Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS28 de julho de 2026
Galípolo recebe presidente do BRB em meio a demora em resgateBrasil aciona OMC contra tarifas impostas pelos Estados UnidosRemédio injetável que previne HIV pode entrar no SUS até o fim o anoForças de segurança do RJ terão de fazer recadastramento de armasSaiba como vai funcionar a biometria nas eleições deste anoSP: Defesa Civil reforça ajuda a locais atingidos por temporaisEmpreender na terceira idade triplica renda, mostra estudo do SebraeBrasil precisa garantir contrapartidas para receber data centersInfecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avançosMoraes pede explicações após falhas na tornozeleira de Débora do BatomDólar fecha no maior valor em duas semanas com queda no petróleoFlip 2026 reúne 40 mil pessoas, aumento de 14% em relação a 2025Pesquisa aponta lacuna entre conhecimento e uso de PrEP contra o HIVJustiça garante resgate de investimentos do Rioprevidência no MasterNovo oficializa a candidatura de Romeu Zema à presidência da RepúblicaCorpo do ministro aposentado Octavio Galotti é velado no STFBrasil ampliará esforços por acordo entre Mercosul e Coreia do SulAcesso à saúde reduz histórias de perdas em comunidade do AmazonasCapivara é morta com flechada na represa de Guarapiranga em SPUnesco reconhece Teatros da Amazônia como Patrimônio Mundial CulturalGalípolo recebe presidente do BRB em meio a demora em resgateBrasil aciona OMC contra tarifas impostas pelos Estados UnidosRemédio injetável que previne HIV pode entrar no SUS até o fim o anoForças de segurança do RJ terão de fazer recadastramento de armasSaiba como vai funcionar a biometria nas eleições deste anoSP: Defesa Civil reforça ajuda a locais atingidos por temporaisEmpreender na terceira idade triplica renda, mostra estudo do SebraeBrasil precisa garantir contrapartidas para receber data centersInfecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avançosMoraes pede explicações após falhas na tornozeleira de Débora do BatomDólar fecha no maior valor em duas semanas com queda no petróleoFlip 2026 reúne 40 mil pessoas, aumento de 14% em relação a 2025Pesquisa aponta lacuna entre conhecimento e uso de PrEP contra o HIVJustiça garante resgate de investimentos do Rioprevidência no MasterNovo oficializa a candidatura de Romeu Zema à presidência da RepúblicaCorpo do ministro aposentado Octavio Galotti é velado no STFBrasil ampliará esforços por acordo entre Mercosul e Coreia do SulAcesso à saúde reduz histórias de perdas em comunidade do AmazonasCapivara é morta com flechada na represa de Guarapiranga em SPUnesco reconhece Teatros da Amazônia como Patrimônio Mundial Cultural
Meio Ambiente

Situação dos oceanos é grave e demanda ação global urgente, diz ONU

Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nessa segunda-feira (8), concluiu que a situação dos oceanos é grave e demanda respostas urgentes e coordenadas entre governos, pesquisadores, setor privado, organismos multilaterais e comunidades costeiras. O terceiro ciclo da Avaliação Mundial dos Oceanos (WOA-3, na sigla em inglês), principal análise multidisciplinar sobre o estado dos oceanos, reuniu mais de 550 cientistas e outros especialistas de 86 países. Os dados do WOA-3 refer

Fonte: Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil09 de junho de 2026 às 21:156 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Situação dos oceanos é grave e demanda ação global urgente, diz ONU
Foto: Agência Brasil
Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nessa segunda-feira (8), concluiu que a situação dos oceanos é grave e demanda respostas urgentes e coordenadas entre governos, pesquisadores, setor privado, organismos multilaterais e comunidades costeiras.

O terceiro ciclo da Avaliação Mundial dos Oceanos (WOA-3, na sigla em inglês), principal análise multidisciplinar sobre o estado dos oceanos, reuniu mais de 550 cientistas e outros especialistas de 86 países. Os dados do WOA-3 referem-se principalmente ao período entre 2018 e 2023.

O documento alerta que diversos indicadores críticos da saúde do oceano pioraram significativamente desde a última edição do estudo, publicada em 2022, incluindo aquecimento, elevação do nível do mar, perda de gelo polar, biodiversidade, pesca e poluição marinha. Essa é a versão mais extensa desde que a série de relatórios foi lançada em 2017.

O relatório destaca deslocamento de espécies marinhas para águas mais frias; impactos crescentes das ondas de calor marinhas sobre a pesca; e vulnerabilidade crescente de comunidades costeiras dependentes do oceano.

“O oceano é o principal amortecedor da crise climática, mas os sinais de estresse estão se tornando cada vez mais evidentes prejudicando sua atuação na regulação climática”, afirmou o professor Ronaldo Christofoletti, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um dos coautores brasileiros do relatório.

Os impactos para o Brasil incluem maior vulnerabilidade costeira, riscos para cidades litorâneas, pressão sobre pesca e aumento de eventos extremos associados ao Atlântico tropical.

“O que vemos no novo relatório é que fenômenos antes considerados excepcionais estão se tornando recorrentes, inclusive com impactos potenciais para o litoral brasileiro, para a pesca, para os recifes de coral e para as populações costeiras”, explicou o professor.

O WOA-3 mostrou que o oceano entrou em uma fase de aquecimento acelerado e que fenômenos climáticos extremos passaram a acontecer em ritmo maior em ambiente marinho nos últimos anos.

Segundo o relatório, a taxa de elevação do nível médio global do mar atingiu 4,3 milímetro (mm) por ano no período entre 2013 e 2023. No relatório anterior, que tinha como base o período entre 1993 e 2018, a taxa de elevação era de aproximadamente 3,2 mm/ano.

Houve ainda agravamento das mudanças nos oceanos polares, com queda acelerada após 2016, atingindo níveis recordes de degelo nos anos de 2022, 2023, 2024 e 2025. Os especialistas alertam que mudanças no gelo polar têm impactos globais sobre circulação oceânica, clima, biodiversidade e elevação do nível do mar.

O documento apontou forte expansão dos impactos da poluição plástica sobre a biodiversidade marinha. Enquanto o relatório anterior registrava cerca de 1,4 mil espécies afetadas por plástico, o novo estudo aponta mais de 4 mil espécies impactadas.

Os especialistas alertam que a poluição plástica deixou de ser apenas um problema costeiro ou visual e passou a representar ameaça crescente para a biodiversidade, alimentação e saúde ambiental global. Segundo Ronaldo Christofoletti, no Brasil, o problema tem relação direta com saneamento insuficiente, resíduos urbanos, poluição costeira e contaminação de praias e rios.

Além disso, a pesca e a segurança alimentar continuam sob pressão crescente. O relatório anterior apontava que cerca de 64,6% dos estoques pesqueiros permaneciam biologicamente sustentáveis em 2019. O documento mais recente mostra queda para 62,3% em 2021.

Mais em Meio Ambiente