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Cultura

Músicos paraenses celebram ritmo amazônico siriá no Rio

A banda paraense Baile do Mestre Cupijó já está no Rio de Janeiro, onde se apresenta, a partir desta sexta-feira (3), para celebrar os 50 anos do siriá, primo do carimbó e um dos ritmos mais emblemáticos da música amazônica. O nome da banda é uma homenagem ao Mestre Cupijó, natural de Cametá (PA) e falecido em 2012, que projetou nacionalmente o ritmo do siriá, ligado às manifestações do Baixo Tocantins. Joaquim Maria Dias de Castro, mais conhecido como Mestre Cupijó, foi vereador, advogado, músi

Fonte: Alana Gandra - repórter da Agência Brasil03 de julho de 2026 às 17:563 visualizações
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Músicos paraenses celebram ritmo amazônico siriá no Rio
Foto: Agência Brasil

A banda paraense Baile do Mestre Cupijó já está no Rio de Janeiro, onde se apresenta, a partir desta sexta-feira (3), para celebrar os 50 anos do siriá, primo do carimbó e um dos ritmos mais emblemáticos da música amazônica.

O nome da banda é uma homenagem ao Mestre Cupijó, natural de Cametá (PA) e falecido em 2012, que projetou nacionalmente o ritmo do siriá, ligado às manifestações do Baixo Tocantins.

Joaquim Maria Dias de Castro, mais conhecido como Mestre Cupijó, foi vereador, advogado, músico e compositor brasileiro, de música instrumental do estilo folclórico Siriá.

Todas as apresentações da banda são gratuitas para pessoas com renda de até dois salários mínimos por pessoa da família, de acordo com o Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG). Elas têm classificação livre e terão intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Para as demais pessoas, há ingressos no valor de R$ 15 inteira e R$ 7,50 meia entrada.

A primeira apresentação será nesta sexta (3), no Sesc São Gonçalo, às 19h. No domingo (5), será a vez do Centro Cultural Sesc Quitandinha, em Petrópolis, às 18h. No Sesc Copacabana, a banda se apresenta no dia 8, às 19h, e encerra as apresentações em solo fluminense, no dia 11 deste mês, no Sesc Nova Iguaçu, às 16h.

Festejo

A banda foi selecionada pelo Edital Cultura Sesc Rio Pulsar. “Alguns amigos lá de Belém já participaram e é uma satisfação enorme estar no Rio de Janeiro para fazer, realmente, um grande baile da música brasileira feita na Amazônia”, disse à Agência Brasil o diretor do grupo João P. Cavalcante.

O diretor comentou que a banda está festejando os 50 anos do siriá e revisitando quatro álbuns gravados pelo Mestre Cupijó, embora o ritmo já existisse anteriormente.

Os álbuns são Siriá Volume 1 e Dance o Siriá Volume 2, lançados em 1974; Siriá Siriá Volume 3 (1975); e Siriá Volume 4 (1976). Eles são considerados obras fundamentais para a difusão e modernização do gênero musical.

“É uma festa pelos quatro álbuns que estão completando 50 anos”.

O espetáculo reúne música, dança e os ritmos do Baixo Tocantins, em uma leitura contemporânea desse patrimônio cultural brasileiro.

A banda já está trabalhando na gravação de um álbum que poderá ser lançado no final deste ano ou no começo de 2027.

“Vai ter um clipe bem bonito, e a gente pretende voltar ao Rio de Janeiro para fazer o lançamento, ir a São Paulo depois e lançar no Norte também”, informou Cavalcante.

Nascimento

A banda nasceu de um documentário biográfico produzido após a morte de Mestre Cupijó por sua sobrinha, a cineasta Jorane Castro.

“A partir desse momento, o trabalho foi desenvolvido porque existiam poucos registros históricos do Mestre Cupijó. Jorane me convidou, com outro produtor e diretor musical, para formar uma banda. Foi através desse movimento que a banda nasceu”, disse João P. Cavalcante.

Nos primeiros anos, o diretor atuou como percussionista e cantor. Como teve que viajar e morar fora do Brasil, hoje ele trabalha como diretor. A banda, contudo, manteve os dez integrantes, com a entrada de Carla Costa no lugar de Cavalcante.

“Ela apresenta um novo formato, uma nova voz, uma voz feminina na banda. Acho que era o que precisava e está muito bonito desse jeito”.

A formação reúne metais, cordas, bateria e percussões amazônicas, em um espetáculo marcado pela dança, pela celebração coletiva e pela potência dos ritmos do Baixo Tocantins.

O projeto mantém vivo um repertório que atravessa gerações e reafirma a importância do siriá como patrimônio cultural paraense.

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