Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS30 de outubro de 2026
SUS detecta quase 10 mil testes positivos para HPV de alto riscoPesca na foz do Rio Doce volta a ser liberada depois de dez anosPaíses consideram insuficientes ações contra crise da biodiversidadeAneel prevê três leilões de transmissão de energia em 2027MPF e PF apuram denúncias de ataques contra indígenasPolícia de SP investiga venda de dados de mortos a funeráriasFinados: 2 milhões de passageiros devem passar por aeroportos do paísGoverno alerta para golpe envolvendo o Auxílio ReconstruçãoCom muita disputa, Aneel leiloou oito lotes de transmissão de energiaBrasil abre mercado em Bangladesh e Colômbia para pecuáriaMotorista infarta, e engavetamento de 20 veículos deixa feridos no RioOposição em Israel depende dos árabes para tirar Netanyahu do poderPrazo para inscrever projetos na Lei Rouanet termina neste sábadoEmpresário é condenado a 17 anos por morte de motorista de aplicativoFilme colombiano vence Mostra Internacional de Cinema de São PauloEntidades criticam boicote a empresas por posição políticaDesemprego de 5,2% no 3° trimestre é o menor para o período desde 2012Preocupação com bronquiolite e vírus sincicial cresce entre gestantesAlunos da Escola de Música de Brasília se apresentam na Rádio MECEnade 2026: iniciantes devem preencher questionário até 18 de dezembroSUS detecta quase 10 mil testes positivos para HPV de alto riscoPesca na foz do Rio Doce volta a ser liberada depois de dez anosPaíses consideram insuficientes ações contra crise da biodiversidadeAneel prevê três leilões de transmissão de energia em 2027MPF e PF apuram denúncias de ataques contra indígenasPolícia de SP investiga venda de dados de mortos a funeráriasFinados: 2 milhões de passageiros devem passar por aeroportos do paísGoverno alerta para golpe envolvendo o Auxílio ReconstruçãoCom muita disputa, Aneel leiloou oito lotes de transmissão de energiaBrasil abre mercado em Bangladesh e Colômbia para pecuáriaMotorista infarta, e engavetamento de 20 veículos deixa feridos no RioOposição em Israel depende dos árabes para tirar Netanyahu do poderPrazo para inscrever projetos na Lei Rouanet termina neste sábadoEmpresário é condenado a 17 anos por morte de motorista de aplicativoFilme colombiano vence Mostra Internacional de Cinema de São PauloEntidades criticam boicote a empresas por posição políticaDesemprego de 5,2% no 3° trimestre é o menor para o período desde 2012Preocupação com bronquiolite e vírus sincicial cresce entre gestantesAlunos da Escola de Música de Brasília se apresentam na Rádio MECEnade 2026: iniciantes devem preencher questionário até 18 de dezembro
Internacional

ONU prevê El Niño "muito forte" com duração até fevereiro de 2027

O fenômeno El Niño está "firmemente estabelecido" e deverá aumentar seus efeitos ainda mais nos próximos meses, atingindo intensidade "muito forte" com probabilidade "próxima dos 100%" de durar até fevereiro de 2027, alertou hoje (3) a Organização Meteorológica Mundial. "O El Niño estabeleceu-se firmemente e irá se intensificar, tornando-se um fenômeno muito forte nos próximos meses, com repercussões significativas nos padrões de temperatura e precipitação, bem como nos riscos associados de inun

Fonte: Lusa03 de setembro de 2026 às 11:426 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
ONU prevê El Niño "muito forte" com duração até fevereiro de 2027
Foto: Agência Brasil
O fenômeno El Niño está "firmemente estabelecido" e deverá aumentar seus efeitos ainda mais nos próximos meses, atingindo intensidade "muito forte" com probabilidade "próxima dos 100%" de durar até fevereiro de 2027, alertou hoje (3) a Organização Meteorológica Mundial.

"O El Niño estabeleceu-se firmemente e irá se intensificar, tornando-se um fenômeno muito forte nos próximos meses, com repercussões significativas nos padrões de temperatura e precipitação, bem como nos riscos associados de inundações, secas e calor extremo", alerta nova atualização da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Além disso, a organização destaca que as últimas previsões sazonais dos centros de produção globais da OMM indicam "probabilidade excepcionalmente elevada", de quase 100%, de que o El Niño persista até fevereiro de 2027.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para a intensificação nos próximos meses do fenômeno El Niño, realçando que o mundo vive uma situação de “alto risco" com eventos climáticos extremos.

"A ciência é inequívoca: o planeta está a entrar em águas desconhecidas, e essas águas estão a aquecer, disse Guterres em comunicado.

As temperaturas da superfície do mar estão atingem níveis recordes, os termômetros continuam a subir em zona de alto risco, onde os eventos climáticos extremos estão se tornando a nova normalidade,

António Guterres lembrou que este evento excepcional do El Niño exige preparação e resposta adequadas.

“Não há tempo a perder. Está em curso uma corrida contra o tempo entre os riscos crescentes e a nossa determinação em agir contra as alterações climáticas e proteger as pessoas. É uma corrida que devemos ganhar", disse.

O El Niño é um fenômeno natural que se repete a cada dois a sete anos. As águas superficiais do Pacífico equatorial central e oriental começam a aquecer na primavera, levando a grandes alterações nos padrões de vento, pressão e precipitação em todo o mundo nos meses seguintes.

As temperaturas da superfície do mar nesta zona do Pacífico equatorial já estão significativamente acima da média e continuam a subir.

As temperaturas estiveram, em média, 1,5 graus acima do normal entre maio e julho de 2026, passando para dois graus acima do normal em julho, segundo a OMM, que cita ainda leituras de 2,2 graus a 2,6 graus acima da média entre o final de julho e meados de agosto, "o que demonstra o contínuo fortalecimento do fenômeno".

Abaixo da superfície do oceano, as temperaturas estiveram ainda mais de 0,8 graus acima da média em algumas áreas durante julho e o início de agosto.

Embora cada El Niño seja diferente, o fenômeno causou ou intensificou historicamente secas e riscos de incêndio em partes da Amazónia, América Central, Indonésia e Austrália, interrompeu a monção na Índia e trouxe chuvas torrenciais para a África Oriental.

O evento climático soma-se às alterações causadas pelas atividades humanas, exacerbando os eventos extremos.

Para o período de setembro a novembro deste ano, as previsões da OMM indicam aumento da probabilidade de temperaturas acima da média em quase todas as massas terrestres, bem como padrões de precipitação consistentes com uma resposta atmosférica forte e clássica a um El Niño intenso no Pacífico.

No ano seguinte ao El Niño, o calor armazenado no oceano é libertado para a atmosfera, contribuindo geralmente para o aumento das temperaturas globais, levando muitos cientistas do clima a prever que 2027 será o ano mais quente de que há registo.

O ano mais quente até agora é 2024, depois do último El Niño.

* É proibida a reprodução deste conteúdo.

Mais em Internacional