Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS09 de junho de 2026
TSE adia decisão sobre suspensão de pesquisa de voto para presidenteAto em SP pede manutenção de norma sobre aborto em casos de estuproToffoli toma posse no TSE e diz que Justiça não decide eleiçãoMorre aos 86 anos o cineasta Orlando Senna, referência do audiovisualCFM lança sistema de IA para ampliar fiscalização do ato médicoSenado aprova proteção a trabalhadores resgatados de trabalho escravoTambém penta, seleção de futebol de cegos terá filme exibido nos EUACCJ da Câmara adia análise da PEC da redução da maioridade penalRioprevidência anuncia reversão de recursos de custeio para benefíciosPesquisas sobre saúde da mulher terão investimentos de R$ 60 milhõesSenadores criticam falta de dados sobre socorro bilionário ao BRBMP pede medida de prevenção de impacto do EL Niño na Baixada SantistaSituação dos oceanos é grave e demanda ação global urgente, diz ONUSTJ relativiza estupro de vulnerável e mantém absolvição de acusadoSTJ nega habeas corpus para influenciadora Deolane BezerraCristiano Ronaldo e Lionel Messi preparam "última dança" na CopaGoverno prevê aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%MEC libera consulta a vagas no ensino superior pelo Sisu+Com Ederson, Brasil reúne representantes de 78 clubes em CopasBRB precisa de R$ 8,8 bilhões para fazer frente a perdas com o MasterTSE adia decisão sobre suspensão de pesquisa de voto para presidenteAto em SP pede manutenção de norma sobre aborto em casos de estuproToffoli toma posse no TSE e diz que Justiça não decide eleiçãoMorre aos 86 anos o cineasta Orlando Senna, referência do audiovisualCFM lança sistema de IA para ampliar fiscalização do ato médicoSenado aprova proteção a trabalhadores resgatados de trabalho escravoTambém penta, seleção de futebol de cegos terá filme exibido nos EUACCJ da Câmara adia análise da PEC da redução da maioridade penalRioprevidência anuncia reversão de recursos de custeio para benefíciosPesquisas sobre saúde da mulher terão investimentos de R$ 60 milhõesSenadores criticam falta de dados sobre socorro bilionário ao BRBMP pede medida de prevenção de impacto do EL Niño na Baixada SantistaSituação dos oceanos é grave e demanda ação global urgente, diz ONUSTJ relativiza estupro de vulnerável e mantém absolvição de acusadoSTJ nega habeas corpus para influenciadora Deolane BezerraCristiano Ronaldo e Lionel Messi preparam "última dança" na CopaGoverno prevê aumento de etanol na gasolina de 30% para até 32%MEC libera consulta a vagas no ensino superior pelo Sisu+Com Ederson, Brasil reúne representantes de 78 clubes em CopasBRB precisa de R$ 8,8 bilhões para fazer frente a perdas com o Master
Política

CCJ da Câmara adia análise da PEC da redução da maioridade penal

A votação da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/15 que reduz a maioridade penal foi adiada novamente nesta terça-feira (9) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados. O adiamento ocorreu em razão do início da Ordem do Dia no plenário da Casa. Notícias relacionadas: CCJ adia novamente análise de PEC sobre redução da maioridade penal. O presidente do colegiado, Leur Lomanto Júnior (União-BA), agendou o reinício da discussão para a manhã desta quarta-feira (10). A

Fonte: Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil09 de junho de 2026 às 19:164 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
CCJ da Câmara adia análise da PEC da redução da maioridade penal
Foto: Agência Brasil
A votação da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/15 que reduz a maioridade penal foi adiada novamente nesta terça-feira (9) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados.

O adiamento ocorreu em razão do início da Ordem do Dia no plenário da Casa.

O presidente do colegiado, Leur Lomanto Júnior (União-BA), agendou o reinício da discussão para a manhã desta quarta-feira (10). A votação do texto foi adiada, pela primeira vez, por causa de um pedido de vista. 

O relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), elaborou parecer favorável à mudança da maioridade penal, de 18 anos para 16 anos. No entanto, o parlamentar retirou a emenda que previa que jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente.

Divergências

O tema não é consenso entre os deputados integrantes da CCJ, comissão responsável por analisar a admissibilidade da proposta.

A deputada Érica Kokay (PT-DF), uma das lideranças críticas à proposta, argumenta que a iniciativa fere a Constituição. Segundo ela, a definição da maioridade é uma cláusula pétrea (dispositivos que não podem ser mudados ou abolidos por PEC) e que qualquer alteração só poderia ocorrer por meio de uma nova Constituinte.

“Estamos aqui ao arrepio da própria Constituição discutindo uma matéria que fere de forma absolutamente nítida direitos e garantias individuais garantidos pela nossa Constituição”, alertou, acrescentando que os crimes graves praticados por jovens representam menos de 4% dos crimes violentos no país.

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) também criticou o andamento da proposta.

“Estamos em um ano eleitoral e o que a extrema-direita faz? Ela pega um sentimento legítimo de medo das pessoas, de insegurança com a violência urbana, de insegurança com o feminicídio e diz que reduzindo a maioridade penal as famílias vão ficar seguras. Lidam com o medo dessas pessoas para apresentar uma falsa solução”, criticou.

Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a favor da redução da maioridade penal, defende que os adolescentes reincidentes em crimes devem ficar presos.

“A solução para a reincidência é deixar preso. Simples assim, aí não tem reincidência”, disse.

Atualmente, jovens maiores de 16 anos que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que cerca de 12 mil adolescentes estão em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Durante a sessão, o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) lamentou que o debate ocorra de forma híbrida, o que permite aos deputados poderem votar remotamente. Para ele, a proposta é controversa e precisa ser melhor discutida.

“É lamentável que um tema com essa magnitude, uma emenda à Constituição, a gente esteja para votar na Comissão de Constituição e Justiça, pelo Infoleg [remoto] sem que sequer deputadas e deputados estejam aqui, para a gente realizar o debate que é necessário”, criticou.

Caso a PEC da redução da maioridade penal avance na CCJ, uma comissão especial será criada para seguir com a discussão do tema antes de ir a plenário.

Mais em Política