Portal Espaço Notícias
ÚLTIMAS03 de setembro de 2026
Reino Unido anuncia 400 mi de libras para Fundo Florestas TropicaisLavagem de Madeleine exalta cultura afro-brasileira em ParisMPSP faz operação para aprofundar investigações da Operação ÍcaroMendonça diz que deixará sociedade no Instituto IterEm áudio, Nikolas pede ajuda a Vorcaro para liberar ativo de minérioMP denuncia envolvidos em lavagem de dinheiro por meio de betsONU prevê El Niño "muito forte" com duração até fevereiro de 2027Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (3)Procurador defende asfixia financeira no combate ao crime organizadoFrente fria leva chuva ao Centro-Oeste e parte do Norte do paísEm 5 anos, furto de fios de cobre no Rio deu prejuízo de R$ 69 milhõesAvanço dos EUA sobre recursos estratégicos pauta o Brasil no MundoVasco e Palmeiras avançam e se enfrentam na semi da Copa do BrasilMega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 41 milhões nesta quintaCBF anuncia amistosos da seleção brasileira contra Japão e SingapuraFlamengo vence e fica a um ponto do Palmeiras, líder do BrasileirãoToffoli libera propaganda digital do candidato a presidente GrassiTSE aprova registros de seis candidatos à Presidência da RepúblicaPGR defende arquivamento de depoimento sobre suposta ameaça a VorcaroVeja como foi a quarta-feira (2) dos candidatos a presidenteReino Unido anuncia 400 mi de libras para Fundo Florestas TropicaisLavagem de Madeleine exalta cultura afro-brasileira em ParisMPSP faz operação para aprofundar investigações da Operação ÍcaroMendonça diz que deixará sociedade no Instituto IterEm áudio, Nikolas pede ajuda a Vorcaro para liberar ativo de minérioMP denuncia envolvidos em lavagem de dinheiro por meio de betsONU prevê El Niño "muito forte" com duração até fevereiro de 2027Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (3)Procurador defende asfixia financeira no combate ao crime organizadoFrente fria leva chuva ao Centro-Oeste e parte do Norte do paísEm 5 anos, furto de fios de cobre no Rio deu prejuízo de R$ 69 milhõesAvanço dos EUA sobre recursos estratégicos pauta o Brasil no MundoVasco e Palmeiras avançam e se enfrentam na semi da Copa do BrasilMega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 41 milhões nesta quintaCBF anuncia amistosos da seleção brasileira contra Japão e SingapuraFlamengo vence e fica a um ponto do Palmeiras, líder do BrasileirãoToffoli libera propaganda digital do candidato a presidente GrassiTSE aprova registros de seis candidatos à Presidência da RepúblicaPGR defende arquivamento de depoimento sobre suposta ameaça a VorcaroVeja como foi a quarta-feira (2) dos candidatos a presidente
Justiça

Cármen Lúcia: Judiciário deve buscar credibilidade, não popularidade

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia defendeu nesta sexta-feira (19) que a reestruturação do Poder Judiciário deve focar na construção da confiança dos cidadãos na conduta dos magistrados, e não na busca por popularidade. A declaração foi no encerramento do evento "A Justiça do Amanhã", no Rio de Janeiro, que debateu ética, transparência, eficiência e o futuro da Justiça brasileira. Notícias relacionadas: Fachin diz que espera regras do STF para supersalários ainda em junho

Fonte: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil19 de junho de 2026 às 21:537 visualizações
Compartilhar:WhatsAppFacebookX
Cármen Lúcia: Judiciário deve buscar credibilidade, não popularidade
Foto: Agência Brasil
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia defendeu nesta sexta-feira (19) que a reestruturação do Poder Judiciário deve focar na construção da confiança dos cidadãos na conduta dos magistrados, e não na busca por popularidade.

A declaração foi no encerramento do evento "A Justiça do Amanhã", no Rio de Janeiro, que debateu ética, transparência, eficiência e o futuro da Justiça brasileira.

Para a magistrada, que atua há duas décadas no STF, a credibilidade das decisões judiciais depende da garantia de que o juiz agiu com isenção e cumprimento rigoroso das leis.

"Precisamos estruturar um poder no qual a sociedade confie. Não quero que ela goste, porque é claro que quem perde uma causa não gosta da decisão, menos ainda de quem a proclamou", disse a ministra.

"O importante é que a pessoa saiba que eu agi de maneira correta de acordo com a lei e que o único compromisso foi cumprir o que eu jurei cumprir quando tomei posse há 20 anos no STF: a Constituição, as leis da República", completou.

Código de Ética

A busca pela confiança e pela transparência na atuação dos magistrados dialoga com o projeto de Código de Ética do qual Cármen Lúcia é relatora. A criação da norma foi estabelecida como prioridade pelo ministro Edson Fachin, que designou a ministra para a função no início deste ano.

A proposta, ainda em fase de elaboração, deve estabelecer limites e deveres para evitar conflitos de interesse. São esperadas normas sobre a participação de ministros em eventos e palestras promovidos por empresas com processos no STF, além de disciplinar a atuação de parentes de magistrados em escritórios de advocacia que litigam no tribunal.

Origem da proposta

O debate sobre a necessidade de um código normativo para o tribunal ganhou força em meio às investigações envolvendo o Banco Master e citações a integrantes do STF. O ministro Alexandre de Moraes rechaçou publicamente ter mantido contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero.

Paralelamente, o ministro Dias Toffoli retirou-se da relatoria do inquérito sobre fraudes na mesma instituição financeira. O afastamento ocorreu após relatórios policiais apontarem irregularidades em um fundo de investimento ligado ao banco, que adquiriu cotas de um empreendimento turístico do qual o magistrado é sócio.

Resistências na Corte

A aprovação do projeto ainda divide os ministros nos bastidores, segundo o ministro Edson Fachin. Discussões internas avaliam a conveniência política do momento para a votação das regras e a viabilidade prática de sua fiscalização.

Entre as divergências técnicas está a obrigatoriedade de divulgação prévia de compromissos acadêmicos e agendas de palestras dos ministros, o que gera preocupações sobre a segurança institucional dos magistrados, além das regras específicas de impedimento em julgamentos.

Mais em Justiça