Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS17 de julho de 2026
Anac alerta para risco de trote com óleo de avião após morte de pilotoHenry Borel: Justiça nega recurso de Jairinho para anular julgamentoMoraes suspende visitas a Bolsonaro na prisão domiciliarPGR defende manutenção da prisão domiciliar concedida a BolsonaroDólar sobe para R$ 5,11, e bolsa fica estável, apesar de tensão globalBolsonaro pede autorização para receber Mileii na prisão domiciliarMPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do RioVôlei: Brasil perde para EUA e volta a se complicar na Liga das NaçõesSeleção feminina perde e fica com o vice no Mundial de Vôlei SentadoVitória manda Botafogo para lanterna na volta do Brasileiro FemininoEncantou mas não levou: França de 2026 reivindica lugar na memóriaGuterres manifesta preocupação com escalada militar no IrãCaixa Loterias transfere sorteios de sábado para domingoNobel da economia diz que impacto da IA no emprego é superestimadoBrasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz DuriganCongresso de futebol nos Estados Unidos debate Copa Feminina de 2027São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUAApex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportaçõesMilton Nascimento é internado com pneumoniaEleições: TSE assina acordo com big techs para combater desinformaçãoAnac alerta para risco de trote com óleo de avião após morte de pilotoHenry Borel: Justiça nega recurso de Jairinho para anular julgamentoMoraes suspende visitas a Bolsonaro na prisão domiciliarPGR defende manutenção da prisão domiciliar concedida a BolsonaroDólar sobe para R$ 5,11, e bolsa fica estável, apesar de tensão globalBolsonaro pede autorização para receber Mileii na prisão domiciliarMPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do RioVôlei: Brasil perde para EUA e volta a se complicar na Liga das NaçõesSeleção feminina perde e fica com o vice no Mundial de Vôlei SentadoVitória manda Botafogo para lanterna na volta do Brasileiro FemininoEncantou mas não levou: França de 2026 reivindica lugar na memóriaGuterres manifesta preocupação com escalada militar no IrãCaixa Loterias transfere sorteios de sábado para domingoNobel da economia diz que impacto da IA no emprego é superestimadoBrasil não deixará de negociar tarifas impostas pelos EUA, diz DuriganCongresso de futebol nos Estados Unidos debate Copa Feminina de 2027São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUAApex prevê plano de R$ 130 milhões para diversificar exportaçõesMilton Nascimento é internado com pneumoniaEleições: TSE assina acordo com big techs para combater desinformação
Justiça

STF valida lei que garantiu igualdade salarial entre homens e mulheres

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (14) validar a lei que garantiu igualdade salarial entre homens e mulheres. Por unanimidade, a Corte reconheceu a constitucionalidade da Lei 14.611 de 2023, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para obrigar as empresas a garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. Notícias relacionadas: STF julga validade de lei da igualdade salarial entre homem e mulher. Emprego feminino aumenta 11

Fonte: André Richter - Repórter da Agência Brasil14 de maio de 2026 às 21:112 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
STF valida lei que garantiu igualdade salarial entre homens e mulheres
Foto: Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (14) validar a lei que garantiu igualdade salarial entre homens e mulheres.

Por unanimidade, a Corte reconheceu a constitucionalidade da Lei 14.611 de 2023, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para obrigar as empresas a garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

A norma alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para definir que as empresas deverão pagar multa de dez vezes o valor do salário em caso de discriminação salarial por motivo de gênero.

Além disso, a lei determina a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com mais de 100 empregados.

Os ministros julgaram três ações: uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC), protocolada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para garantir a aplicação da lei, e duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADI), impetradas pela Confederação Nacional de Indústria (CNI) e pelo Partido Novo contra a norma.

Votos

O placar unânime de 10 votos a 0 foi formado a partir do voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.

O relator vetou pela constitucionalidade a lei e citou a existência de diversas regras internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), que determinam a igualdade de remuneração entre homens e mulheres.

O ministro também ressaltou que a Constituição brasileira determina a construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

"Não é possível a construção de uma sociedade livre, justa e solidária se houver discriminação de gênero entre mulheres e homens, sendo que mulheres são 51,5% da população brasileira", afirmou.

Cármen Lúcia

 Única ministra da Corte, Cármen Lúcia afirmou que a lei deu efetividade jurídica ao direito constitucional à igualdade, mas ponderou que a norma ainda é insuficiente.

"O preconceito não passa. O preconceito contra a mulher continua na ordem do dia da maneira mais perversa e cruel. Falo de cátedra. Todas nós mulheres passamos de uma forma ou de outra", disse.

A ministra ainda parafraseou a escritora Carolina de Jesus e disse que "antigamente o que oprimia era a palavra calvário, agora é o salário".

"O preconceito é no olhar, em uma palavra, no riso debochado, em um tipo de desvalor para além daquele que é escancarado", completou.

Redpill

O ministro Flávio Dino disse que ainda há desafios para concretização dos direitos das mulheres, como o combate a discursos misóginos, entre os quais, cursos para "ensinar homens e serem homens" e ações do movimento redpill, que prega a crença de que mulheres manipulam e exploram os homens.

"Os desafios se expressam na epidemia de estupros e feminicídios, na existência da proliferação de discursos misóginos, que estão não só na internet, mas que estão também em exotismos, como cursos ensinando homens a serem homens, quando nós sabemos que, subliminarmente, o discurso é no sentido de que haveria aquilo que, por conta da obra cinematográfica Matrix, se convencionou chamar de movimento redpill. Então, seria a pílula da verdade, a mostrar que os homens estariam sendo escravizados pelas mulheres", comentou.

Os demais votos foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gimar Mendes, Edson Fachin e Nunes Marques.

Mais em Justiça