Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS31 de maio de 2026
Caso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique entra no sétimo diaEmbrapa cria calcário mais nutritivo resistente à umidade e ao ventoRádio MEC estreia Damas do Jazz, série apresentada por Ruy CastroGoverno paga R$ 12 mil a projetos para jovens em áreas vulneráveisPaciente em SP com suspeita de ebola testa positivo para meningitePesquisadores querem criar índice para “traduzir” estresse ambientalMega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 16 milhõesColômbia vai às urnas neste domingo para eleger próximo presidenteNovas tecnologias ajudam brigadistas a proteger o Cerrado de incêndiosEBC e MinC assinam acordo para integrar acervo ao Tela BrasilEdital da EBC seleciona programas da RNCP para exibir nas rádiosPrograma Conversa com o Autor, da Rádio MEC, recebe Luize ValenteA cultura faz a gente "enxergar mais longe", defende LulaGoverno prorroga descontos no querosene de aviação e no biodieselAncelotti define seleção para jogo com Panamá e garante Neymar na CopaDesenrola Brasil: saiba como usar FGTS para pagar dívidas em atrasoTela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obrasSão Paulo investiga caso suspeito de ebola em homem de 37 anosFestival na periferia do DF traz hip hop contra escala 6x1Embrapa produz em laboratório salmão, caviar e anéis de lula veganosCaso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique entra no sétimo diaEmbrapa cria calcário mais nutritivo resistente à umidade e ao ventoRádio MEC estreia Damas do Jazz, série apresentada por Ruy CastroGoverno paga R$ 12 mil a projetos para jovens em áreas vulneráveisPaciente em SP com suspeita de ebola testa positivo para meningitePesquisadores querem criar índice para “traduzir” estresse ambientalMega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 16 milhõesColômbia vai às urnas neste domingo para eleger próximo presidenteNovas tecnologias ajudam brigadistas a proteger o Cerrado de incêndiosEBC e MinC assinam acordo para integrar acervo ao Tela BrasilEdital da EBC seleciona programas da RNCP para exibir nas rádiosPrograma Conversa com o Autor, da Rádio MEC, recebe Luize ValenteA cultura faz a gente "enxergar mais longe", defende LulaGoverno prorroga descontos no querosene de aviação e no biodieselAncelotti define seleção para jogo com Panamá e garante Neymar na CopaDesenrola Brasil: saiba como usar FGTS para pagar dívidas em atrasoTela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obrasSão Paulo investiga caso suspeito de ebola em homem de 37 anosFestival na periferia do DF traz hip hop contra escala 6x1Embrapa produz em laboratório salmão, caviar e anéis de lula veganos
Direitos Humanos

Anistia Internacional pede resposta pela morte de Mãe Bernadete

A condenação dos réus pelo assassinato da líder quilombola e ialorixá Mãe Bernadete é a oportunidade de o Brasil firmar um pacto com a proteção de defensores de direitos humanos, afirmou nesta terça-feira (14) a Anistia Internacional. Hoje deve ser o último dia do júri popular de Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, acusados pela execução de Maria Bernadete Pacífico, em 2023, no município baiano de Simões Filho. Notícias relacionadas: Julgamento de réus pela morte de mãe Bernadet

Fonte: Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil14 de abril de 2026 às 15:212 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Anistia Internacional pede resposta pela morte de Mãe Bernadete
Foto: Agência Brasil
A condenação dos réus pelo assassinato da líder quilombola e ialorixá Mãe Bernadete é a oportunidade de o Brasil firmar um pacto com a proteção de defensores de direitos humanos, afirmou nesta terça-feira (14) a Anistia Internacional.

Hoje deve ser o último dia do júri popular de Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, acusados pela execução de Maria Bernadete Pacífico, em 2023, no município baiano de Simões Filho.

“O Brasil tem hoje a oportunidade de firmar um pacto com a proteção de defensores e defensoras de direitos humanos. Hoje é o último dia do júri. Este julgamento é um teste do compromisso do Estado com a proteção de quem defende direitos”, disse a organização em sua página em uma rede social.

Para a Anistia, o caso vem se desenrolando com atraso e é preciso que o poder público dê uma resposta à altura. 

“Justiça por Mãe Bernadete é justiça para comunidades quilombolas em todo o país. Após anos de ameaças denunciadas e ignoradas, a resposta precisa estar à altura da gravidade do crime. Porque justiça para Mãe Bernadete é também justiça para as comunidades quilombolas em todo o país”, afirmou a organização.

Mãe Bernadete foi assassinada aos 72 anos, com 25 tiros dentro de casa, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. O assassinato aconteceu no dia 17 de agosto de 2023, após homens armados invadirem a comunidade, mantendo familiares reféns e executando a ialorixá. 

Ela era uma das lideranças da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas e uma voz ativa na defesa do território, na luta contra o racismo e na busca por respostas pela morte de seu filho, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, assassinado em 2017, por defender as mesmas bandeiras da matriarca.

O assassinato da líder quilombola e referência do candomblé baiano ocorreu mesmo depois de a vítima denunciar frequentes ameaças. Ela, inclusive, fazia parte do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Os réus Arielson e Marílio são acusados de cometer o crime de homicídio qualificado cometido por motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito, contra a líder quilombola. Arielson também responderá pelo crime de roubo. 

Julgamento

A sessão teve início nesta segunda-feira (13), após ter sido adiada.  Em razão da repercussão do caso, o Tribunal de Justiça (2º grau) julgou a favor do desaforamento do processo, trocando o foro onde ocorre o julgamento – para o Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.  

Hoje será a vez do debate entre acusação e defesa no plenário. A sessão é conduzida pela Juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos. Na parte da manhã, houve a apresentação das alegações finais por parte do Ministério Público (MP) da Bahia.

Na sequência a defesa tem até 2 horas e 30 minutos para expor seus argumentos. Caso seja necessário, pode haver réplica e tréplica, também com até 2 horas de duração cada. 

Ontem (13), antes do início do julgamento, ocorreu o sorteio dos sete jurados para compor o conselho de sentença. Cabe aos jurados decidir o mérito da causa, condenando ou absolvendo o(s) acusado(s).  Na sequência, foram ouvidas as testemunhas do caso e um dos réus, Arielson, já que Marílio está foragido.

As outras três pessoas denunciadas pelo MP baiano, Josevan Dionísio dos Santos, Sérgio Ferreira de Jesus e Ydney Carlos dos Santos de Jesus - este último também acusado de ser mandante do crime, ainda não tem data para serem julgados.

Mais em Direitos Humanos