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Cultura

Orquestra juvenil feminina do Rio leva música brasileira para a China

A estudante de música Nathaly Joyce, de 21 anos, se prepara para integrar a sexta turnê internacional da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga (OSJCG), formada exclusivamente por jovens das redes públicas municipal, estadual e federal de ensino no Rio de janeiro. Moradora de Tomás Coelho, na zona norte da capital, Nathaly cursa bacharelado em Música, com habilitação em flauta transversal, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Para ela, a música representa uma form

Fonte: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil23 de junho de 2026 às 21:514 visualizações
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Orquestra juvenil feminina do Rio leva música brasileira para a China
Foto: Agência Brasil
A estudante de música Nathaly Joyce, de 21 anos, se prepara para integrar a sexta turnê internacional da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga (OSJCG), formada exclusivamente por jovens das redes públicas municipal, estadual e federal de ensino no Rio de janeiro.

Moradora de Tomás Coelho, na zona norte da capital, Nathaly cursa bacharelado em Música, com habilitação em flauta transversal, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Para ela, a música representa uma forma de expressão.

“Consigo expressar meu corpo, os meus sentimentos, tudo isso eu consigo colocar no momento em que estou executando uma peça, um solo. Para mim, música é isso. É você ter essa liberdade de se expressar”.

A orquestra se apresentou nesta terça-feira (23) no Corredor Cultural da Central do Brasil, em concerto promovido pela concessionária TrensRJ. O repertório reuniu obras da música brasileira e homenagens a compositores como Tom Jobim, Chico Buarque, Alceu Valença e Vinicius de Moraes. Também foram executadas músicas chinesas, que integram a preparação para a viagem à China, na próxima sexta-feira.

“Estou um pouco nervosa porque vão ser muitas horas de voo. Ao mesmo tempo, estou animada porque é uma cultura completamente diferente. Vamos mostrar a nossa cultura brasileira e aprender mais da cultura chinesa”, disse Nathaly..

Turnê na China

A diretora-executiva da OSJCG, Moana Martins, informou que o grupo está nos preparativos finais para a viagem à China, onde fará apresentações em Xangai e Pequim dentro da programação do Ano Cultural Brasil-China.

Rio de Janeiro (RJ), 23/06/2026 - A pianista Moana Martins, coordenadora executica da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, fala sobre a turnê do grupo na China. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Moana Martins conta que o papa Leão XIV recebeu a orquestra juvenil - Rovena Rosa/Agência Brasil

As integrantes permanecerão 15 dias no país.

“A gente está muito feliz porque está indo com a Orquestra Chiquinha, mas também representando o protagonismo da educação pública brasileira, levando na mala a diversidade da cultura do Brasil, com obras de Villa-Lobos,Tom Jobim, Camargo Guarnieri, Gilberto Gil, Luiz Gonzaga”, afirmou Moana.

A OSJCG já realizou apresentações em Portugal, Espanha, Suíça, França e Estados Unidos. Em maio deste ano, a orquestra tocou para o papa Leão XIV na Praça São Pedro, no Vaticano.

“Fomos recebidas por ele, que cumprimentou as meninas. Foi um momento muito marcante”, relatou a diretora.

Formação musical e inclusão social

Criada há cinco anos, a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga homenageia a pianista, compositora e maestrina Chiquinha Gonzaga, considerada a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

Segundo Moana Martins, o projeto começou em 2021 com alunas sem experiência musical prévia.

A iniciativa integra o programa Geração de Sons e mantém 15 polos distribuídos por territórios de alta vulnerabilidade social na cidade do Rio de Janeiro e na região metropolitana.

A primeira etapa de formação, chamada Abre Alas, em referência à composição de Chiquinha Gonzaga, atende meninas a partir de 7 anos de idade. Mais de 900 participantes recebem formação musical e acesso a instrumentos.

Na segunda etapa, as estudantes podem concorrer a vagas na orquestra por meio de edital. Atualmente, 58 musicistas integram o grupo. As seleções são realizadas semestralmente e exigem nível de desempenho musical compatível com a atuação na orquestra.

A primeira prova é a partir dos 12 anos de idade. “Tem relação com autonomia e maturidade emocional”, explicou Moana.

O programa conta ainda com uma terceira etapa, a Academia de Monitoras, voltada às alunas que ingressam no ensino superior e retornam aos polos para atuar como instrutoras, monitoras ou assistentes nas áreas administrativa e de comunicação.

“Essa é a etapa de formação para o mundo do trabalho”, disse.

As integrantes podem permanecer na orquestra até os 22 anos. Após esse período, algumas seguem vinculadas ao projeto como professoras.

“O objetivo é que a orquestra seja um canal formativo para que elas conquistem autonomia e ocupem espaços importantes na sociedade”, afirmou Moana Martins.

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