassinado em 1973,  Honestino, de Aurélio Michiles. O longa estreia em 18 cidades brasileiras nesta quinta (13). 

“Nunca vai ser o suficiente. Eu acho que quem fala isso (que o Brasil produz muito sobre ditadura) não vê o nosso cinema. A gente faz de tudo. Esse período é (também) a nossa história”, afirmou após pergunta da Agência Brasil em coletiva de imprensa em Brasília (DF).

Equipe do filme
Equipe do filme Honestino, direcao de Aurélio Michiles. Com Bruno Gagliasso no elenco. Foto - João Pedro Carvalho

Gagliasso disse que ficou satisfeito pelo convite em participar do longa porque Honestino deveria ser mais conhecido por todas as gerações.

“O Honestino está dentro de todo mundo que luta por justiça, igualdade e democracia. Eu, como ator e ser humano, entrei de cabeça e de peito aberto por isso”, afirmou. 

Produtor do filme, Nilson Rodrigues compara o Brasil a outros países que passaram por regimes ditatoriais na América do Sul e fizeram mais obras sobre o tema.

“Nós fizemos muito pouco. Se nós fizemos cerca de 30 filmes de ficção sobre a ditadura no Brasil, a Argentina fez mais de 100”.

O ator disse que se emocionou ao ouvir de familiares de Honestino que estava parecido com o estudante de geologia da Universidade de Brasília (UnB). Honestino, que desapareceu com 26 anos de idade, defendia o ensino público e gratuito e foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Em busca de rastros

Equipe do filme
Aurélio Michiles conta sobre a dificuldade de ter imagens da época - João Pedro Carvalho

Também na coletiva de imprensa, o diretor Aurélio Michiles explicou que há dificuldades em documentar histórias como a de Honestino porque as lideranças estudantis da época pediam que nada fosse fotografado ou filmado em assembleias e protestos para resguardar a segurança dos participantes dos atos.

“Os arquivos desse período são raros para que a repressão não recorresse a imagens e chegasse aos manifestantes”, diz. Michiles explicou, no entanto, que recorreu a um filme produzido sobre a invasão de agentes da ditadura à UnB em 1968, a última antes do AI-5. 

“É um registro primoroso, feito por um aluno, (hoje cineasta) Hermano Penna, que é uma pérola, um registro que mostra exatamente como se comportava a repressão naquela época, espancando alunos e professores”, afirmou o diretor. 

Composição

Como tinha menos imagens do que queria para o documentário, Aurélio optou por produzir um filme híbrido, cujas cenas fossem produzidas com auxílio de atores. 

Gagliasso aceitou imediatamente o convite. “Conhecer a nossa história é de fato fazer algo pelo mundo. É não deixar ser apagada. Eu não conhecia a história e é uma vergonha. Eu quero que meus filhos saibam quem foi Honestino Guimarães”, disse o ator.

Mais em Cultura