Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS29 de outubro de 2026
Denúncias de assédio eleitoral no trabalho disparam 75% após 2º turnoCâmara Municipal de SP discute impeachment do prefeito Ricardo NunesEscolas públicas têm até sábado para regularizar pendências com FNDEGoverno autoriza contrato de R$ 30 bi para motoristas de aplicativosBiometria facial será obrigatória para usuários de telefonia móvelPerdão das dívidas de MEIs é medida fiscal “necessária”, diz ministroContas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembroChristine Lagarde renuncia à presidência do Banco Central EuropeuSemana termina com previsão de chuva em grande parte do paísIsrael: sem vencedor declarado, partidos discutem coligaçõesBrasil diminui em 43% área de vegetação nativa fragmentadaMarisa Monte fará show beneficente para Instituto da ProvidênciaEspanha: equipes fazem buscas na esperança de encontrar sobreviventesPF cumpre no Rio novos mandados da Operação Unha e CarneEconomistas criticam usar corte de gastos para conter dívida públicaFinal brasileira garante 15º título do país na Libertadores FemininaRemo volta a vencer após 12 jogos e complica Botafogo no BrasileirãoAposta do Mato Grosso leva prêmio de mais de R$ 324 milhões da MegaBrasileirão: Palmeiras fica no zero com o Santos e Flamengo agradeceMorre Irene Santos, fotógrafa e pesquisadora da memória negraDenúncias de assédio eleitoral no trabalho disparam 75% após 2º turnoCâmara Municipal de SP discute impeachment do prefeito Ricardo NunesEscolas públicas têm até sábado para regularizar pendências com FNDEGoverno autoriza contrato de R$ 30 bi para motoristas de aplicativosBiometria facial será obrigatória para usuários de telefonia móvelPerdão das dívidas de MEIs é medida fiscal “necessária”, diz ministroContas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembroChristine Lagarde renuncia à presidência do Banco Central EuropeuSemana termina com previsão de chuva em grande parte do paísIsrael: sem vencedor declarado, partidos discutem coligaçõesBrasil diminui em 43% área de vegetação nativa fragmentadaMarisa Monte fará show beneficente para Instituto da ProvidênciaEspanha: equipes fazem buscas na esperança de encontrar sobreviventesPF cumpre no Rio novos mandados da Operação Unha e CarneEconomistas criticam usar corte de gastos para conter dívida públicaFinal brasileira garante 15º título do país na Libertadores FemininaRemo volta a vencer após 12 jogos e complica Botafogo no BrasileirãoAposta do Mato Grosso leva prêmio de mais de R$ 324 milhões da MegaBrasileirão: Palmeiras fica no zero com o Santos e Flamengo agradeceMorre Irene Santos, fotógrafa e pesquisadora da memória negra
Direitos Humanos

Pesquisa mostra persistência da violência contra crianças no país

O uso de violência física e verbal contra crianças permanece uma prática disseminada na cultura brasileira, embora a maioria da população considere o diálogo a melhor forma de orientar os filhos. É o que mostra pesquisa realizada pela Quaest a pedido do Instituto Infinis. Casos extremos, como o de um pai flagrado chutando a filha de 3 anos em uma rua de Francisco Beltrão (PR), são exceção. Ainda assim, somente nos quatro primeiros meses de 2026 foram registradas 115.814 denúncias de violações de

Fonte: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil14 de julho de 2026 às 22:526 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Pesquisa mostra persistência da violência contra crianças no país
Foto: Agência Brasil
O uso de violência física e verbal contra crianças permanece uma prática disseminada na cultura brasileira, embora a maioria da população considere o diálogo a melhor forma de orientar os filhos. É o que mostra pesquisa realizada pela Quaest a pedido do Instituto Infinis.

Casos extremos, como o de um pai flagrado chutando a filha de 3 anos em uma rua de Francisco Beltrão (PR), são exceção. Ainda assim, somente nos quatro primeiros meses de 2026 foram registradas 115.814 denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Atualmente, cerca de 55 milhões de pessoas com menos de 18 anos vivem no Brasil.

De acordo com o levantamento, nove em cada dez entrevistados consideram que o diálogo é a melhor forma de corrigir comportamentos infantis. Apesar disso, 62% afirmaram já ter gritado com uma criança, 49% disseram ter dado tapas e 27% admitiram ter batido com objetos. A pesquisa não investigou as causas dessa discrepância nem a influência de fatores como estresse cotidiano ou uso de substâncias psicoativas.

"Compreender essas percepções é fundamental para romper o ciclo intergeracional de violência e orientar políticas públicas de prevenção. Cada criança protegida hoje representa menos violência amanhã", afirmou em nota Márcia Kalvon, diretora executiva do Infinis.

De acordo com os pesquisadores, a violência contra crianças atravessa gerações e tende a ser replicada por quem sofreu situações semelhantes.

Pesquisa

Esta foi a segunda edição da pesquisa Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes.

Na primeira edição, de 2023, o paradoxo já era percebido, já que 93% da população também defendiam o diálogo como melhor forma de educação, mas, ao mesmo tempo, 66% admitiam já ter gritado com uma criança, 52% já haviam dado tapas e 38% reconheciam ter utilizado objetos para bater.

Embora os comportamentos agressivos permaneçam frequentes, o levantamento aponta redução nas agressões com objetos, consideradas potencialmente mais graves.

O levantamento, que ouviu 2.202 brasileiros maiores de idade entre maio e junho de 2026, buscou entender, ainda, como as pessoas se portam ao presenciar atos de violência. Dois terços dos que responderam (62%) disseram que não interferem. Destes, metade não considera correto interceder por se tratar de uma postura particular.

Os demais afirmaram ter receio da reação do agressor, como ocorreu no caso registrado no Paraná, em que o pai ameaçou uma pessoa que questionou a agressão.

O estudo também abordou a percepção sobre o trabalho infantil. Embora 93% dos entrevistados afirmem que os estudos devem ser prioridade para crianças, 61% consideram aceitável que elas trabalhem. Além disso, 88% defendem que adolescentes trabalhem, caso desejem, e 71% acreditam que eles devem trabalhar quando os pais determinarem.

Outro dado apontado pela pesquisa é que 71% dos entrevistados não souberam citar leis de proteção à infância, mesmo após debates públicos recentes, como os relacionados ao ECA Digital.

A versão completa do estudo será apresentada em setembro, durante o 8º Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância (FPPSI), promovido pelo Instituto Infinis.

Mais em Direitos Humanos