Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS24 de julho de 2026
Ministro do STJ é incluído em investigação sobre venda de sentençasTarifa de 37,5% atingirá quase 4 mil produtos brasileiros, estima CNICom precatórios, previsão de déficit primário soma R$ 52 bilhõesQuartas da Copa do Brasil Feminina terá clássico carioca Fla x FluGoverno desbloqueia R$ 5,7 bi do Orçamento de 2026Redução do desmatamento contrasta com argumentos dos EUA para tarifaçoLinhas de trem que retornaram para CPTM funcionam normalmente em SPConsulta pública sobre educação bilíngue de surdos acaba sábadoSanciona lei que proíbe produção e comercialização de fois grasProuni 2026/2: prazo para comprovar informação de inscrição acaba hojeMulheres podem comprar e usar spray de pimenta para defesa pessoalFestival Bonito CineSur promove integração audiovisual sul-americanaDemocracia está nas mãos do povo, não em palácios, diz Cármen LúciaDefesa Civil reconhece situação de emergência em 17 municípios do RSPesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV ente jovensTV Brasil transmite 1ª final entre Sampaio Basquete e Unimed CampinasRelatório denuncia violência em ações policiais na Baixada FluminenseBeneficiários com NIS de final 5 recebem Bolsa Família de julhoJustiça do Rio determina bloqueio de contas do Banco MasterReceita libera consulta ao terceiro lote de restituição do IR 2026Ministro do STJ é incluído em investigação sobre venda de sentençasTarifa de 37,5% atingirá quase 4 mil produtos brasileiros, estima CNICom precatórios, previsão de déficit primário soma R$ 52 bilhõesQuartas da Copa do Brasil Feminina terá clássico carioca Fla x FluGoverno desbloqueia R$ 5,7 bi do Orçamento de 2026Redução do desmatamento contrasta com argumentos dos EUA para tarifaçoLinhas de trem que retornaram para CPTM funcionam normalmente em SPConsulta pública sobre educação bilíngue de surdos acaba sábadoSanciona lei que proíbe produção e comercialização de fois grasProuni 2026/2: prazo para comprovar informação de inscrição acaba hojeMulheres podem comprar e usar spray de pimenta para defesa pessoalFestival Bonito CineSur promove integração audiovisual sul-americanaDemocracia está nas mãos do povo, não em palácios, diz Cármen LúciaDefesa Civil reconhece situação de emergência em 17 municípios do RSPesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV ente jovensTV Brasil transmite 1ª final entre Sampaio Basquete e Unimed CampinasRelatório denuncia violência em ações policiais na Baixada FluminenseBeneficiários com NIS de final 5 recebem Bolsa Família de julhoJustiça do Rio determina bloqueio de contas do Banco MasterReceita libera consulta ao terceiro lote de restituição do IR 2026
Meio Ambiente

Redução do desmatamento contrasta com argumentos dos EUA para tarifaço

Levantamento divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que 588 áreas protegidas da Amazônia passaram sem registros de desmatamento entre janeiro e junho deste ano. O total corresponde a mais de 80% desses territórios e inclui 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação. Notícias relacionadas: Governo Trump usa desmatamento para impor taxas ao Brasil. Alertas de desmatamento na Amazônia caem 35% em junho de 2026. Indígenas relatam

Fonte: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil24 de julho de 2026 às 17:483 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Redução do desmatamento contrasta com argumentos dos EUA para tarifaço
Foto: Agência Brasil
Levantamento divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que 588 áreas protegidas da Amazônia passaram sem registros de desmatamento entre janeiro e junho deste ano.

O total corresponde a mais de 80% desses territórios e inclui 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação.

Os dados foram divulgados poucos dias após o governo dos Estados Unidos incluir o desmatamento ilegal entre as justificativas para impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Em resposta, o governo brasileiro afirmou que as acusações são "indevidas" e sustentou que os índices de desmatamento vêm caindo desde 2023.

Menor desmatamento em 8 anos

Segundo o Imazon, a Amazônia registrou 1.145 quilômetros quadrados de floresta derrubada entre janeiro e junho de 2026, resultado 10% menor que o do mesmo período do ano passado. O instituto afirma que se trata da menor área desmatada em um primeiro semestre dos últimos oito anos.

Em relação a 2022, quando foi registrado o pico da série histórica para o período, a redução alcançou 76%.

As áreas protegidas responderam por 97,37 quilômetros quadrados do desmatamento ocorrido na Amazônia no semestre, o equivalente a 8% do total. Desse volume, 9,38 quilômetros quadrados foram registrados em terras indígenas e 87,99 quilômetros quadrados em unidades de conservação.

Destaques negativos

Apesar da redução geral, o estudo aponta focos persistentes de pressão sobre a floresta. O destaque negativo é o da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, responsável por metade do desmatamento registrado em todas as áreas protegidas da Amazônia no primeiro semestre. Foram desmatados 47,85 km² entre janeiro e junho no território.

A Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, ganhou também destaque, pelo Imazon, por conta da recente aprovação, no Senado, de um projeto de lei que reduz sua área. Esta foi, segundo o estudo, a quinta unidade de conservação mais desmatada na Amazônia.

O território perdeu 3,45 km² de floresta, o que equivale a quase 350 campos de futebol.

“A aprovação desse projeto mostra que o Congresso Nacional está legislando para favorecer um pequeno grupo de pessoas que invadiu ilegalmente essa unidade de conservação após sua criação, em 2006”, explica a coordenadora do Programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito.

Segundo a coordenadora do Imazon, as unidades de conservação são importantíssimas para conter o desmatamento e combater a crise climática. “Por isso, esse projeto precisa ser vetado pela Presidência”, defendeu.

Estados

De acordo com o Imazon, apenas dois dos nove estados que compõem a Amazônia Legal registraram alta no desmatamento entre agosto de 2025 e junho de 2026: Roraima (de 25%) e Maranhão (de 20%).

Os outros sete estados apresentaram quedas entre 67% (Tocantins) e 27% (Mato Grosso).

Tendo como base o tamanho das áreas desmatadas, a liderança no período ficou com o Pará (684 km²), seguido do Mato Grosso (509 km²) e do Amazonas (378 km²).

Mais em Meio Ambiente