Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS29 de outubro de 2026
MPT vai à Justiça para que Meta apague postagens de assédio eleitoralAncelotti convoca seleção para amistosos contra Japão e SingapuraDívida pública fica em 82,9% do PIB, e déficit soma R$ 5,5 bilhõesInstituto prevê impacto fiscal de R$ 40 bilhões com promessas de LulaUnesco reconhece três lugares de memória da escravidão no BrasilIndígenas de MS denunciam casos de violência e ameaças após eleiçãoBrasil tem cinco regiões de recifes de corais costeiros sob ameaçaFachin arquiva mais cinco investigações do Inquérito das Fake NewsNa 17ª edição, Festival de Cinema Francês forma olhares no BrasilSob pressão de Trump, Cuba comemora aprovação na ONU contra bloqueioConsumo nos lares acumula alta de 2,70% até setembro, diz AbrasCondenado por lesão corporal contra mulher fica inelegível, decide TSEFuga e carta golpista ampliam isolamento de Flávio BolsonaroGoverno alerta que cadastramento para o Pix MEI ainda não começouDenúncias de assédio eleitoral no trabalho disparam 75% após 2º turnoCâmara Municipal de SP discute impeachment do prefeito Ricardo NunesEscolas públicas têm até sábado para regularizar pendências com FNDEGoverno autoriza contrato de R$ 30 bi para motoristas de aplicativosBiometria facial será obrigatória para usuários de telefonia móvelPerdão das dívidas de MEIs é medida fiscal “necessária”, diz ministroMPT vai à Justiça para que Meta apague postagens de assédio eleitoralAncelotti convoca seleção para amistosos contra Japão e SingapuraDívida pública fica em 82,9% do PIB, e déficit soma R$ 5,5 bilhõesInstituto prevê impacto fiscal de R$ 40 bilhões com promessas de LulaUnesco reconhece três lugares de memória da escravidão no BrasilIndígenas de MS denunciam casos de violência e ameaças após eleiçãoBrasil tem cinco regiões de recifes de corais costeiros sob ameaçaFachin arquiva mais cinco investigações do Inquérito das Fake NewsNa 17ª edição, Festival de Cinema Francês forma olhares no BrasilSob pressão de Trump, Cuba comemora aprovação na ONU contra bloqueioConsumo nos lares acumula alta de 2,70% até setembro, diz AbrasCondenado por lesão corporal contra mulher fica inelegível, decide TSEFuga e carta golpista ampliam isolamento de Flávio BolsonaroGoverno alerta que cadastramento para o Pix MEI ainda não começouDenúncias de assédio eleitoral no trabalho disparam 75% após 2º turnoCâmara Municipal de SP discute impeachment do prefeito Ricardo NunesEscolas públicas têm até sábado para regularizar pendências com FNDEGoverno autoriza contrato de R$ 30 bi para motoristas de aplicativosBiometria facial será obrigatória para usuários de telefonia móvelPerdão das dívidas de MEIs é medida fiscal “necessária”, diz ministro
Direitos Humanos

Indígenas de MS denunciam casos de violência e ameaças após eleição

Após o resultado das eleições presidenciais no domingo, indígenas da etnia Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul fizeram diversas denúncias de casos de violência que envolvem tentativas de assassinatos e até ameaça de envenenamento da água da comunidade.  Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ao menos cinco casos de assassinatos de indígenas na região desde sábado (24) estão sendo investigados.  Notícias relacionadas: Indígenas relatam envenenamento de água após reeleição de Lula. E

Fonte: Iara Balduino - Repórter da Agência Brasil29 de outubro de 2026 às 18:472 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Indígenas de MS denunciam casos de violência e ameaças após eleição
Foto: Agência Brasil
Após o resultado das eleições presidenciais no domingo, indígenas da etnia Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul fizeram diversas denúncias de casos de violência que envolvem tentativas de assassinatos e até ameaça de envenenamento da água da comunidade. 

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ao menos cinco casos de assassinatos de indígenas na região desde sábado (24) estão sendo investigados. 

O coordenador do Cimi em Mato Grosso do Sul, Matias Benno Rempel, diz que os indígenas relataram diversos casos de intimidações durante a eleição. “Caminhonetes que rodavam pelo território e algumas agressões aos indígenas para tentar causar pânico na comunidade e evitar que eles fossem votar”. 

Mas ele ressalta que a violência no estado é constante.

“Agora temos holofotes para a região. Mas o que aconteceu essa semana, as tentativas de assassinatos, elas ocorrem o tempo todo com a população indígena Guarani Kaiowá. Essa violência que está sendo chamada de violência pós eleitoral, ela é um componente permanente de milícias do campo”, disse. 

A Fundação Nacional do Índio (Funai), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) encaminharam pedidos ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal para investigar os casos. Um deles envolve um atropelamento de indígena de forma proposital na cidade de Coronel Sapucaia, no sudoeste do estado, na fronteira com o Paraguai. 

Segundo dados da Apib, entre 2022 e 2026, seis indígenas da etnia Guarani Kaiowá foram assassinados no estado de Mato Grosso do Sul.  

Envenenamento da água

Outra denúncia investigada pelo MPF é a de uma ameaça de envenenar a água usada pela comunidade em retaliação ao resultado da eleição presidencial.

Em um áudio que foi atribuído a um funcionário da prefeitura de Tacuru, no extremo sul do estado, o homem diz ao interlocutor que os indígenas deveriam ser mortos por terem votado no candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Na gravação ele fala: “ponha (sic) veneno na água, (vamos) matar essas praga na água”. 

Segundo o coordenador do departamento jurídico da Apib, Ricardo Terena, a água na região é difícil e as comunidades indígenas dependem de caminhões pipa. E após a divulgação dos áudios, muitos passaram a não consumir mais essa água. O MPF de Mato Grosso do Sul deu um prazo de 24 horas para que a prefeitura de Tacuru esclareça se os áudios são verdadeiros, quem é o autor das ameaças e quais medidas estão sendo tomadas. 

Mais em Direitos Humanos