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Direitos Humanos

Pedreiros são mortos em operação da PM em São Gonçalo, no RJ

Dois pedreiros que se deslocavam para o trabalho foram mortos durante uma operação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (27). O caso ocorreu no Jardim Catarina, na cidade de São Gonçalo, na região metropolitana da capital fluminense. Segundo a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, “informações divulgadas até agora apontam que os trabalhadores foram confundidos com criminosos enquanto carreg

Fonte: Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil27 de maio de 2026 às 19:179 visualizações
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Dois pedreiros que se deslocavam para o trabalho foram mortos durante uma operação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (27). O caso ocorreu no Jardim Catarina, na cidade de São Gonçalo, na região metropolitana da capital fluminense.

Segundo a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, “informações divulgadas até agora apontam que os trabalhadores foram confundidos com criminosos enquanto carregavam ferramentas de trabalho e marmitas”.

“O caso exige investigação rigorosa, perícia técnica imediata e divulgação das imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos. É inadmissível que trabalhadores sejam mortos pelo Estado enquanto saem para garantir o sustento de suas famílias”, afirma a deputada Dani Monteiro, presidente da Comissão.

Os mortos foram identificados como Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis. A Comissão se solidarizou com as famílias das vítimas e anunciou que acompanhará as investigações.

Em nota, a Polícia Militar disse que pretende "averiguar todas as circunstâncias na qual policiais atingiram dois homens em uma motocicleta". 

"A corporação lamenta a morte de Marcelo da Cruz Silva e de Edivan Felipe de Assis e ressalta que preza pela transparência de suas ações colaborando integralmente com as investigações do caso". 

O local foi isolado, e a Polícia Civil também investiga o caso, por meio da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).

Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, os policiais militares envolvidos na ocorrência e testemunhas já estão sendo ouvidos na delegacia, e as armas dos agentes foram apreendidas para confronto balístico.

A corporação afirma que já requisitou as imagens das câmeras corporais e realizou perícia no local. Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde também serão periciados.

No fim da manhã, parentes das vítimas e moradores da localidade tentaram bloquear um trecho BR-101, próximo ao Jardim Catarina, como forma de protesto. A manifestação, porém, foi dispersada pela própria PM, com spray de pimenta e balas de borracha.

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