Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS29 de outubro de 2026
Semana termina com previsão de chuva em grande parte do paísIsrael: sem vencedor declarado, partidos discutem coligaçõesBrasil diminui em 43% área de vegetação nativa fragmentadaMarisa Monte fará show beneficente para Instituto da ProvidênciaEspanha: equipes fazem buscas na esperança de encontrar sobreviventesPF cumpre no Rio novos mandados da Operação Unha e CarneEconomistas criticam usar corte de gastos para conter dívida públicaFinal brasileira garante 15º título do país na Libertadores FemininaRemo volta a vencer após 12 jogos e complica Botafogo no BrasileirãoAposta do Mato Grosso leva prêmio de mais de R$ 324 milhões da MegaBrasileirão: Palmeiras fica no zero com o Santos e Flamengo agradeceMorre Irene Santos, fotógrafa e pesquisadora da memória negraMães da Penha cobram justiça por mortes na Operação ContençãoRio Uruguai está em elevação e atinge cota de alerta em UruguaianaSantos: Polícia apreende dois menores suspeitos da morte de engenheiroRogério Marinho diz que não há provas de fraude eleitoralPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas: as melhores atacantes do paísPresidente do TSE diz que eleições ocorreram dentro da normalidadeGoverno estuda restringir crédito a empresas por assédio eleitoralAfiliada da TV Brasil estreia retransmissora em Ceres-GOSemana termina com previsão de chuva em grande parte do paísIsrael: sem vencedor declarado, partidos discutem coligaçõesBrasil diminui em 43% área de vegetação nativa fragmentadaMarisa Monte fará show beneficente para Instituto da ProvidênciaEspanha: equipes fazem buscas na esperança de encontrar sobreviventesPF cumpre no Rio novos mandados da Operação Unha e CarneEconomistas criticam usar corte de gastos para conter dívida públicaFinal brasileira garante 15º título do país na Libertadores FemininaRemo volta a vencer após 12 jogos e complica Botafogo no BrasileirãoAposta do Mato Grosso leva prêmio de mais de R$ 324 milhões da MegaBrasileirão: Palmeiras fica no zero com o Santos e Flamengo agradeceMorre Irene Santos, fotógrafa e pesquisadora da memória negraMães da Penha cobram justiça por mortes na Operação ContençãoRio Uruguai está em elevação e atinge cota de alerta em UruguaianaSantos: Polícia apreende dois menores suspeitos da morte de engenheiroRogério Marinho diz que não há provas de fraude eleitoralPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas: as melhores atacantes do paísPresidente do TSE diz que eleições ocorreram dentro da normalidadeGoverno estuda restringir crédito a empresas por assédio eleitoralAfiliada da TV Brasil estreia retransmissora em Ceres-GO
Direitos Humanos

Sociólogo africano diz que Brasil é atacado por causa de terras raras

O sociólogo e ambientalista da Guiné Bissau, Miguel de Barros, de 46 anos, disse que as comunidades tradicionais brasileiras e também da África são atacadas e ameaçadas por empresas de países ricos que buscam dominar suas terras raras. A fala ocorreu na noite desta quinta-feira (30) em evento na Universidade de Brasília (UnB). Em conferência magna do 14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores (as) Negros (as), Barros avaliou que as ações de um novo projeto colonial por parte de países do Norte Gl

Fonte: Luiz Cláudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil31 de julho de 2026 às 11:398 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
O sociólogo e ambientalista da Guiné Bissau, Miguel de Barros, de 46 anos, disse que as comunidades tradicionais brasileiras e também da África são atacadas e ameaçadas por empresas de países ricos que buscam dominar suas terras raras. A fala ocorreu na noite desta quinta-feira (30) em evento na Universidade de Brasília (UnB).

Em conferência magna do 14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores (as) Negros (as), Barros avaliou que as ações de um novo projeto colonial por parte de países do Norte Global incluem a busca do monopólio do patrimônio dos recursos naturais. O evento termina nesta sexta (31).

“Querem ter controle daquilo que chamam de terras raras. Não só para manipulação e controle de patentes, mas para a produção de instrumentos bélicos”, ressaltou o cientista social. 

Ele é considerado uma das principais referências no debate sobre políticas públicas e desenvolvimento social e eleito pela Confederação da Juventude da África Ocidental como a personalidade mais influente do ano. 

“Ter o controle da Amazônia significa controlar a capacidade de produção alimentar, reserva de energia e de água e ainda o poder de fazer guerra com quem quiserem.”

Para ele, as empresas buscam elementos estratégicos para a produção de bombas nucleares, carros elétricos e telefones celulares. Os donos dessas empresas, disse ao público, são aqueles que “tiveram sempre um projeto de financiamento e criaram patrimônio econômico com a colonização. Estão no poder político com a colonização”.

Inteligência artificial

Ainda em seu discurso, o sociólogo afirma que esse “novo projeto colonial” é baseado sobretudo no controle das tecnologias da atualidade, o que inclui os desenvolvimentos das empresas de inteligência artificial.

“Está baseado sobretudo na substituição da força e da capacidade humana pelas máquinas”. 

Em seus argumentos, o setor financeiro da inteligência artificial não abarca as necessidades dos povos sofridos e colonizados. “É um mecanismo de açambarcamento (apropriação) do saber, do conhecimento e do patrimônio do povo negro”.

Miguel de Barros defende que é necessário haver uma contracorrente que permita aos negros terem suporte tecnológico para enfrentar esse cenário. “A inteligência artificial é também utilizada para a manipulação da biomedicina”.

Vulnerabilidade na África

O sociólogo, no evento na UnB, ainda criticou a gestão de saúde brasileira durante o período da pandemia por não ter cooperado com as necessidades do povo africano. 

“O domínio do poder econômico não permitiu a transferência nem da tecnologia nem dos medicamentos. Até este momento, o continente africano só vacinou um quarto da sua população com duas doses de Covid”, exemplificou. 

Na lógica desse neocolonialismo, baseado no desenvolvimento seletivo de tecnologias, conforme avalia o pesquisador africano, existe uma espécie de seletividade sobre o direito à vida, que passa pelo racismo. Ele defendeu que a academia e o poder público devem apoiar formas alternativas de resistência e de emancipação para as populações mais vulneráveis.

“No processo de construção de autonomia econômica e política, os resgates dos saberes das comunidades negras e tradicionais são elementos decisivos para garantir o direito à vida dos povos”. Por isso é que os Estados Unidos estão a disputar as eleições no Brasil.

Mais em Direitos Humanos