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Internacional

ONU: El Niño pode ser o mais forte dos últimos 40 anos

O El Niño pode ter intensidade sem precedentes e ultrapassar os padrões observados nas últimas quatro décadas, afirmou nesta quarta-feira (21) a diretora da agência meteorológica das Nações Unidas. O El Niño deve levar uma onda de calor para algumas regiões e abalar os padrões de chuva, provocando seca severa, enquanto em outras regiões ele pode causar inundações, disse Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial. Relatório Notícias relacionadas: Agência da ONU diz que

Fonte: Olivia Le Poidevin - Repórter da Reuters*21 de outubro de 2026 às 13:492 visualizações
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ONU: El Niño pode ser o mais forte dos últimos 40 anos
Foto: Agência Brasil
O El Niño pode ter intensidade sem precedentes e ultrapassar os padrões observados nas últimas quatro décadas, afirmou nesta quarta-feira (21) a diretora da agência meteorológica das Nações Unidas.

O El Niño deve levar uma onda de calor para algumas regiões e abalar os padrões de chuva, provocando seca severa, enquanto em outras regiões ele pode causar inundações, disse Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial.

Relatório

O aquecimento global deve ser mais intenso que as projeções anteriores, mesmo no cenário mais otimista, com as temperaturas médias subindo para 1,7 a 1,8 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais até meados do século, segundo relatório da ONU divulgado hoje.

Apesar da rápida expansão das energias renováveis e das políticas climáticas que estão reduzindo as emissões em muitos países, o relatório mostrou que ainda são necessárias reduções “urgentes e rigorosas” para alcançar o melhor cenário possível.

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) indicou que as emissões de gases de efeito estufa precisariam cair 18% em relação aos níveis de 2025 até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040. Os planos nacionais atuais reduziriam as emissões em apenas 5% a 8% até 2030 e 11% a 15% até 2035.

O relatório projetou um aquecimento global de 2,8 graus Celsius até o ano de 2100 sob as políticas atuais, ou 2,6 °C caso os países implementem integralmente os compromissos climáticos existentes. Ambas as estimativas são superiores às projeções do ano passado, refletindo a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e as avaliações revisadas das emissões históricas.

Enquanto os países se preparam para a próxima rodada de negociações climáticas na Turquia, a COP31, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que é crucial não desistir dos esforços para conter as emissões que estão causando inundações, incêndios e outros desastres naturais.

“Ultrapassar a meta não significa desistir. Ainda podemos manter esse aumento o menor e mais curto possível – e fazer com que as temperaturas voltem a ficar abaixo de 1,5 grau até o final do século”, disse ele.

De acordo com o Acordo de Paris de 2015, os países concordaram em tentar manter o aumento médio da temperatura bem abaixo de 2 graus e, preferencialmente, em 1,5°C.

Como limitar o aquecimento a 1,5°C sem ultrapassagem ou com ultrapassagem limitada não é mais considerado possível, o Pnuma disse que seu novo cenário de ultrapassagem, “mais baixo possível”, oferece cerca de 50% de chance de que as temperaturas possam retornar a 1,5°C ou menos até 2100.

O relatório indicou ainda que os planos climáticos apresentados desde o ano passado praticamente não alteraram as projeções de aquecimento futuro e que o retorno à meta de 1,5°C dependeria da remoção de carbono em grande escala, cuja viabilidade é incerta.

*Reportagem adicional de Simon Jessop

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

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