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Direitos Humanos

MP denuncia policiais militares por morte de empresário no Rio

A 2ª Promotoria de Justiça do Rio junto ao 1° Tribunal do Júri da Capital denunciou os policias militares Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves pelo homicídio doloso triplamente qualificado do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, ocorrido na madrugada de 22 de abril deste ano, no barro da Pavuna, zona norte do Rio. Segundo o Ministério Público (MP) do Rio, os agentes, do 41º batalhão da PM, em Irajá, dispararam mais de 20 tiros de fuzil contra a picape em que estavam Daniel

Fonte: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil08 de maio de 2026 às 10:385 visualizações
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MP denuncia policiais militares por morte de empresário no Rio
Foto: Agência Brasil
A 2ª Promotoria de Justiça do Rio junto ao 1° Tribunal do Júri da Capital denunciou os policias militares Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves pelo homicídio doloso triplamente qualificado do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, ocorrido na madrugada de 22 de abril deste ano, no barro da Pavuna, zona norte do Rio.

Segundo o Ministério Público (MP) do Rio, os agentes, do 41º batalhão da PM, em Irajá, dispararam mais de 20 tiros de fuzil contra a picape em que estavam Daniel e mais três pessoas. A vítima foi atingida na cabeça e morreu no local. Os demais ocupantes do carro não foram atingidos.

A denúncia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com as investigações, os policiais acompanharam a movimentação do empresário na região por mais de uma hora, com acesso a informações em tempo real por um informante pelo telefone e, a partir daí, definiram previamente a abordagem do veículo.

Investigações

As apurações mostram que não houve bloqueio, blitz ou ordem de parada ao empresário. Quando o carro do empresário foi avistado, um dos militares com um fuzil na mão, disparou mais de 20 vezes contra o veículo da vítima.

Depois, tentaram forjar uma situação para o crime, ao alegar que “deram ordem de parada ao motorista e não foram atendidos”. O álibi foi logo desfeito pela Corregedoria da corporação, que ouviu as falas dos militares, que estavam com as câmeras corporais ligadas. Em seguida, eles receberam voz de prisão.

A denúncia foi recebida pelo 1° Tribunal do Júri da Capital.

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