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Meio Ambiente

Reserva Ecológica do IBGE no DF passa a ter gestão apoiada pelo ICMBio

A Reserva Ecológica do IBGE, também conhecida como Roncador, no Distrito Federal (DF), passa a fazer parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, o conjunto de áreas naturais protegidas no Brasil gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (29), em Brasília, em um evento em alusão aos 90 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e aos 50 anos da reserva, completados em dezembro de 2025. Notíci

Fonte: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil29 de junho de 2026 às 16:366 visualizações
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Reserva Ecológica do IBGE no DF passa a ter gestão apoiada pelo ICMBio
Foto: Agência Brasil
A Reserva Ecológica do IBGE, também conhecida como Roncador, no Distrito Federal (DF), passa a fazer parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, o conjunto de áreas naturais protegidas no Brasil gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (29), em Brasília, em um evento em alusão aos 90 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e aos 50 anos da reserva, completados em dezembro de 2025.

A área de 1.391 hectares ─ equivalente a quase 1,4 mil campos de futebol ─ fica no centro-sul do Distrito Federal, a 25 km do centro de Brasília, ou seja, a cerca de meia hora de carro.  

A região abriga mais de 4 mil espécies de plantas e animais. Além de ser destinada à preservação do Cerrado, a reserva destina-se à produção de informações geodésicas, cartográficas, geográficas, ecológicas e ambientais, com extensa base de dados científicos sobre o bioma, inventários da fauna e da flora e estudos ambientais de vulnerabilidade e risco ecológico.

O espaço oferece a pesquisadores instalações como laboratórios, estação meteorológica, herbário e coleções zoológicas.

Enfrentamento de desafios

O responsável pela reserva, Mauro César Lambert de Brito Ribeiro, frisou que ao ser alçada a parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, a área de preservação ganha mais força para enfrentar as dificuldades.

Ribeiro destaca que o Roncador é uma unidade que está ficando cercada por áreas urbanas, e isso impõe novos desafios.

“Entrar para o Sistema Nacional de Unidades de Conservação é uma necessidade, muito mais que uma vaidade, para que a gente possa enfrentar, junto com a expertise do ICMBio, os novos desafios que se impõem”, completou.  

O presidente do ICMBio, Mauro Oliveira Pires, explicou que a Reserva Roncador passará a ser Estação Ecológica Roncador.  

“Como parte do sistema nacional, terá que ter um plano de manejo, conselho, como outras estações federais, estaduais e municipais”, disse o presidente do órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Segundo Pires, o ICMBio fará cogestão da área, respeitando iniciativas do IBGE.

O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, apontou que a oficialização da reserva faz parte da agenda nacional de combate às mudanças climáticas.

“Esse espaço deverá ganhar maior dimensão, na medida em que nós queremos reforçar tudo o que é necessário, em relação aos desafios que o nosso país tem em relação à questão climática”.

Histórico

Criada em 22 de dezembro de 1975, a Reserva Ecológica do IBGE foi incluída, em 1993, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) entre as Áreas Núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado.

Desde 2002, a região integrava a Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central.

O experimento de maior duração na reserva foi o projeto Fogo que, por 20 anos, permitiu queimadas prescritas e controladas. O estudo analisou os impactos dos incêndios na emissão de gases de efeito estufa e consequências para o solo, a fauna e a flora. Os dados obtidos são usados pelo Brasil para monitoramento das mudanças climáticas.

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