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Justiça

Perfis que mostravam estupro de menores em São Paulo são tirados do ar

Mais de 90 perfis de redes sociais que compartilharam vídeos do caso de estupro coletivo de dois menores de idade, que aconteceu em São Paulo no final de abril, foram removidos pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A SSP trabalhou em conjunto com a organização não governamental The National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC), que reúne denúncias de casos de exploração infantil e comunica as plataformas digitais

Fonte: Matheus Crobelatti*07 de maio de 2026 às 18:316 visualizações
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Perfis que mostravam estupro de menores em São Paulo são tirados do ar
Foto: Agência Brasil
Mais de 90 perfis de redes sociais que compartilharam vídeos do caso de estupro coletivo de dois menores de idade, que aconteceu em São Paulo no final de abril, foram removidos pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

A SSP trabalhou em conjunto com a organização não governamental The National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC), que reúne denúncias de casos de exploração infantil e comunica as plataformas digitais sobre a necessidade de remoção do conteúdo. 

A secretaria aponta que mesmo os perfis que divulgaram os vídeos com intenção de ajudar na solução do caso estavam cometendo crime, segundo o regulamento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Em diversos casos, contudo, é possível distinguir a intenção das publicações. 

“A primeira evidência para isso é a criação de perfis falsos com a única intenção desse compartilhamento”, explica a delegada chefe do Noad, Lisandrea Salvariego Colabuono. 

A prática de divulgação de vídeos e imagens com conteúdo obsceno de crianças e adolescentes é punida com reclusão de 1 a 4 anos, além de multa. As buscas por perfis que compartilharam o vídeo ou parte dele prosseguem.

As investigações foram incluídas no mesmo inquérito do estupro coletivo, que está sendo apurado pelo 63º Distrito Policial. 

“Estamos investigando quem conhecia os envolvidos e divulgou o material bruto. Essas pessoas podem responder por divulgação de pedofilia, crime previsto no ECA”, disse o delegado titular, Júlio Geraldo.

Estrupo coletivo

No dia 21 de abril, dois meninos, de 7 e 10 anos, foram aliciados por cinco homens para um imóvel no bairro Vila Jacuí, na Zona Leste da capital paulista. Os criminosos, um maior de idade e quatro adolescentes, convidaram os garotos para empinar pipa, mas, no local, decidiram cometer o crime. O ato foi gravado e divulgado nas redes sociais.

Três dias após os estupros, a irmã de um dos meninos reconheceu uma das vítimas nos vídeos e registrou a denúncia.

Os abusadores foram presos e indiciados pela Polícia Civil. Um dos participantes, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi detido na terça-feira (5), após ser capturado na cidade de Brejões, na Bahia. Em declaração à Polícia Civil, ele confessou o crime e não demonstrou arrependimento, apenas preocupações com consequências legais. 

Os outros quatro adolescentes, entre 14 e 16 anos, confessaram o crime e foram encaminhados à Fundação Casa.

Casos de estupro de vulnerável

Segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, o estado de São Paulo registrou 2.942 estupros de vulnerável de janeiro a março de 2026. Em comparação com o mesmo período no ano passado, são dez casos a mais.

Neste ano, também houve aumento mensal no número de casos. Em janeiro foram 892, em fevereiro 915, e em março houve um salto para 1.135.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

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