Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS28 de outubro de 2026
Polícia faz ação contra de exploração sexual de adolescentes no RioMovimentos sociais no Rio lembram vítimas da Operação ContençãoFlávio Bolsonaro cruza fronteira argentina e segue para o EquadorMega-Sena acumula novamente e prêmio vai a R$ 320 milhõesLula e eleitores idosos se emocionam em “festa de aniversário”Coordenador de campanha se diz surpreso com fuga de FlávioIndígenas relatam violência após resultado das eleiçõesMPSP passa a usar SmartSampa para combate ao crime organizadoGoverno alerta sobre notícias falsas relacionadas a programas sociaisEBC tem quatro jornalistas entre os finalistas do prêmio +AdmiradosApós vitória nas urnas, Lula vai retomar viagens internacionais“Ato vergonhoso”, diz Lula sobre fuga de Flávio BolsonaroFachin arquiva três investigações do inquérito das Fake NewsMinistro pede prisão de PM que atropelou motociclista em SCImprensa internacional repercute fuga de Flávio Bolsonaro do BrasilDólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoralJustiça proíbe deputada de incentivar demissão de opositoresPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas revela meio-campistas finalistasNúmero de superendividados no Brasil cresceu 75% em cinco anos, diz BCAssédio eleitoral aos trabalhadores é crime; veja como denunciarPolícia faz ação contra de exploração sexual de adolescentes no RioMovimentos sociais no Rio lembram vítimas da Operação ContençãoFlávio Bolsonaro cruza fronteira argentina e segue para o EquadorMega-Sena acumula novamente e prêmio vai a R$ 320 milhõesLula e eleitores idosos se emocionam em “festa de aniversário”Coordenador de campanha se diz surpreso com fuga de FlávioIndígenas relatam violência após resultado das eleiçõesMPSP passa a usar SmartSampa para combate ao crime organizadoGoverno alerta sobre notícias falsas relacionadas a programas sociaisEBC tem quatro jornalistas entre os finalistas do prêmio +AdmiradosApós vitória nas urnas, Lula vai retomar viagens internacionais“Ato vergonhoso”, diz Lula sobre fuga de Flávio BolsonaroFachin arquiva três investigações do inquérito das Fake NewsMinistro pede prisão de PM que atropelou motociclista em SCImprensa internacional repercute fuga de Flávio Bolsonaro do BrasilDólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoralJustiça proíbe deputada de incentivar demissão de opositoresPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas revela meio-campistas finalistasNúmero de superendividados no Brasil cresceu 75% em cinco anos, diz BCAssédio eleitoral aos trabalhadores é crime; veja como denunciar
Meio Ambiente

Aquecimento além de 1,5°C ameaça saúde, agricultura e economia

Desastres naturais, ondas de calor, secas históricas, chuvas intensas e perdas agrícolas são alguns dos eventos extremos que se tornarão frequentes em um planeta mais quente do que o esperado. A conclusão é de especialistas diante do anúncio das Nações Unidas nesta quarta-feira (2) de que o planeta deve ultrapassar o limite de 1,5º C de aquecimento nos próximos anos. Para o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Guimarães, a informação precisa ser tratada

Fonte: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil02 de setembro de 2026 às 23:1111 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Aquecimento além de 1,5°C ameaça saúde, agricultura e economia
Foto: Agência Brasil
Desastres naturais, ondas de calor, secas históricas, chuvas intensas e perdas agrícolas são alguns dos eventos extremos que se tornarão frequentes em um planeta mais quente do que o esperado. A conclusão é de especialistas diante do anúncio das Nações Unidas nesta quarta-feira (2) de que o planeta deve ultrapassar o limite de 1,5º C de aquecimento nos próximos anos.

Para o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Guimarães, a informação precisa ser tratada com a devida gravidade e provocar esforços urgentes para mudar o cenário.

“Hoje é um dia triste para a humanidade. Fomos derrotados por nós mesmos”, lamenta André.

E especialista diz que a humanidade pode redesenhar o próprio futuro neste planeta.

"Temos que reduzir urgentemente a queima de combustíveis fósseis, acabar com a conversão de florestas e mudar, de forma geral, nossa relação com a natureza”, complementa.

Em evento promovido pelo pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), a presidente do Comitê Diretor do Sistema Global de Observação do Clima (GCOS), da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Thelma Krug, disse que a dimensão e a duração do aquecimento determinarão o tamanho dos impactos sobre a sociedade e o meio ambiente.

Quanto mais quente e mais tempo o planeta permanecer acima do limite de 1,5ºC, maior será a necessidade de remoção de dióxido de carbono da atmosfera e mais difícil será reverter o aquecimento.

A temperatura global, segundo Thelma Krug, já está cerca de 1,37°C acima dos níveis pré-industriais, com avanço aproximado de 0,26°C por década.

“Fazendo uma conta bem rápida, teríamos três ou quatro anos para limitar o aquecimento, se continuarmos no ritmo atual de emissões”, explicou Thelma.

Prejuízos

O economista Sergio Margulis, especialista do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) e professor da PUC-Rio, destaca os prejuízos econômicos do aumento das temperaturas. Perdas em infraestrutura, agricultura, saúde e energia já representam 2% do PIB global.

Margulis indica que é preciso investir na transição energética agora, para não elevar ainda mais esses prejuízos.

“Hoje o mundo gasta uns 2 trilhões de dólares com descarbonização. Só que a gente precisa aumentar esse patamar para 5 trilhões ou até um pouco mais. Não tem como fugir disso”, analisa o economista.

Margulis também destaca que os governos precisarão ampliar os investimentos em adaptação, porém, o mais urgente é reduzir o problema na fonte.

“Adaptação não resolve o problema físico do aquecimento global. Temos que parar com as emissões. Os países não podem ficar esperando a reversão do clima para agir”, destacou.

O coordenador de política internacional do Observatório do Clima (OC), Claudio Angelo, reforça que o relatório da ONU é um alerta para impedir que a ultrapassagem de 1,5°C seja ainda maior.

“Abandonar o objetivo de devolver os termômetros a 1,5ºC não é uma opção; seria assinar um pacto coletivo de suicídio. Mas o pico e o declínio não ocorrerão enquanto países produtores de combustíveis fósseis olharem para essas indústrias como uma benesse em vez de uma maldição”, analisa Angelo.

“É preciso parar já a expansão fóssil no mundo, e a COP31, daqui a dois meses, é uma oportunidade de tomar essa decisão”, finaliza.

Mais em Meio Ambiente