Portal Espaço Notícias
AGORA23 de junho de 2026
Prefeitura de Sumaré descredencia escola infantil conveniada ao PROEBPetrobras fecha acordo para exploração de petróleo no Golfo do MéxicoGoverno inaugura primeira etapa da rodovia na Serra das Araras, no RioINSS amplia exigência de biometria para concessão de benefíciosFilme resgata campanha histórica da seleção feminina em 1988Correios divulgam selecionados para Programa Jovem Aprendiz 2026TV Brasil estreia série de humor com Heloísa Périssé e Pretha SousaAnvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mamaAnvisa aprova medicamento não hormonal contra sintomas da menopausaOperação na zona sul do Rio tem 6 presos e homem baleado em ônibusOperação da Polícia Civil investiga descontos em benefícios do DFAntes estigmatizado, Pajubá guarda memória da resistência LGBTQIA+Com dúvida na direita, Brasil encerra preparação para encarar EscóciaCNJ adia para agosto análise de regras sobre aposentadoria compulsóriaCom foco no El Niño, IBGE apresenta ferramenta para prevenir desastresBC: "melhores práticas" recomendam não reagir a choques de ofertaSambistas debatem políticas públicas para trabalhadoras na culturaGoverno enviará projeto à Câmara para aumentar limite do MEIFrança: 40 pessoas morrem afogadas em meio a onda de calorConselho Nacional de Educação atualiza regras do ensino integralPrefeitura de Sumaré descredencia escola infantil conveniada ao PROEBPetrobras fecha acordo para exploração de petróleo no Golfo do MéxicoGoverno inaugura primeira etapa da rodovia na Serra das Araras, no RioINSS amplia exigência de biometria para concessão de benefíciosFilme resgata campanha histórica da seleção feminina em 1988Correios divulgam selecionados para Programa Jovem Aprendiz 2026TV Brasil estreia série de humor com Heloísa Périssé e Pretha SousaAnvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mamaAnvisa aprova medicamento não hormonal contra sintomas da menopausaOperação na zona sul do Rio tem 6 presos e homem baleado em ônibusOperação da Polícia Civil investiga descontos em benefícios do DFAntes estigmatizado, Pajubá guarda memória da resistência LGBTQIA+Com dúvida na direita, Brasil encerra preparação para encarar EscóciaCNJ adia para agosto análise de regras sobre aposentadoria compulsóriaCom foco no El Niño, IBGE apresenta ferramenta para prevenir desastresBC: "melhores práticas" recomendam não reagir a choques de ofertaSambistas debatem políticas públicas para trabalhadoras na culturaGoverno enviará projeto à Câmara para aumentar limite do MEIFrança: 40 pessoas morrem afogadas em meio a onda de calorConselho Nacional de Educação atualiza regras do ensino integral
Direitos Humanos

Antes estigmatizado, Pajubá guarda memória da resistência LGBTQIA+

Com quase um século de registros, a linguagem Pajubá constitui uma importante ferramenta de proteção e comunicação para a comunidade LGBTQIA+, principalmente entre pessoas transgêneras e travestis, sobretudo negras. Em meio ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Museu da Diversidade Sexual (MDS) promove, nesta quinta-feira (25), uma discussão aberta para todos os públicos sobre o reconhecimento da linguagem Pajubá como patrimônio linguístico. Notícias relacionadas: Governo lança campanha de visibilidade

Fonte: Matheus Crobelatti*23 de junho de 2026 às 12:380 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Antes estigmatizado, Pajubá guarda memória da resistência LGBTQIA+
Foto: Agência Brasil
Com quase um século de registros, a linguagem Pajubá constitui uma importante ferramenta de proteção e comunicação para a comunidade LGBTQIA+, principalmente entre pessoas transgêneras e travestis, sobretudo negras.

Em meio ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Museu da Diversidade Sexual (MDS) promove, nesta quinta-feira (25), uma discussão aberta para todos os públicos sobre o reconhecimento da linguagem Pajubá como patrimônio linguístico.

Esta linguagem foi criada para cifrar conversas da comunidade e ganhou força durante o período da Ditadura Militar. O vocabulário incorpora termos de línguas africanas, como o iorubá e o banto, além de contribuições do francês, italiano, espanhol e inglês. A palavra “pajubá”, inclusive, significa segredo, conversa ou novidade em iorubá.

Por muito tempo, contudo, a linguagem foi estigmatizada por ser amplamente utilizada por trabalhadoras sexuais travestis, segundo conta Amara Moira, escritora e curadora da Masterclass Pajubá:

“A própria comunidade, muitas vezes, olhou para essa linguagem como uma língua de marginais e fazia questão de se distanciar. Hoje, a gente pode sentir orgulho dela, mas é importante pensar que até algum tempo atrás essa era uma linguagem estigmatizada”.

Ao longo do tempo, à medida em que a discriminação contra pessoas LGBTQIA+ diminuiu, a língua Pajubá começou a entrar em desuso. As gerações mais novas pararam de utilizá-la, o que contribuiu para seu esquecimento.

Memória

Amara argumenta que a linguagem precisa ser relembrada porque representa um importante recorte da vida da comunidade LGBTQIA+.

“Olhar para essas palavras é também pensar o que estava no horizonte e quais eram as necessidades e urgências [da comunidade]. Além disso, vai mostrando como a nossa imaginação operava e documentando a transformação dos momentos e das épocas,” explica.

Nos últimos anos, a linguagem Pajubá tem ressurgido por meio de produções artísticas. “Acho que o novo caminho para o Pajubá pode ser justamente esse, com o cinema, o teatro, a música e a literatura”, acredita Amara.

O encontro começa às 19h, no Centro de Empreendedorismo e Pesquisa do museu. Rua do Arouche, 24, na República.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior.

Mais em Direitos Humanos