Metrô de São Paulo fará campanha sobre violência sexual contra criança
Ao longo deste mês, o Instituto Liberta usará estações e vagões de quatro linhas do metrô de São Paulo para aproximar a população de informações sobre violência sexual contra crianças e adolescentes. A expectativa é de que a campanha Conversas que protegem atinja um público de 17,5 milhões de pessoas entre a próxima segunda-feira (18) até o dia 29. Notícias relacionadas: Enfrentamento à violência é desafio para 71,7% dos gestores de escolas. Um quarto das estudantes adolescentes já foi alvo de

A expectativa é de que a campanha Conversas que protegem atinja um público de 17,5 milhões de pessoas entre a próxima segunda-feira (18) até o dia 29.
Materiais impressos com orientações serão distribuídos pela organização nas estações da Luz e República. Serão 20 mil exemplares do Guia Saber Liberta, que instrui pais e cuidadores a abordar o assunto com crianças de até 10 anos de idade.
Para atingir diversos públicos, a linguagem adotada é simples. De modo descomplicado, o instituto explica como os adultos podem conversar sobre seus sentimentos, toques seguros e inseguros, pessoas de confiança e segurança na internet.
Vagões, totens de atendimento e telões das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 4-Amarela transmitirão conteúdos relacionados ao mote da campanha. Além disso, a linha 4 terá os vagões cobertos por adesivos com o conteúdo.
De acordo com dados oficiais, agregados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), e repercutidos pelo Observatório da Criança e do Adolescente, em uma década, a quantidade de notificações de violência sexual mais do que duplicou.
Em 2016, foram 23.407, bem abaixo dos 59.887 de 2025.
No ano passado, o país registrou 9.819 casos em que as vítimas eram crianças de 1 a 4 anos. Essa soma equivale a 16,3% do total. O grupo com mais vítimas foi o de 10 a 14 anos, com 25.409 (42,4%).
Perigos da internet
Muitas mães, pais e responsáveis têm uma dificuldade extra, que é a de compreender o que significam emojis e outros elementos colocados em mensagens nas redes sociais. Entendê-los é fundamental para proteger crianças e adolescentes de predadores sexuais, incluindo os que se passam por alguém da mesma faixa etária.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (Nupve), lançou no início deste mês o site Decodificando os Sin@!s.
Ele traz o significado do símbolo, outros parecidos e seu nível de ambiguidade. Também é possível consultar a plataforma para verificar quais são os emojis mais comumente ligados à pedofilia, provavelmente bastante conhecidos entre os agressores, mas estranhos às famílias e até a autoridades competentes para coibir esse tipo de crime.
Mais em Direitos Humanos
Câmara aprova uso de indumentárias tradicionais em fotos de documentos
Há 5h
Pesquisa mostra persistência da violência contra crianças no país
Há 1 dia
Entenda o que é blackwashing e como o “antirracismo de aparência” atua
Há 1 dia
ECA completa 36 anos entre avanços e desafios para proteger crianças
Há 2 dias
