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Cultura

Radio Nacional celebra 90 anos com memória e digitalização

O segundo dia do 7º Simpósio da Rádio Nacional realizado na quinta-feira, 21 reuniu pesquisadores, gestores de acervo, especialistas em rádio digital e representantes de emissoras públicas e privadas em torno de um debate urgente: como preservar a memória radiofônica brasileira e, ao mesmo tempo, projetar o rádio para o futuro digital. Celebrando os 90 anos da Rádio Nacional, o encontro mostrou que o rádio continua vivo, reinventando-se entre plataformas digitais, inteligência artificial, podcas

Fonte: Anna Karina de Carvalho - Repórter da Agência Brasil22 de maio de 2026 às 13:193 visualizações
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Radio Nacional celebra 90 anos com memória e digitalização
Foto: Agência Brasil
O segundo dia do 7º Simpósio da Rádio Nacional realizado na quinta-feira, 21 reuniu pesquisadores, gestores de acervo, especialistas em rádio digital e representantes de emissoras públicas e privadas em torno de um debate urgente: como preservar a memória radiofônica brasileira e, ao mesmo tempo, projetar o rádio para o futuro digital.

Celebrando os 90 anos da Rádio Nacional, o encontro mostrou que o rádio continua vivo, reinventando-se entre plataformas digitais, inteligência artificial, podcasts, transmissão multiplataforma e novos modelos de consumo de áudio. Ao longo das mesas “Memória, mercado e transformação digital”, os participantes destacaram que preservar acervos históricos é também garantir futuro, identidade cultural e acesso democrático à informação.

Brasília (DF), 06/04/2026 - Sem fronteiras, Rádio Nacional completa 90 anos com uma das maiores estruturas de radiodifusão da América Latina. Arte/Agência Brasil
 Arte/Agência Brasil

Na primeira mesa, “Importância histórica dos acervos das emissoras públicas e privadas: como preservar e ativar?”, o presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ), Cesar Miranda Ribeiro, destacou a dimensão histórica do acervo da Rádio Nacional e a relação direta da emissora com a formação do próprio museu.

“Eu considero que fora da Rádio Nacional é o maior acervo que se tem conosco lá desde a década de 70”, afirmou.

O presidente do MIS contextualizou a inauguração da nova sede do museu em Copacabana e lembrou que boa parte da memória cultural brasileira preservada pela instituição nasceu justamente da relação com a Rádio Nacional.

Segundo ele, o MIS possui atualmente mais de 53 mil itens doados, entre partituras, documentos iconográficos, acetatos e LPs. “Isso é muito importante porque às vezes vem complementar a própria preservação que a Rádio Nacional faz do seu conteúdo”, destacou.

Uma pesquisa publicada pela jornalista e doutoranda Akemi Nitahara também reforça a ligação histórica entre o MIS e a Rádio Nacional, apontando que parte significativa da memória da emissora está sob guarda do museu’’Principal emissora da Época de Ouro do Rádio no Brasil, a Rádio Nacional tem lugar de destaque no acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS). Com papel fundamental na difusão e consolidação da cultura nacional, bem como nos primórdios da cultura de massa e da indústria cultural no país, a emissora teve papel fundamental na história da radiodifusão brasileira e seu acervo continua de grande relevância para a academia e a cultura nacionais’’

A gerente de acervo da EBC, Maria Carnevale, apresentou os desafios da digitalização do acervo da Empresa Brasil de Comunicação e defendeu que tecnologia e preservação precisam caminhar juntas.

Ela explicou que a preservação de um acervo exige critérios rigorosos de seleção e catalogação: “Você produz e guarda para o outro. Isso não pode ser perdido de vista”, afirmou.

Maria também detalhou os processos de digitalização, transcrição e organização de dados desenvolvidos pela EBC, incluindo o uso de inteligência artificial para acelerar pesquisas históricas.

“Não existe mágica nem receita de bolo. A tecnologia ajuda, mas existe um esforço humano enorme de revisão e tratamento”, ressaltou.

Durante a apresentação, a gerente revelou números impressionantes do acervo da EBC: são 7.280 fitas de rolo arquivadas entre Rio de Janeiro e Brasília, além de 5.969 acetatos, 3.319 cópias em CD e mais de 153 mil páginas de roteiros de radionovelas.

Segundo ela, o acervo digitalizado atualmente corresponde a 28,2% do total. Maria também explicou a criação de sistemas específicos de armazenamento e metadados, fundamentais para localizar e reutilizar conteúdos históricos: “Você tem que sempre informar quem, o quê, quando e onde. Sem informação, identificar esse material depois é muito difícil”, observou.

Ao final do debate, ela resumiu a essência do simpósio: conectar passado e futuro: “A primeira parte celebrou exatamente a história, o passado, os problemas e desafios. E a segunda mesa traz o olhar do futuro”, disse.

Na mesa sobre novas formas para emissoras de rádio no universo digital, a coordenadora artística da Rádio Globo, Thays Gripp, apresentou a transformação da emissora e a estratégia de aproximação com novos públicos.

Durante a explanação, Thays relembrou como a rádio GLOBO passou por uma reformulação profunda e hoje atua de maneira integrada com plataformas digitais, TV, redes sociais, podcasts e transmissões online: “A Rádio Globo hoje está em todas as plataformas de mídia”, afirmou.

Thays destacou ainda como a emissora passou a dialogar com o público jovem e popular, usando pesquisas digitais constantes para entender hábitos de consumo e preferências musicais.

“Qualquer mudança que a gente vai fazer na rádio, a gente pergunta para o nosso público”, explicou. 

A transformação digital do rádio também esteve no centro da fala de Bruno Pinheiro, da Ozen FM,  que discutiu como podcasts, inteligência artificial e distribuição digital estão mudando o consumo de áudio: “Hoje existem muitas ferramentas disponíveis. O rádio já pode ser mensurado no digital”, destacou.

Bruno explicou como plataformas desenvolvidas pela empresa utilizam IA para identificar, extrair e distribuir automaticamente conteúdos radiofônicos em formato de podcast.

Segundo ele, o rádio encontrou diferentes caminhos na era digital: enquanto algumas emissoras apostaram em câmeras e transmissões em vídeo, outras priorizaram a descentralização do conteúdo em plataformas de áudio: “O podcast falado, bem editado, é um herdeiro daquele antigo rádio AM”, afirmou.

A pesquisadora Juliana Paiva também participou do debate sobre rádio 3.0 e novas métricas de audiência, discutindo formas de compreender o comportamento do ouvinte em múltiplas plataformas.

Representando a Sputnik Brasil, Gilberto Ramos falou sobre o alcance internacional da agência estatal russa e o papel estratégico do rádio como ferramenta democrática de comunicação: “A rádio chega em locais onde outras plataformas não chegam”, afirmou.

Gilberto destacou que a Sputnik atua em mais de 40 países e 32 idiomas, com equipes espalhadas por diversos continentes: “A mídia é uma plataforma de soft power. Difundir cultura de forma plural é fundamental”, disse.

Ao refletir sobre o futuro do rádio, ele reforçou que o meio segue relevante mesmo diante da expansão digital: “Quem falava que o rádio iria acabar errou redondamente”, declarou.

Serviço:

Programação: https://doity.com.br/7-simposio-nacional-do-radio/blog/programacao

Ao vivo no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=KcEyi0_OGB0

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