Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS23 de julho de 2026
Comitê antecipa geração de energia para evitar impactos do El NiñoPT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicasBrasil continua fora do Mapa da Fome, aponta relatório da ONUParreira apresenta melhora e pode deixar UTI até o final de semanaTCU cita risco fiscal dos Correios e defende compensação de custosGoverno do Rio exonera comissionados em autarquia investigadaDólar cai ao menor valor desde junho com alta do petróleoQuinta reunião entre rodoviários e patrões termina sem acordo no RioJustiça do DF manda Virginia apagar publicidade irregular de bets70 anos de Grande Sertão: Veredas é tema de eventos gratuitos na FlipEmpresas afetadas por tarifaço terão acesso a socorro de R$ 18,5 biBB simplifica abertura de contas eleitorais por candidatos em 2026Apoiadora oficial da Flip, Rádio MEC faz cobertura especial em ParatyEntenda a dispensa de entrevista para inscrição no Cadastro ÚnicoCaso Marielle: Dino mantém perda do mandato de Chiquinho BrazãoDecreto adia exigência de CNPJ para autônomos e produtores ruraisCNI mantém projeção de alta de 2% do PIB para este anoLuto no cinema brasileiro: morre Luiz Carlos Barreto, aos 98 anosPrazo do Diagnóstico de Equidade do MEC termina nesta quarta-feiraJustiça manda prefeitura de São Paulo liberar Uber MotoComitê antecipa geração de energia para evitar impactos do El NiñoPT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicasBrasil continua fora do Mapa da Fome, aponta relatório da ONUParreira apresenta melhora e pode deixar UTI até o final de semanaTCU cita risco fiscal dos Correios e defende compensação de custosGoverno do Rio exonera comissionados em autarquia investigadaDólar cai ao menor valor desde junho com alta do petróleoQuinta reunião entre rodoviários e patrões termina sem acordo no RioJustiça do DF manda Virginia apagar publicidade irregular de bets70 anos de Grande Sertão: Veredas é tema de eventos gratuitos na FlipEmpresas afetadas por tarifaço terão acesso a socorro de R$ 18,5 biBB simplifica abertura de contas eleitorais por candidatos em 2026Apoiadora oficial da Flip, Rádio MEC faz cobertura especial em ParatyEntenda a dispensa de entrevista para inscrição no Cadastro ÚnicoCaso Marielle: Dino mantém perda do mandato de Chiquinho BrazãoDecreto adia exigência de CNPJ para autônomos e produtores ruraisCNI mantém projeção de alta de 2% do PIB para este anoLuto no cinema brasileiro: morre Luiz Carlos Barreto, aos 98 anosPrazo do Diagnóstico de Equidade do MEC termina nesta quarta-feiraJustiça manda prefeitura de São Paulo liberar Uber Moto
Meio Ambiente

Pesquisadores alertam para impacto da poluição do oceano por mercúrio

O aquecimento global está intensificando o processo de transformação do mercúrio em metilmercúrio, um tipo mais tóxico que se acumula na cadeia alimentar e pode atingir humanos por meio do consumo de peixes. Atualmente, cerca de 230 mil toneladas de mercúrio estão espalhadas pelos oceanos e costumam permanecer no ambiente marinho por cerca de 300 anos.  Pesquisador Lars-Eric Heimbürger-Boavida, do Instituto Mediterrâneo do Oceanografia, na Conferência Oceano do Amanh

Fonte: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil05 de maio de 2026 às 23:514 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Pesquisadores alertam para impacto da poluição do oceano por mercúrio
Foto: Agência Brasil
O aquecimento global está intensificando o processo de transformação do mercúrio em metilmercúrio, um tipo mais tóxico que se acumula na cadeia alimentar e pode atingir humanos por meio do consumo de peixes.

Atualmente, cerca de 230 mil toneladas de mercúrio estão espalhadas pelos oceanos e costumam permanecer no ambiente marinho por cerca de 300 anos. 

Rio de Janeiro (RJ), 05/05/2026 – O pesquisador Lars-Eric Heimbürger-Boavida, do Instituto Mediterrâneo do Oceanografia, na Conferência Oceano do Amanhã: ciência para um planeta em equilíbrio, realizada pela Academia Brasileira de Ciências, no Museu do Amanhã. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Pesquisador Lars-Eric Heimbürger-Boavida, do Instituto Mediterrâneo do Oceanografia, na Conferência Oceano do Amanhã. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os dados foram apresentados nesta terça-feira (5) pelo químico Lars-Eric Heimburger-Boavida, pesquisador do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), da França. Ele participou das discussões sobre poluição marinha no primeiro dia da Reunião Magna de 2026 da Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, a boa notícia é que esses números foram revisados para baixo: antes se falava em concentração de até 100 milhões de toneladas e tempo de permanência de mais de 100 mil anos.

Uma parte do mercúrio chega aos oceanos por fontes naturais, como atividade vulcânica e erosão de rochas compostas pelo metal. A ação humana, porém, é a via principal, por meio da queima de combustíveis fósseis, mineração, produção industrial e desmatamento.

“Temos bastante embasamento científico e influência suficiente para tomar uma decisão política sobre este quadro. Temos em vigor a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, cujo objetivo é reduzir nossa exposição ao mercúrio”, diz Lars-Eric.

“Não podemos reduzir ou impedir que as bactérias produzam mercúrio. A única coisa que podemos fazer é diminuir nossas emissões e esperarmos que, no futuro, haja menos mercúrio no meio ambiente. Porque temperaturas mais altas favorecem as bactérias. No Ártico, por exemplo, o aquecimento promove liberação de mercúrio glacial, e as bactérias ficam mais ativas para produzir o metilmercúrio”, complementa.

Poluente global

Rio de Janeiro (RJ), 05/05/2026 – O professor da UENF Carlos Eduardo de Rezende na Conferência Oceano do Amanhã: ciência para um planeta em equilíbrio, realizada pela Academia Brasileira de Ciências, no Museu do Amanhã. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Professor da UENF Carlos Eduardo de Rezende . Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A poluição marinha por mercúrio também foi tema central na apresentação do biólogo Carlos Eduardo de Rezende, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Ele abordou o papel do metal como poluente global e sua interação com a matéria orgânica em ecossistemas terrestres e costeiros.

Rezende explicou que o mercúrio circula pela atmosfera e pode se redistribuir pelo planeta independentemente da origem das emissões. A matéria orgânica exerce papel central nesse processo, funcionando como um suporte geoquímico que retém o mercúrio e influencia sua mobilidade.

Em lugares como a bacia do Rio Paraíba do Sul – que abrange os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – alterações no uso do solo modificam a dinâmica do mercúrio. A atividade mineradora ilegal persiste na região, mesmo após a Convenção de Minamata.

“Ainda temos muito o que estudar sobre o ciclo global do mercúrio e os fatores relacionados a ele. Principalmente, quando pensamos no Antropoceno, nos impactos dos seres humanos sobre a Terra. Nesse ambiente de transição energética e de mudanças climáticas, é importante que os governos estejam envolvidos na questão também”, analisa o pesquisador.

O encontro da ABC, que este ano tem como eixo central a ciência oceânica, continua até 7 de maio e reúne pesquisadores do Brasil e do exterior. A edição é coordenada pelo acadêmico Luiz Drude de Lacerda, doutor em biologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor titular do Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará (Labomar-UFC).

“O oceano tem um papel central no funcionamento do planeta, não apenas do ponto de vista ambiental, mas também para o sustento e o bem-estar de milhões de pessoas. No entanto, esse sistema vem sendo submetido a pressões crescentes, como a poluição, a exploração intensiva de recursos e os efeitos das mudanças climáticas, o que coloca em risco suas condições naturais”, diz Luiz Drude de Lacerda. 

Mais em Meio Ambiente