Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS17 de julho de 2026
Com gol no último lance, Botafogo bate Santos na volta do BrasileirãoFim da Moratória da Soja pode ampliar destruição da AmazôniaMega-Sena acumula para R$ 35 milhões; confira os números sorteadosPGE-RJ cobra Grupo Master por prejuízo de R$ 640 mi ao RioprevidênciaMorre a demógrafa Elza Berquó, referência em estudos populacionaisBrasil vence anfitriã China e vai à final do Mundial de vôlei sentadoSetores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorroDólar encosta em R$ 5,10 com tarifaço e tensão globalTarifaço: Fachin diz que STF exercerá suas funções sem pressão externaPágina do TJRJ já teve 3,2 mil pedidos de medidas protetivas em 2026Espanha leva juventude e Argentina aposta em Messi na decisão da CopaEmpresário Thiago Brennand é condenado a 31 anos de prisão por estuproEntenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUASeleção brasileira de ginástica rítmica é convocada para MundialIncidência de VSR em crianças de até 2 anos está em queda, diz FiocruzSpray de pimenta para mulher é medida paliativa, diz promotoraBrasil encerra Jogos Parasul-Americanos com ouro no futebol de cegosMauro Vieira afirma que EUA queria abertura total sem contrapartidaSuframa cobra esclarecimentos após vazamento de gásAnvisa suspende venda de energético Mister HempCom gol no último lance, Botafogo bate Santos na volta do BrasileirãoFim da Moratória da Soja pode ampliar destruição da AmazôniaMega-Sena acumula para R$ 35 milhões; confira os números sorteadosPGE-RJ cobra Grupo Master por prejuízo de R$ 640 mi ao RioprevidênciaMorre a demógrafa Elza Berquó, referência em estudos populacionaisBrasil vence anfitriã China e vai à final do Mundial de vôlei sentadoSetores atingidos por tarifaço dos EUA terão novo plano de socorroDólar encosta em R$ 5,10 com tarifaço e tensão globalTarifaço: Fachin diz que STF exercerá suas funções sem pressão externaPágina do TJRJ já teve 3,2 mil pedidos de medidas protetivas em 2026Espanha leva juventude e Argentina aposta em Messi na decisão da CopaEmpresário Thiago Brennand é condenado a 31 anos de prisão por estuproEntenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUASeleção brasileira de ginástica rítmica é convocada para MundialIncidência de VSR em crianças de até 2 anos está em queda, diz FiocruzSpray de pimenta para mulher é medida paliativa, diz promotoraBrasil encerra Jogos Parasul-Americanos com ouro no futebol de cegosMauro Vieira afirma que EUA queria abertura total sem contrapartidaSuframa cobra esclarecimentos após vazamento de gásAnvisa suspende venda de energético Mister Hemp
Saúde

Desinformação sobre câncer de pele afeta diagnóstico, diz instituição

Pesquisadores da Fundação do Câncer afirmam que os bancos de dados oficiais sobre a doença no Brasil carecem de informações relevantes para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença que, só em 2023, matou a 5.588 pessoas no país. Ao analisar dados dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), do Integrador dos Registros Hospitalares de Câncer (IRHC) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade, epidemiologistas e estatísticos da instituição identificaram lacunas consideradas relevantes na def

Fonte: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil14 de abril de 2026 às 14:002 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Desinformação sobre câncer de pele afeta diagnóstico, diz instituição
Foto: Agência Brasil
Pesquisadores da Fundação do Câncer afirmam que os bancos de dados oficiais sobre a doença no Brasil carecem de informações relevantes para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença que, só em 2023, matou a 5.588 pessoas no país.

Ao analisar dados dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), do Integrador dos Registros Hospitalares de Câncer (IRHC) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade, epidemiologistas e estatísticos da instituição identificaram lacunas consideradas relevantes na definição de políticas públicas de prevenção. Entre elas, a falta de informações sobre raça e cor da pele (mais de 36% dos casos) e escolaridade (cerca de 26%) dos pacientes.

“As informações são importantes em um país como o nosso, onde a radiação ultravioleta é muito alta ou extremamente alta", afirma, em nota, o epidemiologista Alfredo Scaff, coordenador do estudo.

Segundo Scaff, os dados podem direcionar ações de prevenção e até auxiliar na detecção e no tratamento precoces do câncer de pele, contribuindo para a redução do diagnóstico tardio.

A Região Sudeste (ES, MG, RJ e SP) foi a que apresentou maior percentual de falta de informações sobre raça/cor da pele, tanto para casos de câncer de pele não melanoma (66,4%) quanto para o mais grave, porém mais raro, o melanoma (68,7%).

“Essa incompletude limita análises mais precisas sobre desigualdades raciais.”

A região Centro-Oeste (DF, GO, MS e MT) foi a que apresentou o maior percentual de falta de informação sobre escolaridade, tanto em casos de câncer não melanoma (74%) quanto do tipo melanoma (67%).

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o mais comum no Brasil.

Os principais tipos são os carcinomas basocelular (que atinge as células basais, localizadas na camada mais superficial da pele) e espinocelular (que se desenvolve nas chamadas células escamosas, também localizadas na epiderme). Já o melanoma, que se origina nos melanócitos (células produtoras de melanina), é menos frequente, mas apresenta maior agressividade e potencial de disseminação.

O Inca estima que, entre 2026 e 2028, devem ser registrados, anualmente, cerca de 263.282 novos casos de câncer de pele não melanoma e 9.360 de câncer melanoma. A previsão é que a maioria seja identificada na região Sul (PR, RS e SC) que, em 2024, apresentou as mais elevadas taxas de mortalidade por câncer de pele melanoma, sobretudo entre homens.

Estudo

Com base em dados oficiais do Inca, a Fundação do Câncer aponta, em estudo divulgado hoje (14), que, entre 2014 e 2023, foram registrados 452.162 casos de câncer de pele no Brasil.

A doença é mais comum entre pessoas a partir dos 50 anos de idade. O câncer de pele não melanoma vitima mais os homens, enquanto o do tipo melanoma afeta homens e mulheres indistintamente, em todas as regiões.

A exposição à radiação ultravioleta é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. O perigo varia conforme a cor da pele, sendo maior em indivíduos de pele clara, e depende da intensidade e do padrão de exposição solar. Outros fatores estão relacionados ao histórico familiar da doença, presença de pintas benignas com aparência irregular (nevos displásicos); múltiplos e histórico de queimaduras solares intensas e fatores de risco ocupacionais e ambientais, como a exposição a alguns produtos.

“Como a radiação ultravioleta é o principal fator de risco para o câncer de pele, logo vêm à mente das pessoas duas coisas: praia e protetor solar, mas esse não é o único meio de risco e proteção”, alerta Scaff.

“É prioritário pensarmos que pessoas que trabalham ao ar livre têm grande risco de desenvolver o câncer de pele, como garis, policiais, trabalhadores da construção civil e da agricultura, entre outros. O agro é muito forte no Brasil. Portanto, temos que pensar no protetor solar, mas também nos demais equipamentos de proteção individual, como blusas, chapéus e até óculos com proteção UV”, disse.

O pesquisador destacou ainda o risco da exposição a fontes artificiais, como câmeras de bronzeamento.

“Uma exposição intensa e intermitente, especialmente com queimaduras solares na infância e adolescência, aumenta o risco de melanoma, enquanto a exposição crônica está mais associada aos cânceres de pele não melanoma.”

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde, que ainda está analisando os resultados da pesquisa da Fundação do Câncer, e aguarda uma manifestação. Clique aqui para acessar o estudo completo.

Mais em Saúde