Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS25 de julho de 2026
Mesários têm papel fundamental na garantia do processo eleitoralGuterres pede ajuda internacional para Síria devastada pela guerraCidade Amiga do Idoso reconhece políticas públicas municipaisMulheres negras exaltam Tereza de Benguela e cobram titulação de terraReforma tributária impulsiona doações de imóveis a herdeirosRede de Jornalistas Pretos oferece formação em segurança digitalMoraes revoga uso de tornozeleira para ex-prefeito de Belford RoxoCNDH manifesta preocupação com camelôs após Programa Tolerância ZeroUnicef mapeia cidades onde crianças estão expostas a riscos ambientaisDólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semanaReceita prevê arrecadar R$ 17,2 bilhões com IR sobre dividendosColetânea reúne poetas invisibilizadas ao longo de quatro séculosJustiça condena traficantes que mataram cantora Aline BorelAlison dos Santos fatura 1º ouro nos 400m no Troféu Brasil com recordeSubsídio de R$ 0,35 ao diesel não será retomado, diz ministroPresidente defende investimento nas Forças ArmadasTarifa de 37,5% dos EUA atinge US$ 6,6 bi em exportações do BrasilJustiça decreta prisão de casal suspeito de roubar e vender remédiosBolsonaro recorre para anular proibição de visita na prisão domiciliarAcordo com Arábia Saudita expõe contradição dos EUA na questão nuclearMesários têm papel fundamental na garantia do processo eleitoralGuterres pede ajuda internacional para Síria devastada pela guerraCidade Amiga do Idoso reconhece políticas públicas municipaisMulheres negras exaltam Tereza de Benguela e cobram titulação de terraReforma tributária impulsiona doações de imóveis a herdeirosRede de Jornalistas Pretos oferece formação em segurança digitalMoraes revoga uso de tornozeleira para ex-prefeito de Belford RoxoCNDH manifesta preocupação com camelôs após Programa Tolerância ZeroUnicef mapeia cidades onde crianças estão expostas a riscos ambientaisDólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semanaReceita prevê arrecadar R$ 17,2 bilhões com IR sobre dividendosColetânea reúne poetas invisibilizadas ao longo de quatro séculosJustiça condena traficantes que mataram cantora Aline BorelAlison dos Santos fatura 1º ouro nos 400m no Troféu Brasil com recordeSubsídio de R$ 0,35 ao diesel não será retomado, diz ministroPresidente defende investimento nas Forças ArmadasTarifa de 37,5% dos EUA atinge US$ 6,6 bi em exportações do BrasilJustiça decreta prisão de casal suspeito de roubar e vender remédiosBolsonaro recorre para anular proibição de visita na prisão domiciliarAcordo com Arábia Saudita expõe contradição dos EUA na questão nuclear
Direitos Humanos

Mulheres negras exaltam Tereza de Benguela e cobram titulação de terra

Neste sábado (25), é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, marco de reconhecimento da luta pelos direitos das mulheres negras. Desde 2014, o 25 de julho é também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola. Tereza de Benguela viveu no século 18 e se tornou líder do Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, depois que seu marido, José Piolho, foi assassinado por soldados do estado. Conhecida como “rainha Tereza”, ela l

Fonte: Sarah Quines - Repórter da Rádio Nacional25 de julho de 2026 às 14:322 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Mulheres negras exaltam Tereza de Benguela e cobram titulação de terra
Foto: Agência Brasil
Neste sábado (25), é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, marco de reconhecimento da luta pelos direitos das mulheres negras. Desde 2014, o 25 de julho é também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola.

Tereza de Benguela viveu no século 18 e se tornou líder do Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, depois que seu marido, José Piolho, foi assassinado por soldados do estado. Conhecida como “rainha Tereza”, ela liderou por 20 anos a comunidade de mais de 100 pessoas – entre indígenas e negros – que resistiu à escravidão até 1770. 
 

Tereza de Benguela
Tereza de Benguela liderou o Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso - Fundação Cultural Palmares - Governo Federal

Não se sabe se Tereza morreu em combate contra portugueses que invadiram o quilombo ou se ainda conseguiu viver mais alguns anos. Também é incerto o local onde nasceu – se em algum país do continente africano ou no Brasil. O que se sabe é que Tereza de Benguela tornou-se referência de luta e resistência para as mulheres negras do Brasil.

Leonor Costa, jornalista, pesquisadora em Direitos Humanos e militante do Movimento Negro Unificado, destaca o legado deixado pela líder quilombola. 

“Teresa de Benguela tem a nos ensinar que, diante da opressão, não há outra alternativa que não seja a luta, que não seja o enfrentamento de um sistema que oprime.”

Documentos históricos indicam que Tereza de Benguela governava o quilombo em um sistema semelhante ao de um Parlamento, com decisões tomadas coletivamente.

 Brasília - 25/07/2026 - Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas. Foto: Ester Cezar/ISA
Selma Dealdina Mbaye cobra urgência na titulação de terras quilombolas - Ester Cezar/ISA

Para Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas, a força da rainha Tereza está viva na luta das mulheres pelo direito à terra. Ela destaca a urgência da titulação de territórios quilombolas como pauta deste 25 de julho. 

"A maioria do público dos territórios quilombos é formada por mulheres e essas mulheres também anseiam ver os seus territórios titulados, livres de grilagem de terras, da exploração, da mineração, livre de todas as violências e violações."

Segundo ela, há o Brasil mais de 8 mil quilombos, que reúnem mais de 1,3 milhão de pessoas, em 24 estados e mais de 1,7 mil municípios. "Então, a gente tem um número significativo de pessoas nesses espaços e a gente precisa cada vez mais garantir esses territórios.”

Memória

Desde 2014, a dia 25 de julho foi instituído por lei como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data nacional soma-se ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado desde 1992, quando ocorreu o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana.

O evento contou com representantes de mais de 30 países, que denunciaram violências como o racismo e as desigualdades sofridas por mulheres negras e buscaram construir uma agenda coletiva de mobilização. 

No Brasil, desde 2013, ocorre o Julho das Pretas, iniciativa criada pelo Odara, Instituto da Mulher Negra de Salvador. Este ano, a agenda da 14ª edição reúne mais de 600 atividades espalhadas pelo país, organizadas por quase 300 coletivos ao longo do mês.
 

Entre as ações, está a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que exige justiça por Luana Barbosa, mulher negra e lésbica, espancada e morta há dez anos, depois de se recusar a ser revistada por policiais homens durante uma abordagem em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. 

Mais em Direitos Humanos